JORGE NAGAO: Gil 75 e BB Tatuapé

Caricatura de Baptistão, premiado no Salão de Piracicaba

GIL, 75!

 

Bom Dia, GG, Grande Gil da Geleia Geral.

A Novidade, hoje, é o seu níver, 75 anos bem Gilgildos.

Vou fazer a Louvação a ti, GG, louvando a quem merece deixando a Pessoa Nefasta de lado.

Quanta coisa boa você fez pra cantar no Palco.

Vamos fugir no Expresso 2222, fazer o Meio de Campo, descer a Ladeira da Preguiça, entrar Nos Barracos da Cidade, e numa Procissão visitar o Punk da Periferia e saudar todos da Raça Humana.

Você acha que O Sonho Acabou? Se Oriente, vamos Andar com Fé, Não chore mais, Chega de Chororô, de Lamento Sertanejo.

Deixe Ela, Esperando na Janela, e Kaya N’Gan Daya na Refavela, na Refazenda ou no Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Chame a Drão, a Madalena, Flora e a Marina e vamos Domingo no Parque cantar Indigo Blue, De Onde vem o Baião, o Frevo Rasgado e Só quero um Xodó.

Cada Macaco no seu Galho, sem Mancada, porque A Coisa Mais Linda Do Mundo é realizar Um Sonho Extra.

Poetas seresteiros, namorados, correi! É chegada a hora de escrever e cantar ao grande compositor de Luar.

O Tempo Rei passa, meu rei!

Parabéns e Aquele Abraço

Dona Gal

 

 


 

 

BB Tatuapé, anos 70

 

Akira entrou no banheiro e notou que uma das portas do número 2 estava fechada. Como trabalhava muitos anos na agência, sempre no primeiro andar, resolveu zoar o colega que lá estava.

– E aí, cag*o, a comida do Jacinto ( concessionário do restaurante da agência), pra variar, estava péssima.

Silêncio.

– Ainda bem que comi só um pouco e fui pra padaria e pedi um misto-quente.

Silêncio.

– Pelo cheiro, você raspou o prato. Se ferrou!

Silêncio.

– A gente devia pedir pro Jacinto sair, concorda? A feijoada de hoje, por exemplo,  de porco, só tinha o atendimento. Ô, bicho, tá surdo? Faz dez minutos que está aí, e nada!

Silêncio!

– Quem está aí? Pina? Fernando Mineiro, Fernando Ribeiro? Ribamar? Nakamura?

Evanil? Fala, colega!

Silêncio.

– Tá legal, acho que estou atrapalhando o seu “serviço”. Tchau!

Aí, caiu a ficha. Chiii, deve ser algum chefe, o Seu Manuel, o Kuba ou o Seu Júlio.

E saiu de fininho.

Estrategicamente, ficou num arquivo, próximo do banheiro. Dali poderia ver quem quem sairia do banheiro.

Cinco minutos depois, viu quem estava lá. O terrível Inspetor que estava há quinze dias na agência e até o gerente morria de medo dele.

Enquanto o Inspetor permaneceu na agência, Akira ficou calado. Ele, certamente, ficou ouvindo conversas para descobrir quem foi aquele funcionário insolente que  o humilhou. Na semana seguinte, o Inspetor malvado foi embora.

O Akira nos contou a história no bar da esquina, meses depois. E a gente riu, riu, riu demais.

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