JORGE NAGAO: CIPA

 

Cipeiro, no mucho!

 

CIPA é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. As empresas privadas e públicas são obrigadas a organizar e manter em funcionamento a Cipa.

A comissão tem por objetivo observar e relatar condições de riscos nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir e eliminar riscos existentes.

Composta por representantes do empregador e dos empregados, segundo a CLT.

O presidente da CIPA é escolhido pelo empregador. Alguma surpresa? Com as alterações/fim da CLT, como ficará CIPA? Diz, CIPA! (Dissipa?)

No Banco do Brasil, nos anos 90, fui convidado a  concorrer para integrar a CIPA porque se dependesse da nomeação do gerente, jamais seria cipeiro. Como a LER, lesão por esforço repetititivo, (hoje DORT) era a principal causa do afastamento do serviço, escrevi, em minha campanha eleitoral: ” ALERTAR sobre o stress, ALERTAR sobre a dependência química, ALERTAR sobre os riscos da vida sedentária, A LER…”

Mesmo sendo um desconhecido na maior agência bancária do país, fui eleito.

– Foram os seus colegas nisseis que te elegeram além do sindicato que deu uma força – garantiu o meu amigo Genésio.

Acho que não seria exagero afirmar que, de 4 bancários do BB, um era nissei/nisseia.

Na CIPA, havia uma reunião mensal. Além de fugir da rotina diária, os encontros eram agradáveis pois os colegas eleitos, modéstia às favas, eram da vanguarda da saúde, da política e da cultura.

O cipeiro tinha garantia no emprego durante o mandato e também no ano seguinte. Isso me tranquilizou no turbilhão do PDV, programa de demissão voluntária, criação do BB, em 1995.

O grande evento anual da CIPA era o simpático SIPAT, Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Palestrantes famosos eram convidados, oficinas culturais e artísticas entretinham os colegas de banco e teve até um concurso literário que a humildade me impede de dizer quem venceu.

Numa SIPAT, escrevi a carta-convite, a seguir:

” A nossa saúde física e emocional está permanentemente em jogo. Os nossos atos e hábitos alimentares concorrem tanto para o nosso equilíbrio físico e emocional.

A CIPA, através da XVI SIPAT propõe o tema Qualidade de Vida x Quantidade de Dúvidas, de 17 a 21/11/97, e convida a todos/todas para uma reflexão sobre tudo, sobretudo a saúde, contando com os ases do assunto.

(O cartaz era baseado em cartas do baralho. O A que abria o texto era um Ás e os Qs, de qualidade e quantidade, eram as Damas, sacou?)

Nesse momento delicado que atravessamos, nunca a nossa saúde esteve tão vulnerável.

Portanto, informe-se, recicle-se. Jogar contra  a saúde é arriscar para que ela PIF ou PAF (olhaí o baralho dando as cartas).

SIPAT, quem é vivo e sipático, participa.

Não seja uma carta fora do baralho.”

 

 


 

A delação está na moda mas, no século passado, o dedo-duro/cagueta/x9  era o tipo mais odiado no mundo corporativo.

 

DEDO-DURO

 

Dedo duro de verdade

vive sempre a pensar:

colega é que nem tecla

tem mesmo é que dedar.

 

Dedo-duro entrega

sem mexer os cílios;

dependendo do colega

entrega a domicílio.

 

Dedo-duro não seja esnobe

pois sabe o que acontece:

na empresa, você sobe

mas na vida você desce.

 

Dedo-duro é uma pessoa

que tem este segredo:

como não tem cabeça boa

apela para o dedo…

 

JORGE NAGAO

JORGE NAGAO

além do Nippak e www.nippak.com.br,também está na constelação do www.algoadizer.com.br.
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