KARAOKÊ: KWC realiza seletiva neste domingo no Samurai, em SP, e busca candidatos nikkeis

No dia em que a comunidade nipo-brasileira celebra os 109 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, 18 de junho, o KWC – Karaoke World Championships – o maior campeonato de karaokê do mundo, realiza mais uma seletiva que definirá os representantes brasileiros (um homem e uma mulher) para a grande final mundial, que este ano acontece de 14 a 18 de novembro, em Helsinque, ana Finlândia. A etapa deste domingo terá como palco o Restaurante Samurai, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Depois do Samurai, a capital paulista ainda recebe outras três etapas: no Karaokê Altas Horas, no Tatuapé, no dia 9 de julho; no The Voice Bar Videokê, em Santana, no dia 23 de julho; e no Coconut Brasil, na Santa Cecília, também em julho.

 

KWC realiza seletiva neste domingo no Samurai e busca candidatos nikkeis. Foto: divulgação

 

 

As inscrições são abertas a todos os interessados – desde que não vivam exclusivamente da música nem tenham contrato com gravadoras ou produtoras de espetáculos – e podem ser feitas até às vésperas da seletiva. Para participar é preciso pagar uma taxa – no valor de R$ 60,00 – e ter entre 18 e 60 anos. A avaliação é feita sempre por um corpo de jurados formado por profissionais ligados a área e presidido pelo cantor Joe Hirata.

Segundo Teka Barnabé, presidente da TK Produções Artísticas – empresa responsável pela organização do KWC Brasil – cada seletiva, mais de 30, deve reunir cerca de 20 cantores – sendo 10 homens e 10 mulheres. A final nacional está marcada para o dia 17 de setembro, na casa de shows Tropical Butantã, com a participação de 34 a 40 candidatos (sempre divididos entre homens e mulheres).

 

Joe Hirata com Bruna Higashi e Mike Maia, vencedores em 2016. Foto: divulgação

 

Evolução – De acordo com a produtora Izabel Nori (filha e sócia de Teka Barnabé), a final mundial deve reunir representantes de cerca de 30 países. “O KWC já existe há 15 anos sendo que o Brasil participa desde 2015, conquistando resultados cada vez melhores”, diz Nori, lembrando, que na estreia, em Singapura, o representante nacional, Phil Wennestrom ficou em 5º lugar e a campeã brasileira, Mariana Moi foi a nona colocada.

Já no ano passado, com a final em Vancouver, no Canadá, a nikkei Bruna Higashi ficou em terceiro – até então o melhor resultado alcançado por um brasileiro – enquanto Michael Douglas, o Mike Maia, ficou em sétimo. Na categoria dueto, Maia e Bruna ficaram em quarto.

 

Critérios – Apesar de afirmar que a procura cresceu muito, Teka explica que “é preciso limitar o número de participantes pois o regulamento do KWC é um pouco diferente do karaokê japonês”. “No  KWC não importa o estilo nem a duração da música, ou seja, não há limite de tempo”, diz Teka, explicando que os jurados levam em consideração a voz (qualidade da voz, domínio, alcance, dinâmica, timbre), técnica (ritmo, respiração, dicção, afinação), talento artístico (expressividade, musicalidade, singularidade, escolha da música) e presença de palco (carisma, confiança, movimento, figurino, aparência e produção, receptividade do público).

“Em 2016, por exemplo, entre as mulheres a vencedora foi uma panamenha e entre os homens o campeão foi um japonês cantando em seu idioma”, conta Izabel. Para Teka, os últimos resultados motram que o Brasil tem “propensão para conquistar cada vez mais destaque no mercado internacional”.

 

Joe Hirata ao lado de Teka Barnabé e Izabel Nori. Foto: divulgação

 

Nikkeis – “Nossos competidores tem garra, técnica e um carisma que encanta o público estrangeiro. Tantro que nesses dois anos os representantes brasileiros foram convidados para cantar em países do Oriente e da Europa, abrindo caminho para o talento dos profisisonais brasileiros”, diz Teka, que espera uma maior participação também de cantores da comunidade nipo-brasileira.

Para Joe Hirata, aliás, os nikkeis tem até uma vantagem que ainda não se deram conta. “Diferente dos demais candidatos, o nikkei, já tem bagagem, isto é, já está acostumado a cantar em taikai, está mais familiarizado com o palco e com jurados, diferentemente de um cantor de barzinho, por exemplo”, diz Joe.

“O KWC é um projeto para todas as etnias”, esclarece Teka Barnabé, afirmando que a Izabel Nori até criou o slogan: ‘Se você canta para brincar ou brilhar, o KWC é para você’”. “Por que o KWC abrange vários segmentos, desde a dona de casa que gosta de cantar até aquele artista que já está na estrada precisando de um empurrãozinho”, justifica a própria Izabel, lembrando que os vencedores da etapa nacional viajam para a grande final com tudo pago. “Este ano será uma grande festa porque o KWC, que tem origem na Finlândia, estará comemorando 15 anos enquanto o país celebra seu centenário”, diz Teka.

 

ALDO SHIGUTI

ALDO SHIGUTI

Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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    SELETIVA NACIONAL DO KWC BRASIL

    Quando: Dia 18 de junho, domingo, a partir das 15 horas

    Onde: Restaurante Samurai (Rua da Glória, 608 – Liberdade)

    Informações e inscrições: www.kwcbrasiloficial.com.br

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