JORGE NAGAO: Profestories

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Profestories

Aos mestres com humor e carinho, alguns micos inesquecíveis.

 

 

Marriô

Pense num professor rigoroso, bravo e carrancudo. Marriô, lecionava Francês, era assim. Com ele, ninguém tirava nota maior que 6.

Numa aula, ele me perguntou algo e quando respondi troquei as bolas. Em vez de dizer “preposición”, eu disse “preposíchan”, confundi com o Inglês. A classe toda me olhou com cara de “tá ferrado!”. Na hora que ele ia me corrigir e me repreender, tocou o sinal do final da aula.Marriô ficou quieto, pegou seu material e saiu. Salvo pelo gongo. Ufa!

Estava chegando o dia da prova do 3º.bimestre, quando chegou a notícia bombástica: – morreu, num acidente de automóvel na Via Anchieta, o professor Marriô. Para nossa sorte, le professeur remplaçant/substituto viu as nossas notas e foi très bom conosco. Com os 8 e 9, nos bimestre seguintes, nossas férias não foram sacrificadas.

 

 

Copie e cole

Colar nas provas é coisa feia. Mas, dependendo do professor, era e é prática es-colar comum. Lembro que diziam que colação era a entrega de diploma aos coladores.

Watashi não era de colar como faziam tantos colaregas. E como não tinha as manhas e artimanhas, quando colava eu abria o caderno na maior caradura e colava, impunemente.

Numa noite, estava fazendo uma prova e não sabia bulhufas. Não hesitei: abri caderno e livro, estabanadamente. Então, ouvi a voz do professor bigodudo:

– Estou vendo um japonês colando.

Como não colou, levantei-me, entreguei a prova pra ele, e saí da sala. Que mico!

 

 

Ataque de riso

Aconteceu um fato inesquecível quando eu tinha 9 anos. Numa aula de Português, cada aluno lia um parágrafo de uma história. Tudo corria bem até que alguém leu: – e fulano contou tudo tintim por tintim.

Como tintin é pingolim, em Japonês, eu e meus colegas nisseis começamos a rir. A professora que não entendia o que se passava, pediu silêncio para que o aluno terminasse o parágrafo. Como nem todos haviam lido, começou uma nova rodada de leitura. E novamente apareceu o “tintim por tintim”. Os coregas seguraram a onda mas eu não me contive. Ria, descontroladamente.

– Retire-se da sala! – ordenou-me a fêssora.

E eu, com a mão na boca, rindo, saí tim-timidamente da classe. E continuei rindo lá fora. E você, teria esse ataque de riso?

 


 

 

14463032_1180716501988590_7173198110087216287_n 16PERAR JAMAIS!

-Não se reprima! Não se reprima!

(Menudos). Hoje, pós-tudo:

– Não se deprima! Não se deprima!

 

ELAS SÃO COM0 A GENTE

As flores, lá no alto,

são lindas e muito admiradas.

Quando estão no chão,

murchas, coitadas,

são pisadas,

sem apelação.

 

JORGE NAGAO

JORGE NAGAO

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JORGE NAGAO

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