JORGE NAGAO: Volta Redonda / ZeRatier60emjan2013

VOLTA REDONDA

 

Há 30 anos, venci o Concurso de Textos de Humor de Volta Redonda.

Tempo de Sarney e Mailson da Nóbrega que frequentemente pediam empréstimos ao FMI. Se o desgoverno que aí está continuar nesta toada, logo estará batendo à porta do FMI. ForaMIchel!

 

 

ESTE É UM PAÍS QUE VAI PRO FUNDO

 

O BRASIL ENCONTROU A SAÍDA: PELO FUNDO.

ERA UM PAÍS QUE ÍA PRA FRENTE. NÃO DEU CERTO.

FOI PRA DIREITA, NÃO ENDIREITOU. PRA ESQUERDA

NÃO FOI – ESTAVA INTERDITADA.

 

E NESSE VAI-E-VEM, DESTES ÚLTIMOS ANOS,

TUDO DESANDOU: A INFLAÇÃO VIROU ESTRELA,

SUPERMINISTROS CAÍRAM.

 

O ÍNDICE DE DESMPREGO CRESCEU, A NOSSA

LIQUIDEZ QUASE SECOU. E O NÚMERO DE QUEDAS

DA OPERÁRIOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL, SUBIU.

 

EM SUMA: O QUE PRECISAVA SUBIR, DESCEU.

O QUE TINHA QUE CRESCER, ENCOLHEU. COMO

UMA BELA BROXADA.

 

DEPOIS DE TANTOS EXERCÍCIOS NO VERMELHO,

A SITUAÇÃO FICOU PRETA.

 

HOJE, NÃO RESTA A MENOR DÚVIDA: RESTA A MAIOR

DÍVIDA. PODEMOS SALDÁ-LA COM CHEQUE, SEM O

FUNDO?

 

SALDÁ-LA, NÃO. APENAS SAUDÁ-LA E SAIR DE FININHO.

 

E COMO DEVEMOS UMA FÁBULA, ERA UMA VEZ…

 

 


 

 

Paulo Roberto Faria e José Carlos Ratier

R.I.P., Zé Carlos

JCSR partiu antes do combinado como costuma dizer o Rolando Boldrin, no dia 23 de março. Logo ele que reunia periodicamente os colegas do BB.Av.Paulista. Eles se reencontraram novamente na missa de sétimo dia, numa igreja de Moema.

 

 

Zé Carlos by Rodrigo (na rede social, o filho fala sobre o pai).

 

 

 

 

 

 

Rodrigo Ratier

24 de março às 14:23

 

Hoje vejo mais longe. Estou nos ombros de um gigante.

Agradeço todo o carinho por nossa família. Estamos precisando. Para quem quiser conhecer um pouquinho de quem foi meu pai, publico o texto que lemos ontem, na breve homenagem de despedida:

“Vou falar algumas palavras sobre meu pai. Acho que ele apreciaria se a gente iniciasse dizendo o seguinte:

— Primeiramente, Fora Temer.

A política foi uma parte importante da vida do meu pai nos últimos anos. Ele foi a única pessoa no universo a virar petista depois do mensalão. Ele era um militante no sentido romântico do termo, da conversa no café, na guarita do zelador e ultimamente na internet. Ele tinha um blog, chamado Brog do Zé, que é o testamento das ideias dele sobre política. Participou de todas as passeatas contra o golpe até quando ele pode e, mesmo no hospital, enquanto ele teve força, não deixou de falar de política com médicos, enfermeiros, faxineiros, seja com quem fosse. Com certeza, de onde ele estiver, ele vai nos animar e vai comemorar muito quando a gente varrer para fora esse governo golpista e ilegítimo.

Meu pai foi um funcionário publico. Ele lutou pelo seu Banco do Brasil. Ele amou o Banco do Brasil. Não sei como isso é possível, mas ele se realizou profissionalmente como funcionário de um banco. Ele tinha só a 8a série mas o banco foi o lugar em que ele pode exercer a esperteza intuitiva que fazia dele um sábio da vida prática. Ele se orgulhava de dizer que havia implantado a fila única no Brasil, que ele viu na Disney em 1986 e trouxe para a agência Paulista, onde ele fez carreira e chegou a gerente.

