JORGE NAGAO: Educação, o caminho

 

“Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. (Pitágoras)

 

 

Segundo a APEOESP/Associação dos professores, o jornal Estadão/OESP perguntou ao professor como ele ía pra escola e recebeu  a resposta: A PÉ, OESP. Não só o professor vai a pé, Oesp, a educação em geral vai devagar quase baiano como protestou  a voz das ruas gritou num brado retumbante. É um país muito engraçado, com educação pífia e  estádios padrão Fifa.

O povo foi à rua para pedir além de melhorias no Transporte e na Saúde pública, mais recursos para a Educação. Antigamente, haviam escolas públicas e notórias que ajudavam os pobres, que com muita garra e determinação, superavam os seus colegas ricos porém preguiçosos, e viravam doutores para orgulho de seus pais.

Com o descaso com a educação pública, o Brasil está num vergonhoso 83º lugar do ranking mundial. A criança pobre, tal como um peixe, cai na rede municipal, estadual, federa, finge que aprende enquanto o professor finge que ensina. Por isso temos tantos semi-analfabetos  ainda que formados no ensino fundamental. Todos os anos, os professores largam o apagador  e paralisam as aulas para reivindicar melhores salários e condições de trabalho. E os alunos, pobres alunos pobres, são condenados à repetência, repetência, repetência. Assim o sonho de virarem doutores, apesar da política de cotas, fica mais distante para desespero dos pais.

Enquanto isso, o aluno da classe média/alta tem todas as facilidades: despreocupado, não trabalha, mora bem, estuda Inglês, tem acesso total às novas tecnologias e naturalmente vira doutor para orgulho dos pais.

A voz das ruas obrigou o Congresso Nacional  a votar  e aprovar 75% dos royalties do pré-sal para a Educação. Isso nos dá esperanças porque sempre ouvimos  dos melhores políticos  que a saída para o Brasil estava na Educação mas, todo esse tempo,  vivemos deitados eternamente  no chamado “caos pedagógico”. O Japão, por exemplo, arrasado pela guerra, iniciou a sua reconstrução investindo  solidamente na Educação. Professores com salários dignos  transformaram alunos dedicados em profissionais competentes que, em poucas décadas,  transformaram o país numa potência econômica para orgulho de seus pais.

O Brasil que vive um bom momento na economia portanto tem tudo para imitar o exemplo japonês e recuperar a escola pública. Assim, em breve,  qualquer aluno terá plenas condições de virar doutor,  para o orgulho dos pais. E do país.

 

 

Jorge Nagao

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One Comment

  1. Ola Sr. Nagao, eu de novo.
    Eu nao sou jornalista, mas gosto de escrever, sou critica com relacao a mim mesma e a sociedade em que vivo. Nao tenho nada contra sua pessoa, mas como o senhor fez um paralelo, colocando o exemplo que o Brasil deveria seguir do Japao, e concordo em parte. Tambem vou coloca-lo a par dos problemas da escola japonesa.
    Apos a guerra realmente foi investido muito na educacao, seguindo,claro, as exigencias de mudancas para um sistema educacional americano. Impuseram o sistema de educacao para formar otimos tecnicos e profissionais que realmente reconstruiram num tempo recorde o Japao.
    Mas este sistema transformou o povo japonese em tontos, desculpe a expressao; pois apesar do que os america jin fizeram ao Japao(Nagasaki e Hiroshima), muitos jovens aqui sao baba ovo de americano, so escutam HipHop e se vestem como Rappers. Nao sabem nem falar nihongo e nao conhecem nem apreciam sua propria cultura.
    Bem, mas o pior de td e que as escolas estao cheias de professores hibridos, que so vao despejar dados e conteudos e nao tem a minima nocao de contato humano. Tem corpo fisico, mas sao tao automatos quanto robos.
    As escolas estao cheias de criancas despejadas pelos pais que trabalham o dia todo e que nem perguntam ao filho”como foi seu dia hoje, filho?”
    Consequencia, criancas sem orientacao, solitarias e perdidas, muitas vezes fragilizadas e muito, mas muito carentes de afeto, de atencao e de calor humano, que acabam se tornando vitimas de outras criancas que de tao doentes, se tornam sadicas e judiam das mais fracas, o maldito Ijime. Esta semana mais um menino de 13 se suicidou, mas quem liga? Suicidiio aqui e tao normal como morte por bala perdida no Brasil…
    Eu jamais botaria um filho meu numa escola japonesa, mesmo que nao haja greves e que o professor receba um bom salario, como o senhor corretamente citou. Porque os professores nao tem amor as criancas nem ao trabalho, so dao aula pelo dinheiro, fingem que nao veem o Ijime, assim como os diretores que mesmo cientes do que ocorre, juram ” nao ha ijime em minha escola” so para nao ter seu salario abatido. Este pais perdeu o Yamato Damashi, a unica coisa que importa aqui e Okane, a vida das pessoas, hum quem se importa?
    Os professores aqui nao precisam fazer 400 horas MINIMAS de estagio como os do Brasil, tambem nao estudam anos sobre PSICOLOGIA infanto-juvenil para saber como lidar com os alunos. E so se formar e pronto, ja vira Sensei e ganha uma classe p cuidar. Nao tem o minimo preparo. Chamam os alunos de “Omae” e todos os alunos odeiam ser chamados assim.
    Professores imaturos e despreparados, pais que nao cumprem com seu papel… Sabia que muitas vezes sao os prorios professores que iniciam os maltratos e espacncam os alunos? Como o senhor ve, a escola japonesa nao e tao exemplar, assim… Espero que no Braisl so sigam os bons exemplos nao e mesmo?
    Um abraco. Calu

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