JORGE NAGAO: Blues forever

” Blues é  raiz, o resto são frutos” – Willie Dixon, bluesman

 

o rei do blues, B.B. King

o rei do blues, B.B. King

 

Topei o desafio de escrever sobre Blues. Soul blueseiro e não desisto nunca. Praticamente não sabia bluelhufas sobre ele, então fui ao Youtube.

Lá encontrei uma simpática entrevista no programa Memento Culturale da rádio Panorama de Itajubá-MG, com o bluesman Flávio Agrícola que conta resumidamente a história do Blues enquanto dá um show particular.

O blues, contou ele, tem um filho inquieto, o jazz. Sóbrio e elegante, esse filho não é independente. Vez ou outra, precisa de conselhos paternos.

O jazz deu um neto ao Blues, o rock, um garoto nervoso, barulhento, elétrico, que cai, levanta, cai e levanta de novo, enfim é um cabeça-dura – define o bluesman Flavio.

O blues nasceu no sul dos EUA, com os escravos africanos que foram pra lá como outros vieram pra cá, numa longa viagem em que apenas os mais fortes sobreviveram, como tão bem descreveu o poeta Castro Alves no poema Navio Negreiro.

Enquanto colhiam algodão, milho e   tabaco na região do delta do Mississipi, eles cantavam. O canto lamuriento era como o nosso repente nordestino que depois de iniciado, alguém continuava e assim ajudava o tempo passar. Com o tempo, criaram instrumentos musicais improvisados: abóbora seca sem o miolo, uma caixa de charutos jogada no lixo, que viravam violões.

Com o fim da escravidão, os trabalhadores migraram para o norte do país, especialmente para Chicago, e difundiram o blues que tornou-se muito popular com centenas de gravações.

Este é começo de uma longa história. Recomendo o vídeo “Blues, da escravidão à conquista do mundo”, pesquisa de Ivan Luis Gomes:

 

 

 

 

Obluegado, grandes bluesmen e blueswomen:

Mamie Smith, Ma Rainey, Frank Hutchison, Carter Family, Blind Willie Mc Tell, Blind Willie Johnson, Blind Lemon Jefferson, Charley Patton, Son House, Tommy Johnson, Bukka White, Tampa Red, Leadbelly, Johnny Shines, Robert Johnson, Howlin Wolf, Big Joe William, Arthur Big Boy Crudup, Black Ace, Mississipi John Hurt, Lihtning Hoppins, Mance Lipscomb, Mississipi Fred McDowell, Jimmie Rodgers, Hank Williams, T Bone Walker, Muddy Watters, Elmore James, Sonny Boy Willianson, Chapion Jack Dupree, Furry Lewis, J B Lenoir, Willie Dixon, John Lee Hooker, R.I.Burnside, B.B.King, Buddy Guy, Jimmy Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Celso Blues Boy representando os nossos bluesmen.

 

 

Haikais Blues

 

God save the blues:

o escravo valente e bravo

da dor trouxe a luz

 

O blues irrompeu:

um dom, entre o algodão,

algo bom nasceu

 

Nos doze compassos,

nascia o blues, melodia

dava os primeiro passos

 

O blues é plangente

tem fã hoje e outro amanhã

como o nosso repente

 

Hendrix, Presley, músicos

gigantes se tornaram, antes

beberam do Blues

Bluesca a perfeição,

faz pacto até com o diabo,

bluesman, gratidão.

 

Na tumba, aqui jazz

e jazz-rock, fique em paz,

mas jazz blues, jamais!

 

 


 

 

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Nikkei é finalista do Prêmio SP Literatura, Folha SP, 03ago16

Parabéns, Eda Nagayama!

Eda nasceu em São Paulo em 1970, é atriz, graduada em Artes Cênicas e mestre em comunicação e estética do audiovisual.

Ela concorre com o livro “Desgarrados” (CosacNaify, R$ 29,90).

“Na história do original romance de Eda, uma mulher – que não sabemos o nome ao longo de todo o livro – frequenta uma igreja evangélica improvisada em uma garagem, com um pastor de hábitos simples. A mulher é envolvida em uma série de questionamentos sobre a fé, vida e solidão, e procura, de templo em templo, respostas para as suas indagações.” (site gazetadopovo.com.br)

 

 

JORGE NAGAO

JORGE NAGAO

além do Nippak e www.nippak.com.br,também está na constelação do www.algoadizer.com.br.
E-mail: jlcnagao@uol.com.br
JORGE NAGAO

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