KARAOKÊ: Nipo de Campinas e Abrac comemoram sucesso do Brasileirão

 

Com a música “Kaatyan”, Renato Chibana sagrou-se tricampeão do Grand Prix do 29º Concurso Brasileiro da Canção Japonesa. O evento, realizado de 25 a 27 de julho, no Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas, reuniu cerca de 780 cantores das 27 regionais filiadas à Abrac (Associação Brasileira de Canção), promotora do concurso. ”Esta vitória foi muito significativa e eu me emocionei muito quando tocou a minha música, anunciando que havia ganhado”,  disse Renato, que levou para casa um troféu e o carinho do público, além de uma passagem  de ida e volta para o Japão – oferecido pela Turkish Air Lines – um voucher  com direito a gasto de R$ 2.500,00 – e por estar entre os primeiros, uma bolsa de viagem do Bradesco e mais brindes.

 

Paulo Terabe, Tadayoshi Hanada, Tadao Ebihara, Ricardo Origassa, Mae Etsuko, Renato Chigana, Akemi Nishimori, Pedro Mizutani e Jintaro Ikeda (foto: Celia Kataoka)

Paulo Terabe, Tadayoshi Hanada, Tadao Ebihara, Ricardo Origassa, Etsuko Chibana, Renato Chibana, Akemi Nishimori, Pedro Mizutani e Jintaro Ikeda (foto: Celia Kataoka)

 

O júri popular elegeu a cantora Angelaisa Toyota e o sayushu kashosho foi para Hiseko  Yoshihara. Ambas receberam troféu, brindes da Turkish, bolsa de viagem do Bradesco e voucher com direito a gasto de R$ 1.000,00. Já o prêmio kantosho (escolhido por todos os jurados) ficou para Noboru Mizutani e o shinsaintyo tokubetsushi (escolha do presidente do júri) foi para Mineko Kimura.

Além do troféu, ganharam bolsa de viagem, brindes e voucher de R$ 500,00. Todos os participantes do Grand Prix ganharam um mimo da agência. O Dantaissen (prêmio por equipe) foi para a regional da Liga Centro Oeste. Em segundo Higashi (segundo), Minami (terceiro).

 

Dantaissen ficou com a Liga Centro Oeste (foto: Celia Kataoka)

Dantaissen ficou com a Liga Centro Oeste (foto: Celia Kataoka)

 

“O Brasileirão contou com participantes de alto nível, que abrilhantaram o evento preparado, com competência, pela equipe de Campinas recebendo muito bem o público de todo o Brasil, das regionais e da Abrac, o que engrandeceu a todos”, disse Akemi Nishimori, presidente da Abrac. Ela agradeceu a realizadora, o Nipo de Campinas, presidido por Tadayoshi  Hanada, e toda a sua diretoria, fujin-bu, comissão organizadora, colaboradores, imprensa, patrocinadores e principalmente “os voluntários  que não mediram esforços, trabalho e dedicação para a realização do Brasileirão 2014”.

 

Renato Chibana, Mariana, Isadora e Isabela Kataoka (foto: Celia Kataoka)

Renato Chibana, Mariana, Isadora e Isabela Kataoka (foto: Celia Kataoka)

 

Este ano, houve um aperfeiçoamento da transmissão ao vivo pela Internet através do site da Abrac, captando as melhores imagens, graças a eficiência da equipe técnica, informática, que ao lado dos jurados e júri popular fez com que houvesse agilidade e rapidez no resultado com total transparência. Akemi agradeceu aos coordenadores Tetsuji Arie, presidente do Nipo Tadayoshi  Hanada, ao presidente e vice-presidente de jurados Ricardo Origassa e ao professor Tadao Ebihara e toda a equipe de trabalho. “Esperamos sempre que o Brasileirão através da música seja a certeza da preservação e transmissão da cultura japonesa dando oportunidade e movimentando o turismo e a economia local, num intercâmbio de amizade entre as pessoas”.

 

Roberto Maeda, Renato Chibana, Morio Minami, Mariana, Isabela, Isadora Kataoka e Sonoe (foto: Celia Kataoka)

Roberto Maeda, Renato Chibana, Morio Minami, Mariana, Isabela, Isadora Kataoka e Sonoe (foto: Celia Kataoka)

 

