JORGE NAGAO: Leitor comenta mytext Histórias de Karoshi

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Um distinto leitor, que prefere ficar no anonimoita, com vasta experiência no Japão, discordou educadamente de algumas afirmações minhas no  texto sobre Karoshi, morte por jornada excessiva de trabalho. São mais de 27 casos por dia no Japão. Antes  tido como exemplo, o workaholic virou problema para as empresas. O trabalhador ideal hoje é o worklover  que  ama o trabalho mas encontra o equilíbrio entre trabalho e lazer. Mens sana in corpore sano, incorpore isso, Silvio Sano.

Com a palavra o nobre leitor, editado por questão de espaço:

A respeito de sua coluna “Historia de Karoshi” no Jornal Nippak, me permita apontar os seguintes itens:

 

Workaholic e Karoshi

Karoshi existe desde o pós-guerra quando a hora-extra passou a ser comum no mundo corporativo.  Essa é a razão de haver tantos workaholics no Japão.  Em caso de morte, a família aciona a empresa na justiça e geralmente ganha o processo. Isso virava notícia e criou a fama do karoshi. “Alguém pode ter karoshi sem ser workaholic; se alguém morre de tanto trabalhar sem pressão da empresa, isso não é chamado de karoshi”, esclarece o leitor.

 

Férias no Japão

A lei diz para dar 8 dias por ano, mas na empresa em que trabalhei tinha 10 e aumentava 1 dia por ano de trabalho até o máximo de 20, o mesmo que o brasileiro. A maioria não tira todos os dias de férias, para compensar o Governo institucionalizou 3 mega-feriados, de cerca de uma semana cada.

Shogatsu: boa parte das empresas entraram em recesso em 27/12 e voltaram às atividades em 5 de janeiro, foram 9 dias consecutivos de folga.

Golden week: final de abril/começo de maio. A maioria das firmas dá a semana inteira.

Verão: tem o dia 15/Ago, o obom, como ponto médio. Diferente dos outros 2, muitos tiram férias antes ou depois disso porque há firmas que funcionam  normalmente e é necessário o revezamento.

Portanto, finaliza o comentarista anônimo a quem agradeço pelos esclarecimentos, o trabalhador japonês descansa mais do que se imagina à primeira vista. Mas nada similar ao mês inteiro de férias que temos aqui.

 

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Nomes Nikkeis, resultado

 

O site discovernikkei.org divulgou o resultado do concurso de crônicas em 22.12.14.

A participação dos nipo-brasileiros foi brilhante, disse Laura Hasegawa, colunista do site e editora/jurada dos textos em português, que elegeu a consistente crônica de Claudio Sampei, um estudioso de nomes japoneses. Rosa Tomeno Takada foi destaKada pelo discover por enviar três crônicas; Henrique Minatogawa foi o brasileiro mais votado pelos leitores;  a bela história de Mitikó Yanaga Une ficou entre as mais votadas e merece ser lida assim como a simpática crônica de Nancy Ishikawa Yassuda. Este colunista ficou feliz com uma “menção honrosa” da editora Laura. Parabéns a tod@s.

 

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FELIZ ANO QUINZE (jn)

Ah, esse ano Quinze
Chegou nesta quinta
No meu quintal.
Quital?

Como será esse Quinze?
Feroz como King Kong?
Quimeda!

Não, esse Quinze
Vai dar química,
Quién sabe
Eu acerte na quina
E quite minha dívida.

Quirera não quero,
Quero quimeras mil
Já nesta quinzena.

Quilômetros andarei
Pra perder quilos
Que não quí-los
Almoçando no quilo.

O ano Quinze
Será bom, quiridos
E quiridas,
Se Deus quinzer!

 

 

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jorge-nagao

Jorge Nagao

além do Nippak e www.nippak.com.br,  também está na constelação do www.algoadizer.com.br.  E-mail: jlcnagao@uol.com.br

 

 

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