JORGE NAGAO: Meditar para viver mais

24-meditation(por Jorge Nagao)

Cuide de sua mente. Meditando. Só ou bem acompanhado. Para que a mente se aquiete. Calma, a mente, tudo fica bem.

A mente agitada é um perigo. Causa-nos muitos transtornos. Somente a meditação deixa a mente sã, sim, sem som.

Ainda nos anos 60, Walter Franco, cantor e compositor, nos ensinava:”tudo é uma questão de manter/ a mente quieta / a espinha ereta / e o coração tranquilo.” Então, medite calmamente e acalme a mente.

 

Meditar é não pensar em nada. Em  seguida,  cada um mergulha no lago

tranquilo que  é a meditação pensando em nada, e nada de braçadas,

nada mesmo, em silêncio.

E o nada vem em frases como estas.
Nada como um peixe após o outro.
Nada, anda, pedala, faça algum exercício físico.
Nada do que foi será, do jeito que já foi um dia.
Nada será como antes, amanhã.
De nada em nada, o nada nada, nada, e morre na praia.

 

Meditação e Telômeros

Quem diria que a meditação está ajudando na pesquisa biomédica.

Segundo a revista Seleções, de novembro-16, uma bioquímica

e sua equipe se dedica ao estudo da meditação como fator de

desaceleração do envelhecimento e aumento da expectativa de

vida. (Que esse governo que aí está não leia isso se não vão

aumentar a idade mínima para aposentar para 70 anos)

Elizabeth Blackburn, em 1970, com o biólogo Joe Gall, descobriu

uma terminação protetora nos cromossomos de uma criatura

celular, a Tetrahymena. Mais tarde, os telômeros, nome dado

a essas terminações, foram encontrados em cromossomos humanos.

Como somos sortudos!

Na década de 80, Blackburn descobriu a telomerase, a enzima

capaz de proteger e reconstruir os telômeros. Estes, porém,

minguam com o tempo. Quando ficam curtos demais, as células

começam a funcionar mal e quase não se dividem, causando o

envelhecimento. Esta pesquisa deu o prêmio Nobel de Medicina

a Elizabeth Blackburn, em 2009.

Em 2000, Blackburn recebeu uma proposta de trabalho prático de

Elissa Epel para comprovar se os telômeros com a ação da meditação

retardam o envelhecimento. Foram recolhidas amostras do sangue de

58 mulheres em dois grupos: mães estressadas e grupo de controle.

O resultado confirmou que as mães estressadas tinham os telômeros

mais curtos e o nível mais baixo de telomerase.

Um estudo com 239 mulheres saudáveis constatou que aquelas

cujas mentes viajam menos, meta da meditação de atenção plena,

tinham telômeros bem mais compridos do que aquelas que não

meditavam. Bora, então, meditar?

 

Meditando

Segundo a revista O Poder da Meditação, essa prática traz muitos

benefícios. Basta esquecer-se dos problemas para reduzir o estresse

e amenizar certas doenças. A meditação minimiza a angústia e o

medo, diminui as doenças, afirma a especialista Semadar Marques.

A respiração é fundamental. Numa sessão de dez minutos, respirando

calmamente, o coração bate mais lentamente baixando a pressão

arterial. Além disso, enquanto meditamos afastamos os pensamentos

negativos e nos livramos da depressão. Um trabalho desenvolvido por

pesquisadores do General Hospital Psychiatry acompanhou 51 pacientes

com dor crõnica. Em um programa de meditação de dez semanas, 65%

dos pacientes tiveram redução um terço da dor, e metade uma melhora notável.

Para meditar, o ideal é ter um espaço silencioso mas é possível também

praticá-lo em lugar com barulho. É muito importante prestar atenção ao ar que

entra e sai dos pulmões, respirando lentamente. Se surgirem pensamentos,

foque nesse momento, com o tempo, os pensamentos inadequados

não virão mais. “O fato de fazermos as coisas automaticamente sem

percebê-las, é o que nos faz perder o contato com o que está bem diante de nós”,

explica a psicóloga Luciana Kotaka.

Dez minutos por dia, todo dia, logo você estará mais tranquilo e concentrado.

Caso você não consiga, tente o método deste renomado guru, o Osho. Em seu

livro “Meditação, a primeira e última liberdade”, ensina 30

técnicas de meditar. Meditação é um osho duro de roer.

Para iniciantes, Osho sugere que o candidato a meditador

“comece pela sua loucura e não pela postura de ficar

sentado. Se você dançar loucamente, caoticamente,

chorando, respirando convulsivamente, tocará em um ponto

interior profundo e se sentirá serenamente feliz. Sem dançar

loucamente, você ficará sentado, silencioso externamente,

mas por dentro estará furioso e não conseguirá o seu objetivo”.

Sua meditação é que “dançará”.

Boa sorte!

 

JORGE NAGAO

JORGE NAGAO

além do Nippak e www.nippak.com.br,também está na constelação do www.algoadizer.com.br.
E-mail: jlcnagao@uol.com.br
JORGE NAGAO

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