KARAOKÊ: Harumi afirma que o Bunkyo também quer sediar o Paulistão

Conforme antecipou o Jornal Nippak na edição de 19 de maio, representantes das entidades nikkeis do interior do Estado de São Paulo, liderados por Toshiaki Yamamura e Yoshiaki Shinde, respectivamente, presidente e diretor do Departamento de Karaokê da Uces – União Cultural e Esportiva Sudoeste – acompanhados por membros da Comissão Organizadora do 23º Concurso de Karaokê do Estado de São Paulo, o Paulistão, que será realizado em 2017 – ainda sem local definido – se reuniram no último dia 24 com a presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Harumi Goya, na sede da entidade, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

 

23ª edição do Concurso de Karaokê do Estado de São Paulo deve acontecer na Capital. Arquivo

23ª edição do Concurso de Karaokê do Estado de São Paulo deve acontecer na Capital. Arquivo

 

Em entrevista ao Jornal Nippak, Yamamura fez questão de destacar que particpou da reunião “não como presidente da Uces nem representante do Bunkyo de Registro, mas representando todas as entidades nikkeis do interior de São Paulo”. Segundo ele, foi entregue uma carta à presidente do Bunkyo na qual as entidades informam o desejo de realizar o Paulistão de 2017 na Capital, mais precisamente no Bunkyo, e para isso reivindicam uma redução do preço do aluguel do espaço, orçado em R$ 60 mil pelo período de três dias.

De acordo com Yamamura, membros da Comissão Organizadora sugeriram um abatimento de 50%, “mas como a presidente do Bunkyo não poderia responder na hora, estamos aguardando uma resposta”. Yamamura, porém, disse que “vai ficar muito mal para o Bunkyo se não houver um acordo”.

“Na Uces, temos 15 departamentos esportivos e culturais e nenhum depende do Bunkyo, todos respondem diretamente às suas associações, federações e confederações. Em Registro, também promovemos vários tipos de eventos e não cobramos aluguel pelo espaço. Cobramos esporadicamente taxas de água e segurança, por exemplo”, conta Yamamura, afirmando que “o que nós queremos é encontrar uma forma de colaborar para o fortalecimento do Bunkyo central”. “Mas cada vez que tentamos fazer propaganda a coisa piora. Não é nossa intenção criar uma federação paralela, mas também não podemos adivinhar que rumo as coisas vão tomar”, desabafou Yamamura.

 

O outro lado – Procurado pela reportagem do Jornal Nippak, Harumi Goya disse que “também temos todo interesse para que o Paulistão de 2017 seja realizado no Bunkyo”. “Tivemos uma primeira reunião no dia 24 de maio com os organizadores do Paulistão, a Regional São Paulo Leste, e fiquei de consultar minha Diretoria para que possamos apresentar um preço à Comissão Organizadora. Em hipótese alguma estamos nos recusando a negociar”, esclareceu Harumi, acrescentando que “consideramos extremamente saudável essas reuniões que são realizadas pelas entidades no interior”. “Estamos numa democracia”, disse Harumi, que estranhou a presença de Yamamura na reunião.

 

ALDO SHIGUTI

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ashiguti@uol.com.br
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