LITERATURA: Finalista do Jabuti em 2016, Leila Guenther prepara novos voos

A escritora Leila Guenther: “Para mim já foi um feito inédito”. Foto: divulgação

O gosto pela leitura veio desde muito cedo. Em parte influência de sua ascendência. Filha de pai alemão com mãe japonesa, Leila Guenther nasceu em Santa Catarina e é o que se pode considerar dessa nova safra de escritores. Formada em Letras pela USP, publicou os livros de contos O Voo Noturno das Galinhas (Ateliê Editorial), em 2006, e Este Lado para Cima (Sereia Ca(n)tadora, Revista Babel), em 2011, e o de poemas Viagem a um Deserto Interior (Ateliê Editorial), em 2015, além de ter participado de diversas antologias: Quartas Histórias: Contos Baseados em Narrativas de Giuomarães Rosa (Garamond, 2006), Capitu Mandou Flores: Contos para Machado de Assis nos Cem Anos de sua Morte (Geração Editorial, 2008), 50 Versões de Amor e Prazer: 50 Contos Eróticos por 13 Autoras Brasileiras (Geração Editorial, 2012), Cusco, Espejo de Cosmografias: Antología de Relato iberoamericano (Ceques Editores, 2014), Outras Ruminações: 75 Poetas e a Poesia de Donizete Galvão (Dobra Editorial, 2014), e 70 Poemas para Adorno (Nova Delphi, 2015).

Apesar da farta produção, o livro de estreia só foi publicado aos 30 anos. “Não tive pressa para publicar, tinha que amadurecer o projeto”, conta Leila. O Voo Noturno das Galinhas, que reúne textos que ela já vinha escrevendo desde os 18 anos de idades – alguns foram reescritos – foi publicado também no Peru no idioma espanhol e em 2015 foi lançado em Portugal.

Mas foi com o livro de poemas e haicais Viagem a um Deserto Interior que Leila conquistou definitivamente seu espaço no mercado literário.A obra foi uma das 17 selecionadas pelo Prêmio Petrobrás Culltural de 2012 entre 1452 inscritos em Produção Literária.

Dividido em cinco partes – Paisagens de Dentro, O Deserto Alheio, Castelo de Areia, Um Jardim de Pedra e A Possibilidade do Oásis – e com ilustrações de Paulo Sayeg, o livro marcou outro “gol de letra” ao ser um dos finalistas do Prêmio Jabuti – o mais importante prêmio literário brasileiro – de 2016 na Categoria Poesia.

O vencedor foi Arnaldo Antunes com Agora Aqui Ninguém Precisa de Si (Companhia das Letras), mas Leila também se considera vencedora. “Para mim foi um feito inédito ver meu primeiro livro de poemas concorrer com gente como Thiago de Mello”, conta ela, acrescentando que escreveu “por demanda”, em “mais ou menos dois anos”.

Para o futuro, Leila planeja lançar um romance e “algo sobre a imigração” em forma de conto. “Algo imperfeito”, explica ela, que encontra-se numa fase mais zen.

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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