JORGE NAGAO: Chico Buarque no Senado

Chico Buarque foi ao Senado Federal, com Lula, para acompanhar a defesa da presidenta e o interrogatório das senhoras e senhores senadores, julgadores da digna Dilma.

Autor de significativas canções de resistência durante a ditadura militar, o inquieto artista-galã foi adaptando suas músicas a esse novo tempo de trevas. Isso, a Democracia está sofrendo um golpe com o auxílio luxuoso da Rede Globels, a mídia parcial e a justiça seletiva.

 

Chico Buarque no Senado

Chico Buarque no Senado

 

Quando ouviu o nome do presidente do STF, lembrou da música que fez com Caetano Veloso, Vai levando, que logo virou Vai Levandowski:

“ Mesmo com todo golpe

com o tal do Cunha

com o Sergio Moro

com Jucá e Aécio

a gente vai Lewandowski

a gente vai Lewandowski…”

 

 

 

Ao ouvir o nome do intemerino, agora, disinterino, imediatamente, Apesar de você, logo virou Apesar de Temer:

 

“ Apesar de Temer,

amanhã há de ser outro dia

Eu pergunto a você

onde vai se esconder

da Democracia?”

 

 

 

E a sua Construção virou Construção do golpe:

 

“ Armou daquela vez como se fosse a última,

  foi vice da Dilma como se fosse o máximo,

  com Cunha tramou como se fosse um mágico

  e preparou o golpe como se fosse impeachment

  assumiu como interino como se fosse sólido

  começou a desfazer o que fez a Dilma

  combinou com parceiros sem escrúpulos

  correu das vaias no fim da Olimpíada.”

 

 

 

Pensou na Roda Viva em que vive a presidenta e sua canção virou Golpe em Dilma:

 

“ A gente quer ter voz ativa,

 no nosso destino mandar

mas eis que chega o golpe em Dilma

e leva a Democracia pra lá.

 

 Roda mundo, roda gigante,

 roda moinho, roda pião,

o golpe rodou num instante

ferindo o meu coração.”

 

 

 

Lembrou do começo de sua carreira, quando a Banda empatou, em primeirolugar, com a Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros, no festival da Record:

 

“ Estava à toa na vida

O meu amor me chamou

pra ver o golpe passar

com voto do senador.

 

A minha gente sofrida

mergulhou na dor

porque o golpe passou

deixando um rastro de horror.”

 

 

 

Como dizem os budistas, o sucesso ou o fracasso  Vai passar, outra canção histórica de Chico, então ele parodiou:

 

“ Vai passar

esse golpe na Dilma é de amargar,

cada eleitor desta cidade

esta tarde vai se arrepiar

ao lembrar que aqui cassaram

votos, isso não se faz, 

rasgaram a Constituição pois é

também  sambaram sonhos bem legais

Num tempo

página infeliz da nossa história

passagem embaçada na memória

das nossas novas gerações

Dormia

a nossa pátria mãe tão distraída

sem perceber que era subtraída

em tenebrosas votações.”       

 

 

 

Finalmente, sua Carolina virou Cara Dilma:

 

“Cara Dilma,

nos seus olhos fundos 

guarda tanta dor

a dor de todo esse mundo

Eu já lhe expliquei

Não ía dar

seu vice iria muito aprontar

eu já sabia você ía dançar

É hora já sei de descansar

lá fora, amor,

uma rosa morreu

seu governo sambou

uma estrela caiu

Eu bem que mostrei sorrindo

a democracia partindo

mas cara Dilma não viu.”

 

 

 


LUTO BY DILMA

Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder, como é próprio dos que não tem caráter,

princípios ou utopias a conquistar. Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça.

Luto pelo povo do meu País, pelo seu bem-estar.

 

 

JORGE NAGAO

JORGE NAGAO

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