A verba do governo do Estado de São Paulo, destinada ao evento, é resultado da emenda parlamentar do deputado estadual Jooji Hato (PMDB), que se somaram a dos patrocinadores de todo o Brasil. “Eu agradeço a iniciativa do deputado que ajudou – e muito – na realização do Brasileirão e percebi que todos os visitantes e cantores ficaram satisfeitos com o nosso trabalho”, disse Hanada.  A cerimônia de abertura contou também com as presenças dos vice-presidentes e conselheiros da Abrac, a deputada federal  Keiko Ota, Pedro Mizutani (Raizen), José Luiz de Souza (Bradesco), Edson Watanabe (Bradesco), Neusa Kakinoki (TV Bandeirantes), Marco Bedia (Turkish Airlines), Aquico Miyamura (Nipo de Campinas e vice presidente da Liga Centro-Oeste), André Korosoe (Kodomo-no-sono) e  Elzo Sigueta (presidente da UPK- União Paulista de Karaokê). O Brasileirão contou com o apoio da Liga Centro-Oeste, Honda, Governo do Estado de São Paulo e patrocínio, entre outros, da  Mobil, Caixa, Sansuy, Bradesco, Tokio Marine, Camil, Higa, Costão do Santinho e Camil.

 

Renato Chibana e Marco Bedia (foto: Celia Kataoka)

Renato Chibana e Marco Bedia (foto: Celia Kataoka)

 

(Célia Kataoka, especial para o Jornal Nippak)

 

 

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Admiradores e amigos fazem pergunta ao campeão

 

Com uma legião de admiradores, amigos e alunos, o sensei Renato leciona canto em Campinas e muitos de seus alunos estão vencendo concursos em todo o Brasil. Renato Chibana integra o ”Dream Concert “ formado por um seleto grupo de cantores campeões e o show deste ano já está marcado para os dias 27 e 28 de setembro, no teatro Anhembi Morumbi, em São Paulo. Inovador e corajoso, Renato já prepara o seu taikai, com duração de dois dias, conhecido pelos prêmios em dinheiro e valiosos produtos. O IV Renato Chibana Kyoshitsu Taikai será nos dias 18 e 19 de outubro no Nipo de Campinas.

 

Renato com a mãe, Estuko Chibana (foto: Celia Kataoka)

Renato com a mãe, Estuko Chibana (foto: Celia Kataoka)

 

No Brasileirão, Renato venceu em 2002 (Maringá), 2012 (Campo Grande, Mato Grosso do Sul) e em 2014(Campinas). Já no Paulistão de Karaokê, esteve no topo em 2000 (ABCD e Baixada Santista) e em 2013 (Campinas). Foi campeão do NAA (Nippon Amateur América) nos Estados Unidos em 2000, campeão do concurso brasileiro na categoria juvenil em 2000 e 2001, campeão do Zenkara Matsuri no Japão em 2002, campeão do concurso brasileiro em sua categoria nos anos de 2000, 2001,2002 e 2012,  foi campeão do Nippon Ongaku Taishu, no Japão.

A reportagem pediu para que admiradores e amigos de Renato fizessem uma pergunta ao campeão. Confira:

Marcos Volpato: Você se considera um privilegiado, com dom e muito talento, pois ficou no topo do Brasileirão três vezes?

Renato Chibana: Não. Eu apenas procuro ser uma pessoa determinada, esforçada e que acima de tudo tento ajudar todos que precisam. Acredito que por isso tudo tenho que ter uma energia especial para poder atingir os meus objetivos.

Kazue Konno: Qual a emoção que sentiu quando ouviu a música, anunciando a sua vitória?

RC: A sensação foi indescritível. Por mais que já tenha tido o privilégio de poder viver esse momento em outras oportunidades, todas foram diferentes e especiais. Desta vez, a sensação foi uma mistura de dever cumprido com superação profissional.

Satie Okamoto: Qual é o seu maior sonho, já que conquistou tudo?

RC: Realmente pude realizar muitos dos meus sonhos como cantor, até mais do que imaginava! Nesses últimos anos a minha dedicação total foi para os alunos. Continuei a cantar com o objetivo de motivá-los, poder liderá-los e trazer alegria às pessoas que gostam e confiam em mim. O meu sonho é que não somente os meus alunos, mas todos nunca desistam de seus objetivos. Que através da música possam vivenciar momentos de felicidade e superações.

Paulo Higaki: O cantor precisa ter uma visão especial e, você, como sensei, o que procura ensinar para que seus alunos sejam campeões também?

RC: O que eu passo aos alunos é que apesar de competirem eles não podem nunca esquecer que eles amam cantar. E por isso, em cima do palco, eles têm que se esforçar muito para superar as dificuldades, o nervosismo para que possam cantar com alegria e possam passar o sentimento de suas canções. Fazer dos 3 ou 4 minutos que estão no placo serem mágicos, prazerosos, se sentirem verdadeiros intérpretes.

Tadayoshi Hanada: Você pretende se profissionalizar?

