JORGE NAGAO: Nihongo, Vamos Estudar?

 

(Para a sensei Chisato Yoshioka (agachada, com o livro do curso) e à assistente Aurora K. Nakati, fotógrafa/taikoísta, da Fundação Japão SP)

 

 

Desde que estreei no Nippak, em 2010, a ideia de estudar Japonês passou a povoar a minha mente. Até que no ano passado, a Fundação Japão veiculou um novo curso “para quem não sabe nada de Japonês”. Ôba, está pra mim! comemorei. Se eu perdesse essa chance seria uma “sakanagem” comigo mesmo. Comentei até com amigos que faria o “MoJal”, uma alusão ao Mobral, Movimento Brasileiro de Alfabetização, criado nos anos 70. Quando iniciei o curso, percebi a diferença entre um aluno com curso superior mas completamente “nihongonorante”, ou seja, ignora o nome das cores, verbos, alimentos ou cumprimentos, bem diferente do analfabeto Pedro Pedreiro, aluno do Mobral, mas que sabia dizer as cores, frutas, sentimentos, conversar, enfim, só não sabia escrever. Minha missão foi/é muito mais difícil que foi a dele. Como foi emocionante e oishii escrever meu nome, palavras como sushi, sashimi, San Pauro (Otanjoobi Omedetoo!) e Burajiru. O curso foi 3D: Democrático (alunos de diversas gerações e descendentes de vários países, além do coreano Arumando-san); Dinâmico (como a aula aborda a cultura japonesa ficou bem mais interessante); Divertido (o bom humor deu o tom, sempre). E mais um D: Demais!

Concordo com a colunista Erika Tamura que, na semana passada, conclamou os decasseguis a se aprofundar no nihongo que pode propiciar, além da satisfação pessoal, uma promoção profissional. Na mesma edição, o Nippak estampou uma reportagem sobre o Curso Marugoto, uma associação da Fundação Japão e a Aliança Cultural Brasil-Japão, o curso que me “orientou” e elevou minha autoestima.

Muitos nikkeis resistem, como eu resisti por décadas, a estudar o idioma dos pais e avós. Cada um tem suas razões, mas, humildemente, convido-os a estudar. Aos 60 anos, considerava-me um caso perdido mas o novato/velhato aqui persistiu e valeu a pena: após as 30 horas do curso, reconhecia a maioria das sílabas do Hiragana e mais da metade dos Katakana. Hoje, não garanto tanto… Se eu consegui, imagina você, que é mais jovem cheio de guéri-guéri, certamente apreenderá rapidinho como os meus solícitos e solidários colegas (Taka, Natsumi, Renato, Alice, Armando, Ricarudo- gostou, Ivan?- Alessandra, Sumako, Caio, Claudine, Mary e Thiago ) aprenderam.

Se não puder estudar agora, tudo bem, mas, de vez em quando, entre no Youtube e digite Hiragana e Katakana e vá se familiarizando com o nihongo. No Facebook, tem a página faleemjaponês, da Sarah Longato, que muitos curtem, curta que a vida é curta. Mas se você está disponível e esperava esta oportunidade, não vacile, porque têm muitos loucorinthianos, depois do ヴァイは、コリンチャンス!Vai, Corínthians!, que se animaram e querem aprender o Japonês.

Então, garoto-Naruto, discípulo Gafanhoto, senhor ou senhora Myamoto ou Bortoloto, destro ou canhoto, aproveita e vem pro Marugoto você também. Vem!

 

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DEPOIMENTO do aluno Ricardo-san, o advogator, no site da FJSP:

“Como eu disse para alguns colegas: Eu era uma folha branca em relação à língua japonesa. E após essas aulas já posso dizer que tenho algumas linhas escritas, desenhadas e impressas.

Não acredito que poderia ter uma dupla de professoras mais eficiente, disponível, inteligente e, sobretudo, animada!

Arigatoo gozaimasu!”

ヒカルド (Ricardo Aguiar)

 

–o–

 

Aulas gratuitas mediante agendamento

Aliança Cultural Brasil-Japão

Tel: (11) 3209-6630

www.aliancacultural.org.br

 

Fundação Japão SP

Tel: (11) 3141-0110 |  E-mail: marugoto@fjsp.org.br  |   http://fjsp.org.br/marugoto/

Início das aulas 31 de janeiro. Corra, tomodachi, corra.

 

 

 

*Jorge Nagao,  além do Nippak e www.portalnikkei.com.br,  também está na constelação do www.algoadizer.com.br.  E-mail: jlcnagao@uol.com.br

 

 

 

 

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2 Comments

  1. Nagao-san, claro que gostei, mesmo ainda sendo muito escuro o entendimento da língua japonesa. Muito divertido mesmo, e tô querendo continuar o curso. Vamos ver se consigo. Mas o que eu queria mesmo era um joguinho igual àquele que você tem.
    Abraços

  2. Parabéns a Aliança Cultural Brasil-Japão pela iniciativa e incentivo aos descendentes de japoneses que por razões
    diversas não aprenderam o idioma dos seus antepassados.
    Parabéns ao meu cunhado Jorge Nagao por fomentar este aprendizado tão rico.
    Vá em frente cunhado,vale a pena o desafio!
    Super beijo

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