MÚSICA: Fernanda Takai se apresenta em São Paulo na segunda e terça de carnaval no Sesc Pinheiros

Uma opção para quem quer fugir do ziriguidum é conferir o show da cantora Fernanda Takai nesta segunda (8) e terça (9), no Sesc Pinheiros, em São Paulo, onde a vocalista da banda mineira Pato Fu estará apresentando seu álbum solo mais recente, o premiado “Na Medida do Impossível”.

 

Neta de japoneses, Fernanda Takai pretende divugar a canção Love Song também no Japão (Foto: Bruno Sena)

Neta de japoneses, Fernanda Takai pretende divugar a canção Love Song também no Japão (Foto: Bruno Sena)

 

Depois de dois álbuns inspiradores na carreira solo, “Onde Brilhem os Olhos Seus”, dedicado à Nara Leão, e “Luz Negra”, a cantora apresenta um repertório que mescla composições autorais com diferentes parceiros a regravações inusitadas, com canções de autores que vão de Padre Zezinho a George Michael.

O disco foi gravado no estúdio 128 Japs, em Belo Horizonte, e produzido por John Ulhoa. Em um repertório de 13 músicas, Fernanda divide a autoria de “Seu Tipo” com Pitty, “De um Jeito ou de Outro” com Marcelo Bonfá, e “Quase Desatento” com Marina Lima e Climério Ferreira. Sucessos nacionais foram regravados, como “A Pobreza”, de Renato Barros e “Como Dizia o Mestre”, de Benito di Paula. O CD traz, ainda, “Doce Companhia”, sua versão em português para uma música da cantora mexicana Julieta Venegas.

Essas e as demais músicas de “Na Medida do Impossível”, como “Pra Curar Essa Dor” e a polêmica “Amar Como Jesus Amou” compõem o repertório do show. Fernanda Takai será acompanhada pela banda formada por Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria e vocais), Lulu Camargo (teclado e gaita) e Tiago Borba (guitarra, violões e vocais).

O projeto “Na Medida do Impossível” rendeu à cantora as indicações de “Melhor Cantora”, “Melhor Álbum” e “Melhor projeto visual” no Prêmio da Música Brasileira – das quais venceu os últimas duas. A capa do disco também foi vencedora do Red Dot Design Award, considerado o Oscar do design.

Desde 1992, a artista integra a banda mineira Pato Fu, com a qual alimenta uma parceria de 11 álbuns, 5 DVDs, apresentações em dezenas de festivais (como Rock In Rio, Planeta Atlântida, Festival de Verão) e o reconhecimento em diversos prêmios de público e crítica (MTV, Multishow, Prêmio da Música Brasileira, entre outros).

Somam-se ainda à trajetória de Takai participações especiais em shows da banda inglesa Duran Duran e a gravação, em 2012, nos EUA, do álbum bilíngue “Fundamental”, fruto de uma parceria com Andy Summers, guitarrista do The Police.

 

 

FERNANDA TAKAI – NA MEDIDA DO IMPOSSÍVEL

Data/horário:

8 e 9 de fevereiro, às 18h.

 

Local:

Sesc Pinheiros

Rua Pais Leme, 195

Pinheiros, São Paulo.

 

Ingressos:

R$ 40 (inteira)/

R$ 20 (meia entrada)

 

Informações:

http://www.sescsp.org.br/

 

 


 

 

Cantora sugere criação de um ‘programa de residência’ entre artistas brasileiros e japoneses

 

“Fico feliz por representar essa união entre o Brasil e o Japão” Foto: Bruno Sena)

“Fico feliz por representar essa união entre o Brasil e o Japão” Foto: Bruno Sena)

Em 2015, ao lado de Maki Nomiya, da Pizzicato Five, e John Ulhoa, Fernanda Takai compôs Love Song, uma música exclusiva para a comemoração aos 120 Anos do Tratado de Amizade Japão/Brasil e 100 Anos de Instalação do Consulado Geral do Japão em São Paulo. Infelizmente, a música não faz parte do repertório destas duas apresentações em São Paulo, conforme revelou a cantora com exclusividade ao Jornal Nippak. Neta de japoneses por parte dos avós paternos, a artista antecipou, no entanto, que pretende retornar ao Japão, país que já visitou em quatro ocasiões – a última vez aconteceu em 2009, quando cantou com a Camerata Vale Música e o maestro Marcelo Bratke no Suntory Hall (Tóquio) e Shirakawa Hall (Nagoya) – para divulgar a música por lá. Natural de Serra do Navio, no Amapá, mas com raízes em Minas Gerais, Fernanda Takai conta que artistas japoneses e brasileiros poderiam criar um programa de residência, como existe em outras áreas. “Tanto o Japão quanto o Brasil são ricos na diversidade de paisagens e climas. Isso influi na alma criativa da gente”, destaca.

Por Aldo Shiguti

 

Jornal Nippak: Alguma chance de os fãs nikkeis curtirem “Love Song” no show?

Fernanda Takai: Acho que não, pois eu não tive a oportunidade de ensaiar com a minha banda solo esta música. Nos últimos dois meses estive envolvida em dois espetáculos de música e teatro, um em BH e e outro em Porto Alegre.

 

JN: “Love Song”, aliás, uma composição sua com a Maki Nomiya e John Ulhoa, foi feita a pedido do Consulado do Japão em São Paulo para celebrar os 120 Anos de Amizade Brasil-Japão e o Centenário do Consulado em São Paulo. De alguma forma, essa canção a aproximou mais do seu público japonês?

FT: A canção só vai ganhar mais força lá no Japão e aqui quando fizermos um videoclipe dela, eu acho. Também quero muito voltar ao país para divulgá-la. O mais importante foi essa primeira etapa que comemorou os 120 anos. Agora vamos nos empenhar para que seja mais conhecida.

 

JN: Gostou do resultado? Curtiu essa aproximação?

FT: Gostei muito! Eu e Maki san já tínhamos trabalhado juntas antes. Ela esteve aqui cantando comigo por duas vezes, eu apresentei meu show em Tóquio e ela fez uma participação especial. Além disso, temos um EP chamado Maki Takai No Jet Lag, lançado pela Taiyo Record em 2010.

 

JN: O público japonês e o nipo-brasileiro são diferentes do público brasileiro? Como eles interagem com a cantora Fernanda Takai?

FT: Acho que é um público mais concentrado, aprecia os detalhes. Nossa interação é ótima, pois não há muitos artistas brasileiros com ascendência japonesa com uma carreira que visita a música, literatura, teatro e cinema. Fico muito feliz por representar essa união.

 

JN: Pretende intensificar esse intercâmbio com o Japão?

FT: Sempre! Torcendo demais para que as Olimpíadas aqui e lá nos tragam ótimos ventos.

 

JN: Nesses 120 Anos de Amizade, o que você acha que poderia e ainda não foi feito para incrementar ainda mais esse intercâmbio na área musical?

FT: Talvez um programa de residência por alguns meses de artistas de lá por aqui e os nossos por lá. Isso acontece em tantas áreas, por que não na música? E seria algo como sentir o país: morar, ver outros artistas locais, produzir coisas juntos, viajar pelas diferentes regiões. Tanto o Japão quanto o Brasil são ricos na diversidade de paisagens e climas. Isso influi na alma criativa da gente.

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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