JORGE NAGAO: Casagrande, piores momentos

 

(para o Casagrande N., o Nando)

 

Bem, amigos da Rede Social, eu Gilvan Bueno (jornalista + locutor) estou aqui com o Caio Casagrande (comentarista + comentado) e com o Arnaldo Cesar Carlini (ex-juiz + roqueiro) para falar deste primeiro tempo entre Casagrande 3 x 1 Demônios das Drogas. Fala, Caio Casagrande!

– Pois é, Gilvan, o jogo estava fácil pro time do Casa. O primeiro gol saiu de uma tabelinha da Democracia Corinthiana em pleno regime militar, início da brilhante carreira que o levou à  Copa de 86 e ao exterior onde brilhou no Porto, Ascoli e Torino, entre outros; mas como o futebol da vida é uma caixa pouco econômica de surpresas, a morte de seu melhor amigo, Marcelo Fromer, dos Titãs, abalou-o e ele tomou um gol das drogas. Mas a internação foi um golaço da família Casagrande e a volta ao trabalho foi o terceiro gol para dar tranquilidade para esse time de tantos anjos que tem tudo para golear o time dos Demônios.

Muito bem, Caio Casagrande. E você, Arnaldo César Carlini, o que está achando deste jogão?

– Concordo com o Caio, meu caro Gilvan. Tudo estava tranquilo até as drogas complicarem o jogo. O timão do Casagrande sentiu a falta do Sócrates que se afastou do amigo, mas eles se entenderam antes da partida do Doutor. Mas com a substituição do álcool, cocaine e baseado por três psicólogas na defesa do Casa, a paz voltou à casa do Casagrande.

– Antes do intervalo, Casão, tem algo a acrescentar?

– Sim, queria pedir desculpas à Mônica Feliciano, com quem fui casado por 21 anos, que teve motivos de sobras para tirar o seu time de campo. Juro que não foi implicância minha por causa de seu sobrenome…

– Bem, amigos, daqui pra frente segue este jogo sensacional. Quem sabe, daqui a uns anos eu escreva o livro Casagrande, sem Demônios- conclui Gilvan Bueno.

Nossa vida, como no futebol, tem dois tempos.  Casagrande sobreviveu ao primeiro e  agora toca o segundo tempo da sua vida, feliz, bem feliz. Seu time é forte, uma seleção de craques, que não dará a mínima chance para a droga do time adversário. No gol, os pais que com amor e orações defendem ardorosamente o filho. Na defesa, as terapeutas que tocam de primeira para o meio de campo formado por Vitor Hugo, Leonardo e Symon, os filhos. No ataque, os grandes amigos que garantem os gols: Kiko Zambianchi, Marcelo Rubens Paiva e Magrão com quem tabela desde a infância na Penha. No banco de reservas, gente da maior categoria: o  dr. Artur Timerman ( “dei uns beijos na boca do Casagrande”, referindo-se à respiração boca-a-boca  que fez para salvá-lo);  o Washington Olivetto, parceiro desde a Democracia Corinthiana; Juca Kfouri que compartilhava a amizade com Sócrates;  José Trajano que o revelou como comentarista na ESPN Brasil; mais os colegas globais como Faustão, Galvão, Arnaldo entre outros tantos. É isso aí, Casão, bola pra frente!

 

 

*Jorge Nagao,  além do Nippak e www.nippak.com.br,  também está na constelação do www.algoadizer.com.br.  E-mail: jlcnagao@uol.com.br

 

 

 

 

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