RC: A vida de cantor necessita de muita dedicação e abdicação de muitos valores, por isso não tenho a intenção de me profissionalizar. Além do talento nato que a pessoa deve ter. E não me enxergo nesse cenário. Sou apenas um rapaz esforçado que procura aprender ainda mais para poder ajudar.

Mariko Sonoda: Qual a emoção de cantar Kaatyan em homenagem a todas as mães e em especial a sua mãe, Etstuko?

RC: A emoção é inexplicável. Treinei muito, muito mesmo. Mas não apenas a parte técnica e sim a minha cabeça e a emoção. Queria chegar ao máximo de me emocionar no palco, mas tomando o cuidado para não ultrapassar o limite e acabar chorando no palco. Queria muito agradecer por tudo que minha mãe fez e faz por mim e que ela se sentisse muito especial do jeito que eu mais sinto prazer em fazer, que é cantar. E se conseguisse ir além, almejava que todas as mães se sentissem homenageadas também.

Roberto Maeda: Quando vai voltar para São Paulo?

RC: Realmente, estou em Campinas há 10 anos e para minha alegria, conheci pessoas maravilhosas e amigas com muito potencial, mas que precisavam ser lapidadas. Com o tempo, elas melhoraram muito e não só elas, mas toda a regional cresceu juntas. Hoje muitos cantores se destacam e a própria regional mostrou que tem uma bela organização e realizou um ótimo evento. Estão de parabéns! Sinto muito a falta das conversas e orientações do sensei Maeda, que me ajudou muito e ajuda até hoje. Mas ainda sinto que preciso realizar alguns sonhos em Campinas para eu poder voltar a São Paulo.

Sergio Tanigawa: É um fato inédito colocar vários alunos no Grand Prix de anos anteriores, como Angelaisa Toyota, Luis Yabiku, Isadora, Isabela e Mariana Kataoka. Como você?

RC: Me esforço muito para me manter e cantar em bom nível ainda pelos alunos. Dividir o palco do Grand Prix ao lado deles é algo muito, muito gratificante. Faz valer a pena todo esforço dos treinos e a rotina de passagem de cada um deles no dia do evento para os últimos ajustes. É cansativo, mas no final tudo é mágico e maravilhoso! Vencer o Grand Prix nessas circunstâncias é algo magnifico, mas o meu maior prêmio é ver, não somente os que chegam a final, mas todos que se esforçaram para estar ali, atingirem seus ideais e melhorarem a cada dia.

Mário Chibana: Quais suas sugestões para melhorar ainda mais o circuito do karaokê? E o que você diria para aqueles interessados em iniciar a atividade de karaokê?

RC: Se possível, os karaokês taikais poderiam valorizar ainda mais os cantores através de um bom acolhimento em seus eventos. Acho isso muito importante, e de acordo com suas limitações, premiá-los de forma diferenciada, sejam em troféus, produtos ou prêmios em dinheiro. O karaokê é um hobby que exige muita dedicação dos cantores e amor à música, e devido a isso, os cantores têm muitos gastos em aulas, viagens, figurinos, entre outros. Aos que se interessam a iniciar no karaokê só posso dizer que durante os 17 anos que estou em atividade no meio, fiz os meus melhores amigos, amei cada vez mais a música e recentemente tive a minha maior alegria ao ver o meu pai participando e através da música a minha família se uniu ainda mais e pudemos viver momentos únicos de felicidade e superação nas alegrias e derrotas.

Akemi Nishimori: Qual o significado do canto para você? Para uns é lazer, para outros a glória, momentos de fama. E qual a mensagem que você deixaria para os cantores em geral?

RC: Para mim, a música sempre foi uma forma de expressar o que eu sou e sinto no meu coração. Naqueles poucos minutos que tenho o privilégio de estar no palco, procuro sempre passar a minha mensagem. Treino muito para não errar tecnicamente. Meu grande mestre, o sensei  Maeda, me fez crer nisso anos atrás, e a partir de então comecei a ter mais prazer e consequentemente mais resultados, não só nos concursos, mas na vida! Para os cantores em geral, nem sei se sou a pessoa apropriada para dizer algo, mas o que eu sempre digo aos meus amigos: ”Não desistam de seus sonhos, sonhem cada vez mais alto, pois o resultado mais cedo ou mais tarde virá como consequência de um trabalho bem feito e dedicado. E nunca se esqueçam de se divertirem com os amigos e se sentirem verdadeiros artistas que são naqueles poucos minutos no palco. Karaokê é lazer, amor e dedicação”

 

Renato Chibana com familiares (foto: Celia Kataoka)

Renato Chibana com familiares (foto: Celia Kataoka)

 

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