MIMI CHRISTMAS PARTY: 2º Festival neste domingo apresenta o ‘meigo mundo kawaii’

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o curioso e fascinante mundo da cultura kawaii não pode perder o Mimi Christmas Party – 2º Festival da Cultura Kawaii –, que será realizado neste domingo (13), na Sociedade Shimane Kenjin do Brasil, na Praça da Árvore (zona Sul de São Paulo). Considerado o principal evento do gênero no Brasil, a segunda edição – a primeira foi realizada em junho deste ano – acontece em clima de Natal e conta com patrocínio da agência de turismo HIS e da Kokoist (fabricante de gel para unhas).

 

Yumi e Akemi, durante visita à redação do Jornal Nippak: “A gente se sente como uma princesa” (Foto: Aldo Shiguti)

Yumi e Akemi, durante visita à redação do Jornal Nippak: “A gente se sente como uma princesa” (Foto: Aldo Shiguti)

 

Esta edição faz parte das comemorações dos 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão. Haverá comidas, bebidas, doces, roupas, acessórios, desfile de  moda, e muitas brincadeiras. Será abordado também as diferenças entre a cultura copslay e a cultura kawaii. Tudo, “aparentemente” idêntico a qualquer outro evento tradicional. Aparentemente porque, como o próprio termo sugere, tudo é, digamos, “fofo” e “meigo”. Ou seja, tudo ganha um toque mais alegre, mais suave. “Para os japoneses, kawaii pode ser qualquer coisa, desde um simples objeto até uma roupa, por exemplo”, explica a lolita – como também são conhecidas – “mais famosa do Brasil” e presidente da Comissão Organizadora, Akemi Matsuda. “Nosso objetivo é transmitir a cultura pop japonesa com foco na cultura kawaii”, diz Akemi.

E não pense que se trata de apenas uma brincadeira. Nomeada “Embaixadora Kawaii do Brasil” desde 2013, Akemi Matsuda conta que no Japão existe até uma Associação de Lolitas subordinada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (Gaimusho), com presidente e tudo. Aliás, seu título foi dado diretamente pela presidente desta associação.

 

Crescimento – Para Akemi, a procura pela cultura kawaii tem crescido muito nos últimos anos. Graças, em parte, a consolidação do anime e mangá. “Pena que muitas pessoas ainda confundem a moda kawaii com a cultura cosplay”, lamenta Akemi, explicando que “cosplay é quando uma pessoa se veste como um determinado personagem”. “Lolita é uma continuidade de você mesma”, define Akemi, que calcula em cerca de cinco mil as adeptas da moda no Brasil.

Embora seja mais frequente hoje em dia, não vemos muitas lolitas andando nas ruas porque, segundo Akemi, a maioria é “fashion style”. Ou seja, se vestem apenas em ocasiões especiais. Isso, explica, numa escala que vai de 1 a 10, sendo o nível a 1 as pessoas que colocam apenas um acessório básico e o 10 o equivalente a uma superprodução.

 

Aplicação de unhas artísticas será uma das atividades (Foto: divulgação)

Aplicação de unhas artísticas será uma das atividades (Foto: divulgação)

 

Estilo de vida – No caso de Akemi Matsuda, que começou a se vestir como lolita desde 2006, é um estilo de vida. “No meu caso tenho mais facilidades porque sou professora de japonês, mas não são todas que têm essa liberdade. A maioria se veste de acordo com o seu ambiente de trabalho e da região que mora”, diz Akemi, que diariamente consome duas horas do seu dia para se produzir como lolita.

Para ela, a sensação é de “realização”. “É como se estivesse de véu e grinalda e pronta subir no altar”, define. Para a universitária Yumi, “é um casamento com você mesma”. “A gente realmente se sente como uma princesa e esquece do mundo”, diz Akemi, afirmando que gasta praticamente todo o seu salário em roupas. “É caro manter porque, infelizmente, ainda temos que importar”, explica ela, afirmando que hoje, com a alta do dólar, um vestido importado do Japão – de onde vem a maioria das peças – sai, em média, por R$ 1.500,00.

 

Ideia do evento é mostrar que a cultura kawaii pode estar presente em todos os lugares (Foto: divulgação)

Ideia do evento é mostrar que a cultura kawaii pode estar presente em todos os lugares (Foto: divulgação)

 

Crise – “Mas hoje já tem muitas pessoas indo às compras na 25 de Março e customizando. Acho muito legal as pessoas irem à luta”, diz Akemi, acrescentando que  a ideia do Festival é mostrar para o público que a cultura kawaii pode ser aplicada em todas as áreas.

Como é época natalina, nesta edição do Mimi Party os organizadores estarão trabalhando com dois temas principais, o Natal e a paz.Haverá comidas, presentes, serviços e artes com muitos detalhes natalinos. E com ajuda do Instituto Ives Ota, um dos parceiros, os organizadores pretendem levar uma mensagem de paz enfeitando uma árvore de Natal com mil tsurus.

 

 


 

 

mimi christmas party – 2º festival da cultura kawaii

Quando: dia 13 (domingo), das 10 às 19horas

Onde: Sociedade Shimane Kenjin do Brasil (Rua das Rosas, 86 – próxima à estação Praça da Árvore do Metrô)

Ingressos: R$ 20,00 ou ingresso social: R$ 10,00 + um brinquedo (novo ou semi novo); meia entrada: R$ 10,00.

Informações:

www.mimiparty.com.br

 


 

conselheira-espiritual

 

 

 

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