JOJOSCOPE: Juni Hitoe: o mais nobre dos quimonos

 

Somente mulheres da nobreza podiam usá-lo. Isso significava na prática, imperatriz e princesa da corte, para começar. Mas também esposas de altos funcionários da burocracia medieval japonesa. E eram usados em cerimônias especiais, como casamento e promoções de cargos ou status.

O “juni-hitoe” (十二単) é o quimono de maior elegância e requinte que a moda medieval japonesa produziu. Significa literalmente, manto em doze camadas, e em sua origem, foi inspirada nos padrões chineses da aristocracia.

 

Quimono Doze Camadas, em exposição no Palácio dos Bandeirantes. Foto: Acervo MHIJB

 

O primeiro registro que se tem desta vestimenta data do século 10, na era Heian. As várias camadas são de seda, começando com um tecido de seda branco, e o peso total desta indumentária chega a 20 kilos.  Cada cor da camada tem um nome poético, nada de “vermelho” ou “roxo”, mas “ameixa carmesim da primavera”. A presença das cores é fundamental, mas elas só são visíveis nas mangas e no pescoço. A composição das camadas era uma indicação de status de quem a vestia.

O cabelo fazia parte da composição. As damas da corte japonesa usavam longos cabelos, aparado apenas nas laterais do rosto, em camadas.

Devido à complexidade de vestir, na era Muromachi introduziu-se uma versão mais light, com cinco camadas.

 

Veja aqui um passo a passo de como vestir Juni-Hitoe.

 

 

As camadas do Juni Hitoe são as seguintes:

As roupas íntimas: normalmente eram de algodão ou de seda.

Kosode: um robe de seda vermelho ou branco curto.

Nagabakama: é uma saia plissada (hakama), com divisão nas pernas, que pode ser usado também por homens, como no uniforme de aikidô.

Hitoe: é um robe de seda sem forro, geralmente vermelho, branco ou verde-azulado, mas há notações para outras cores não usuais.

Uchigi: Uma série de vestes sem forro coloridas que criam um efeito de camadas.

Uchiginu: um robe de seda escarlate batido usado como um reforço e suporte para as vestes exteriores.

Uwagi: um robe de seda estampado e padrões decorativos, que é mais curto e mais estreito do que oUchiginu.

Kouchigi: (literalmente, “pequena capa”), uma túnica de brocado mais curto usado sobre a uchigi ou uwagi

Karaginu: Um comprido casaco em estilo chinês que vai até a cintura.

Mo: Um sobretudo que parece um avental, geralmente branco com adereços pintados ou  bordados.

 

 

 

Confira esta peça na exposição “A Arte dos Quimonos“, em cartaz até julho no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. De terça a domingo, das 10h às 17 hs.

 

 

“A Arte do Quimono e as Gravuras Japonesas do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios”

De 28/05 a 28/07; de terça a domingo, das 10h às 17h

Palácio dos Bandeirantes (Av. Morumbi, 4.500 – Portão 2 – São Paulo)

Entrada gratuita e acessível a pessoas com deficiência

Informações: (11) 2193-8282 ou monitoria@sp.gov.br

Grupos acima de 10 pessoas: agendamento pelo site www.acervo.sp.gov.br

Todas as visitas são acompanhadas por educadores

 

 

Redação

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One Comment

  1. Quem gosta de Cultura Japonesa deve visitar em São Paulo “A Arte do Quimono e as Gravuras Japonesas do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios” !!!!
    Poder ver de perto lindos quimonos e gravuras japonesas… É ENRIQUECEDOR!!!!

    Palácio dos Bandeirantes, Avenida Morumbi, 4.500 – Portão 2. Entrada gratuita e acessível a pessoas com deficiência, de 28/05 a 28/07; de terça a domingo, das 10h às 17h.

    Compartilhando!!

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