MEIO AMBIENTE: Cooperativa na zona Oeste de SP agrega reciclagem do lixo eletrônico à inclusão digital

 

Com o uso elevado de equipamentos eletrônicos no mundo moderno, e o avanço contínuo da tecnologia, nos vemos forçados a trocar nossos computadores e outros equipamentos num ritmo acelerado. Com tamanha quantidade de equipamentos sendo substituída, uma dúvida surge, o que fazer com tanto lixo eletrônico? O consumidor não precisa entulhar a casa ou descartar o lixo eletrônico nas esquinas das ruas da capital paulista. Hoje o lixo eletrônico tem endereço certo, a cada dia surgem várias cooperativas que tratam do lixo eletrônico, mas o destaque vai para a Coopermiti, a única cooperativa no Brasil que recicla lixo eletrônico aliado a um trabalho socioambiental e de inclusão digital. O cooperado recebe orientações básicas e técnicas de como manusear, desmontar os eletroeletrônicos, usando equipamentos de segurança como luvas, óculos e material adequado para abertura dos eletrônicos. A empresa tem parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo, que cede espaço e transporte para a coleta seletiva eletrônica.

 

Hideki Mitsuoka (representante da Bioworld) e Alex Luiz Pereira (Presidente da Coperativa) (Foto: Luci Judice Yizima)

 

O presidente da cooperativa, Alex Luiz Pereira revela como executa a logística reversa de forma ecologicamente correta. “A Coopermiti é uma Cooperativa de Produção, Recuperação, Reutilização, Reciclagem e Comercialização de Resíduos Sólidos Eletroeletrônicos. Que trabalha para que o lixo eletrônico ou e-lixo gerado na sociedade seja recolhido, reciclado e descartado de forma ambientalmente correta”, garante. “Somos, nesta categoria, a única cooperativa no Brasil, conveniada a um órgão público (Prefeitura Municipal de São Paulo), com tecnologia e competência técnica capaz de executar processos de Logística Reversa, para uma demanda crescente de lixo eletrônico”, ressalta Alex.

Além da importante parceria com o poder público a Coopermiti também conta com duas parcerias internacionais, a Bioworld Corporation e com a Dowa Eco-Sistem Co Ltd., as quais são empresas especializadas em Gestão Ambiental incluindo a reciclagem de eletrônicos e refino de metais raros e preciosos. A Bioworld Corporation trabalha na área de consultoria ambiental no Japão e também atua na coleta de sucata de equipamentos eletrônicos e celulares. No Brasil toda a operação é terceirizada. “Apesar de o Brasil ter uma geração enorme de resíduos, o volume que obtemos ainda é muito pequeno pela pouca disponibilidade de fontes confiáveis e da falta de uma coleta seletiva organizada, além de outros fatores, mas acreditamos que o mercado terá uma mudança nos próximos anos com a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, diz o consultor de Gestão ambiental representante da empresa no Brasil, Hideki Mitsuoka.

 

A Coopermiti é uma Cooperativa de Produção, Recuperação, Reutilização, Reciclagem e Comercialização de Resíduos Sólidos Eletroeletrônicos  (foto: Luci Judice Yizima)

 

Já o Grupo Dowa possui inúmeras atividades no setor ambiental, desde consultoria, aterros, remediação e recuperação de solos, gerenciamento de resíduos, logística reversa da maioria dos produtos industrializados, reciclagem e refino de metais sendo uma das maiores no mundo no setor de eletrônicos. A unidade responsável dentro do grupo para a reciclagem de eletrônicos é a divisão “Kosaka Smelting & Refining Co”. Ltd. “A Dowa não possui unidade no Brasil, mas opera através de parceria conosco e com a devida anuência do Ministério do Meio Ambiente do Japão. Isto significa que temos nas mãos um projeto que poderá se tornar um dos mais confiáveis no Brasil e canal único de fornecimento para o Japão, pois nós somos os pioneiros na importação de sucatas do Brasil e o mais importante, toda a operação segue as legislações ambientais locais e internacionais, e temos parceiros capacitados profissionalmente e com tecnologia de ponta, com emissão de certificados que poderão ser realmente auditados”, destaca Mitsuoka.

No Brasil pouco a pouco estão sendo anunciadas legislações ambientais como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e o mercado de sucatas deverá ter uma grande transformação nos próximos anos, ser moralizado e ter uma seleção natural das empresas que continuarão atuando e sobreviverão apenas as mais capacitadas profissionalmente e que tenham alianças sólidas com refinarias confiáveis.

 

No Brasil pouco a pouco estão sendo anunciadas legislações ambientais como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (foto: Luci Judice Yizima)

 

No Japão, por exemplo, a situação era similar há 15 anos e como não havia muitas regras, qualquer empresa atuava neste ramo sem ter nenhuma qualificação profissional ou atitudes ambientalmente corretas. Porém isto mudou radicalmente e as velhas empresas sem capacitação foram substituídas por novas empresas com empreendedores jovens que possuem condições e conhecimentos técnicos para atender empresas como a Dowa.

De acordo com Mitsuoka isto deverá ocorrer no Brasil em médio prazo, e a Coopermiti tem todas as condições de continuar neste mercado, pois seus processos e procedimentos podem atender as exigências legais, ambientais e requisitos de grandes grupos multinacionais. Isto é uma ferramenta importante, para obter os contratos corporativos com as grandes indústrias de eletrônicos e também de serviços como a de telefonia.

(Luci Júdice Yizima)

 

 

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