MUNDO VIRTUAL: Uma compra eletrônica (3)

Continuo aqui a abordagem sobre compras eletrônicas, naquilo que considero como mais uma etapa: a escolha do produto a ser adquirido.

No momento inicial eu procuro escolher uma loja virtual idônea – para fugir de fraudadores e estelionatários, no momento seguinte eu informo meus dados junto ao site da loja onde eu pretendo fazer a compra – para me identificar como adquirente e ter condições de exercer meus direitos legais de consumidor, e neste terceiro momento eu vou escolher o produto que eu pretendo adquirir.

Assim, estando no site da loja virtual onde pretendo fazer a compra, eu utilizo a ferramenta “busca” ou “procurar” e encontro o produto que desejo adquirir, que logo numa primeira olhada eu já vou ver se está disponível ou se depende de ser entregue pelo fornecedor.

Já me aconteceu de achar o produto na loja virtual, optar por comprá-lo e seguir com os procedimentos para formalizar esta compra, mas lá na frente, quase na hora de efetuar o pagamento, eu vi que o prazo de entrega era de 30 dias; fui checar e vi que foi falta de atenção minha, pois a loja não tinha o produto disponível e precisava adquiri-lo junto ao fabricante, que por sua vez tinha prazo para entregá-lo à loja.

Neste caso, como eu tinha pressa em receber o produto logo, preferi procurá-lo em uma outra loja.

Em seguida, vou checar se a loja cobra frete ou se é grátis; normalmente, as lojas virtuais deixam claro que para compras a partir de um certo preço não há cobrança de frete. Inclusive, já cheguei a ver que o preço do frete, quando cobrado, varia de acordo com o tipo de serviço e a forma de transporte, repercutindo no prazo de entrega.

Vejo também o preço à vista e a prazo, a forma e o prazo de pagamento, se mediante boleto, cartão de crédito ou débito, ou outras modalidades que vêm surgindo com o tempo.

Há também a questão da garantia legal, se da loja ou do fabricante, a extensão da garantia, que é contratada a parte por quem a deseje, e as condições gerais para seu exercício.

Sobre o produto, eu observo o atendimento ao Código do Consumidor pela loja virtual, verificando se ela oferece informações corretas, claras, precisas e expressas, quanto às suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazo de validade e origem, entre outros dados, bem como quanto aos riscos que possa apresentar à saúde e segurança dos consumidores.

Se o produto preenche minhas expectativas, um exercício saudável que gosto de fazer é visitar uma outra loja virtual, e eventualmente encontrar este mesmo produto com prazo maior de garantia, com isenção de frete, com menor intervalo para entrega, ou outras condições mais favoráveis.

Certo de minha compra, passo à efetuação do pagamento, que pode ser realizado mediante depósito, crédito em conta ou transferência bancária, boleto, cartão ou outros. A variedade de opções para que eu realize o pagamento só vem aumentando com o tempo.

Um detalhe que também gosto de observar, caso eu vá pagar por meio de cartão: pelo contrato entre a operadora dos cartões de crédito e a loja virtual, ela tem condições de disponibilizar mecanismos adicionais para verificar se quem está usando o cartão é mesmo seu titular ou pessoa autorizada.

Por isto, muitas vezes encontro no site da loja o pedido de que eu insira o número do CPF, a data de nascimento e o endereço que consta na fatura, dentre outros, como forma de dar maior garantia à compra e proteger o titular do cartão contra manobras fraudulentas.

Deixo para a próxima oportunidade a abordagem sobre a etapa posterior à efetuação da compra, a partir do momento em que aparece a mensagem “sua compra foi realizada com sucesso”, e do recebimento do e-mail de confirmação.

 

 

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Euclides_LinkedInEuclides Pereira Pardigno

É advogado. A partir desta edição – semana sim, semana não – o Jornal Nippak publica a colunaMundo Virtual assinada pelo advogado Euclides Pereira Pardigno. Interessados podem enviar sugestões de pauta ou dúvidas para o e-mail: euclides@pardigno.com

 

 

 

 

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