JORGE NAGAO: A HQ brasileira vai pro Guiness, e o Tempo

 

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Gualberto Costa, o Gual,  idealizou um projeto de HQ que dará ao Brasil um destaque no Guiness. Depois de 10 anos, está sendo finalizado o livro “Jam Session- O crime do Teishouko Preto”. A história começa no bairro da Liberdade, quando a protagonista Fumiko presencia um crime, este é o primeiro capítulo do livrão. Depois do Gual, mais de 500 desenhistas continuaram a história que será entregue ao público em dezembro. Os simpatizantes estão eufóricos com o livro, viram o vídeo, mas precisam acessar o site do Catarse para apoiar o projeto, a partir de R$ 25. A arrecadação está em torno de 15% do total e o prazo termina em 21/10/14.

A propósito, no próximo sábado, dia 13, às 17h, acontecerá a premiação do 26º     Troféu HQMIX, no Sesc Pompeia, rua Clélia, 93. É “de grátis”, retire o convite a partir das 16h na bilheteria. A apresentação é de Serginho Groisman com show do cantor Carlos Careqa e performance do DJ MZK. Os premiados aqui estão: http://trofeu-hqmix.blogspot.com.br.  Abaixo, a matéria do site da AQC, Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas, e o blogdoorlando onde Dany e Gual contam os detalhes da aventura de Fumiko neste livro recordista “Teishouko”.

 

 

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O crime do Teishouko Preto – Jam Session que reuniu mais de 500 artistas de quadrinhos (site AQC)

 

 

O livro Jam Session – O crime do Teishouko Preto é uma publicação que reúne toda uma geração de artistas brasileiros dos quadrinhos, artes gráficas e graffiti em uma única história.

De norte a sul do País, de novos autores a criadores consagrados, como Adriana Melo, Alex Hornest, André Diniz, Baptistão, Danilo Beyruth, Edgar Vasques, Fabio Moon, Fernando Gonsales, Gabriel Bá, Grampá, Guazzelli, Gustavo Duarte, Guto Lacaz, Jô Oliveira, João Montanaro, Klebs Júnior, Klévisson, Laerte, Lourenço Mutarelli, Luiz Gê, Luke Ross, Marcatti, Orlando, Rafael Coutinho, Rodolfo Zalla e muitos outros.

A obra surge depois de anos do projeto no qual mais de 500 artistas brasileiros participaram juntos de uma única história em quadrinhos, feita como uma jam session.

Sem um roteiro prévio, foi feita uma HQ coletiva e sem fim: no ponto em que um desenhista termina sua página, outro continua e assim por diante. Sempre mantendo as características pessoais de cada artista, mas integrada a uma produção coletiva singular e com unidade.

Esse é o projeto Jam Session, que já existe há alguns anos e agora será perpetuado em um luxuoso livro de capa dura, com todas as páginas reunidas em uma única publicação, que será lançada em dezembro de 2014, na Comic Con Experience, em São Paulo/SP.

Cada página foi desenvolvida ao vivo, frente ao público, que pôde apreciar como cada artista desenvolve seu trabalho, qual a sua técnica, seu processo de criação, como constrói seu argumento, prepara seu roteiro e mantém sua narrativa. Além disso, o obra deve bater o recorde mundial do Guinness Bookde Most Contributors to a Published Comic Book.

Para viabilizar a publicação, o título está no site de financiamento coletivo Catarse – confira o vídeo apresentando o projeto e participe clicando aqui ou na imagem abaixo.

http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/ entrevista com Dany e Gual, 01/09/14

 

 

 

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TEMPO (JN)

 

Achei um tempo pra escrever sobre o tempo essa coisa abstrata que voa e é praticamente inapreensível.
Tempo bom era o da infância, que linda!. Excetuando o tempo da escola, era tanto tempo livre para brincar, ficar à toa, ler gibi, fazer o que queria fazer, só lazer, só prazer, de A a Z.
Na juventude, existia o tempo para estudar, tempo para trabalhar, mas no fim de semana tinha tempo para descansar, praticar esporte, ir pra balada, ao cinema ou ao futebol. Tempo tinha pra ir à zona, como dizia o meu amigo Nakamura, né, Fernando Alves Chagas?!.
O casado, tem o tempo do trabalho e também o do estudo. Dedica o tempo à família, à família do cônjuge, tempo para os filhos, assim o tempo fica cada vez mais diminuto. De minuto, não é mais de horas.
O aposentado tem tempo à vontade. Tempo para ler, para ver TV, para andar pelo bairro, ir a “velhório”, mas se no hay diñero (tempo não é dinheiro), tanto tempo pra quê?
Anos depois, velho e doente, o tempo não passa. Na idade do condor, com dor aqui e ali, tomando remédios pra tudo, a toda hora, tanto tempo é uma tortura. O remédio é esperar pelo fim do tempo nesta vida.
Agora, vou dar um tempo porque preciso sair para comprar coisas pra casa. Ah, tempo, faz tempo que não tenho tempo ou estou perdendo meu tempo com coisas sem importância. Preciso analisar em que estou investindo o meu tempo, isso quando tiver um tempinho.
Quando tiver mais tempo, volto a este texto, para melhorá-lo, será que vai dar tempo? Não deu.

 

 

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jorge-nagao

Jorge Nagao

além do Nippak e www.nippak.com.br,  também está na constelação do www.algoadizer.com.br.  E-mail: jlcnagao@uol.com.br

 

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