Meu pai era uma pessoa simples, tinha apreço pelo simples, pela gente simples. Fez amigos de verdade entre porteiros, zeladores, biscateiros, flanelinhas. O único luxo que ele tinha nos últimos anos era a sua Subaru. Ele teve umas três ou quatro. Amava a Subaru. Meu pai amava a velocidade. Meu pai foi campeão brasileiro de autorama, andava de kart e talvez sua única frustração tenha sido não ter ido para a fórmula 1, o que ele fazia a gente acreditar que teria sido possível e acho que teria mesmo.

Meu pai chorou muito pouco antes de ficar doente. Uma das únicas vezes que eu me lembro de vê-lo chorando foi quando o Senna morreu. O Senna foi o grande ídolo dele, pelo piloto, pela teimosia, pela obstinação. Meu pai se identificava porque foi um guerreiro enorme a vida toda. E tinha uma grande vantagem em relação ao Senna. Ele sabia perder.

O modo como ele enfrentou a leucemia foi a coroação do jeito dele encarar os desafios. Nunca se queixou, nunca se perguntou por que ele, nunca deixou de buscar a cura. Nós, sim, sentimos raiva, indignação, injustiça. Ele, nao. Dizia que a doença era o que era. Lutou demais. Nas primeiras químios, chegava a andar 10 km nos corredores do hospital. Manteve sua fé até o fim, mesmo nos últimos dias que foram, sim, bastante sofridos. Teve talvez uma última grande emoção um dia antes de morrer, quando encontraram um escapulário que havíamos esquecido em outro quarto. Foi a última vez que o vi cerrando o punho, um gesto seu de vitória que era uma marca registrada.

Meu pai teve a companhia de duas grandes mulheres. Minha mãe, essa rocha, que não sei como suportou a dureza que foram esses últimos sete meses. E minha irmã, a quem ele venerava e por quem foi amada intensamente. Meu pai tem um xerox, que é meu irmão, tão parecido com ele, tão intenso quanto ele, de diferenças apenas aparentes e a quem ele conseguiu expressar todo seu amor antes de partir. Meu pai tem em mim um admirador, um aprendiz e um herdeiro de seu senso de humor ingênuo e malicioso, tosco e refinado. O último recado dele para mim foi: seja alegre. Sempre alegre.

Meu pai teve uma vida feliz. Disse isso muitas vezes. Meu pai viu Deus há alguns dias e isso o tocou profundamente. Ele sentiu paz. Que ele possa encontrar Deus, que ele tenha o conforto que merece.”

 

Zé Carlos 60           

Quando completou 60 anos, em janeiro de 2013, ele convidou os amigos  para celebrar o seu sexygenário, no restaurante Galeto, na Vila Mariana. Fiz a ata da reunião.

 

ZÉ60tinha

Tinha muito riso, muita alegria, comida farta e bebida Original.

Tinha bexigas para  lembrar do Parabéns, Rá! Ti! Er!

Tinha bexigas cheias seguidamente esvaziadas.

Tinha uma amiga que ‘Sonia’ com um futuro melhor.

Tinha Arnaldo e Lisa, sem a camiseta com o Amigo da Onça, dos Canalhas.

Tinha Barbi & Barbabianca, doces bárbaros.

Tinha a Emília, sempre alegre, e a Ilda, idem.

Tinha Norton ex-menor, eterno aprendiz, com a sua  Raquel global.

Tinha Cristiane representando as ‘Crises’ ausentes fisicamente.

Tinha Cecilia e Silvana circulando pelo upstairs.

‘Silma’ amiga chegava era saudada com gritos entusiasmados.

Quando um ‘canalha’ chegava recebia um sorriso Franco e um abraço sincero.

Zé, “Helcionhor” uma pessoa muito querida e respeitada por seus amigos.

Isto posto, Zé, você merece o ‘Tito’ de “amigo do peito, amigo pra valer”.

A noite chuvosa de 14 de janeiro foi um Marco em sua vida, Vital diria.

‘Júlio’ que curti muito, como todos curtiram.

Nagaleto

 

JORGE NAGAO

JORGE NAGAO

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