JORGE NAGAO: Charles Chibana, Show!

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O avô Kohan praticava karatê mas obrigou os netos a aprender judô pois apreciava a filosofia desse esporte. Criado pelo japonês Jigoro Kano, um baixinho de 1,50m, o judô baseia-se no uso da força do oponente para contra-atacar. Dessa forma, mesmo enfrentando adversários de maior porte físico, um judoca como Kano poderia derrotar um grandão, como foi a vitória de Chibana contra o gigante canadense. A filosofia é baseada em três princípios: condicionamento físico, espiritual e mental. (mais detalhes no site www.ciaathletica.com.br/blog).

Charles, no entanto, achava que ficaria pouco tempo no judô, como conta em seu site:

“Comecei aos três anos na Vila Carrão ( zona leste da capital paulista), com o Sensei Yamamoto, por causa do meu avô. Meus três irmãos já faziam, e meus primos também, mas nós não gostávamos”, confessa. “Eu era como toda criança. Adorava jogar futebol, não ligava muito para as aulas”, brinca.

O ipponderável se deu quando conquistou o seu primeiro campeonato que ajudô Charles a se empolgar com este esporte oriental e o futebol começou a wazari da sua vida.

Charles Chibana, aos 10 anos, venceu seu primeiro Campeonato Paulista, em 1999. Depois, em 2002, ele passou a cutir a vida de judoca. “Só depois de vencer o Paulista e o Brasileiro em 2002, e comecei a gostar de judô, principalmente por causa das viagens e  estava ganhando competições importantes”, comenta.

Quando achou graça nas conquistas, Charles passou a levar a sério o judô.  Assim, foi conquistando o Paulista e o Brasileiro cinco vezes cada (1999, 2002, 2004, 2005 e 2007). Com esses resultados expressivos, Chibana começou a treinar e competir, em 2006, pelo Esporte Clube Pinheiros, até os dias de hoje. A estreia como judoca da seleção brasileira principal aconteceu em 2007, com o segundo lugar no Campeonato Mundial por equipes na China.

O ano de 2013 foi inesquecível para o judoca tanto em relação a conquistas quanto em aprendizado. As duas maiores vitórias do atleta foram uma medalha de ouro e uma medalha de prata nas etapas de Moscou e de Tóquio , respectivamente, do Grand Slam de Judô. “A derrota numa semifinal foi uma lição que tirei, para evitar isso novamente até 2016”

Como todo atleta de esporte olímpico, Chibana tem as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro como um grande objetivo de carreira. Disputar os Jogos Olímpicos e ainda no Brasil,  serve como um grande incentivo para o judoca. Otimista, ele acredita que se dedicando e se superando em cada competição poderá realizar seu sonho.

 

A família Chibana botava muita fé que Charles traria, como trouxe, uma medalha dourada pro Brasil. Depois de receber a medalha e se emocionar ao ouvir o hino nacional, Chibana foi comemorar com a família. Pais, avó, tia, irmão, cunhada e primos deixaram o Brasil para torcer por Charles. Pena que o avô, o grande responsável pelo sucesso de Charles, morreu há três anos.

“Quando vi o número de pessoas que vinha, pensei: melhor alugar uma casa do que gastar uma fortuna com diária de hotel. Viemos em oito para cá. O mais complicado é o ingresso. Quase R$ 1 mil por dia de lutas. Planejamos isso aqui faz tempo. Desde fevereiro, a gente estava olhando casa”, afirmou Mario Chibana, pai do medalhista de ouro do Pan.

“Panrabéns!”, Charles Chibana, orgulho do judô e do Brasil!

 


 

 

 

Chibana no programa Extra*Ordinários

 

Extra*Ordinários é um programa esportivo de domingo à noite, no Sportv, com famosos como Maitê Proença, Felipe Andreoli-exCQC, um Casseta, os impagáveis escritores Xico Sá e Eduardo Bueno e um convidado especial. O casseta da vez foi o Claudio “seu Creysson” Manoel e a convidada foi a rainha Hortencia. Charles Chibana entrou, ao vivo, para uma entrevista. Era quase uma da manhã, e como ninguém viu, transcrevo aquele papo descontraído:

 

FA- Vamos chamar nosso medalhista de ouro, Charles Chibana!

(todos aplaudem e gritam uhuuuu! e Charles aparece na tela, sorrindo)

FA- Charles, você virou a luta. Encaixou um golpe e depois outro, obrigado, é nóis!

CC- Meu judô procura sempre a pontuação. Sem essa de shido, shido, shido. Assim consegui a medalha de ouro.

FA- Fala agora com a rainha Hortência!

H- Parabéns, viu, garoto! Eu vi a sua luta. Torci bastante. Parabéns!

CC (sorrindo)- Obrigado, obrigado!

FA- Você está vendo a gente? Todo mundo de pijama!

CC- Tô!

H- Tô parecendo uma gueixa! Você não tem mais competição?

CC (rindo)- Não!

H- Então, se liga na Vila porque eu sei que aí o bicho pega.

XS- É muito perigoso? O cara chega com uma medalha…

CM- Principalmente com uma medalha de ouro…

CC- Vou continuar na rotina porque, daqui um mês, tem o Mundial. Tenho que estar focado.

CM, o casseta- Mas dá um perdido na mamãe e vai comemorar.

FA- Isso mesmo! Mas, em 2016, têm Olímpíadas. Dá pra ganhar o ouro, no Rio?

CC- Na verdade, o judô é muito forte na Europa e na Ásia. Aqui, no Canadá, foi só um degrau pra chegar bem em 2016. No Mundial, a gente vai ter base para as Olimpíadas, em 2016.

FA- Você é solteiro, Charles?

CC- Não! (sempre rindo)

FA- Então, vai botar um pijama, como a gente, e vai dormir. A medalha é de ouro, mesmo?

CC- É, sim. Aqui ó!

TODOS- Obrigado. Parabéns, Charles!

CC- Valeu! Obrigado pela torcida!

H- Bota o pijama e vai dormir. Nada de bagunça lá na Vila!

CC faz o sinal de positivo, rindo, pra variar.

 

JORGE NAGAO

JORGE NAGAO

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