MÚSICA: Ichi Han’nó mistura sanshin com pandeiro, berimbau e atabaque

Denis conta: “Tudo começou desde pequenos cantávamos no Kaikan de Okinawa de Santo André”. (Foto: Luci Judice Yizima)

Denis conta: “Tudo começou desde pequenos cantávamos no Kaikan de Okinawa de Santo André”. (Foto: Luci Judice Yizima)

Toda banda no seu início de carreira enfrenta diversidades e dificuldades escutando inúmeros “Não” ou “Entramos em contato”, sem contar que aqui no Brasil, o estilo rock’n’roll não é predominante, então comercialmente falando, não é fácil encontrar oportunidades. Com a Banda Ichi Han’nó formado pelo “Quinteto irreverente” de Santo André não foi diferente. Os jovens, Maike Tetsuya Jahana, de 24 anos é estudante de música; Denis Moraes Oyakawa de 38 anos, formado em engenharia de áudio, é músico; Danilo Akio Kakazu de 22 anos de idade, estudante de engenharia biomédica; Ricardo Kakazu de 30 anos, formado em direito, Marco Hideki Furlaneto Oyakawa de 15 anos de idade é estudante e mascote do grupo, filho de Denis.

A reportagem do Jornal Nippak esteve no estúdio onde a Banda faz seus ensaios, em entrevista o grupo ressalta como surgiu o Quinteto. “Tudo começou desde pequenos cantávamos no Kaikan de Okinawa de Santo André”, conta. “Eu e o Ricardo já cantávamos no cenário do Rock, tinha há 14 anos em uma banda. Ricardo e Danilo tocava sanshin que aprendeu na Escola Hiroshi Makiya”, explica Denis.

“Cada um trabalha arduamente de sua forma, distribuindo flyers, disparando e-mails marketing, convidando os amigos no boca a boca, criando eventos em redes sociais e convidando os amigos. Tocamos em barzinho para levar o nosso som para o maior número de pessoas possíveis, e até a banda conseguir participar de festivais dentro e fora da colônia japonesa”, comenta Denis o veterano do grupo.

 

Sorte – De acordo com Denis, o quinteto teve sorte em ser contemplado no Edital do Fundo de Cultura, através da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santo André. Onde recebeu recursos para produzir o CD Ichi Han’nó – Mandinga Uchina, no repertório possui três músicas autorais e cinco releituras da música okinawa. Das três autorais, uma é em português. “O que nós fizemos é inovador, misturando o tradicional ao moderno, mas difundir a cultura de Okinawa”, conclui o músico Oyakawa.

 

Mistura – Para Ricardo, a banda se destaca por misturar instrumentos como o sanshin, pandeiro, berimbau e atabaque. “Como a gente tem influência da escola de sanshin, nós começamos a misturar os sons e deu certo”, diz. “O CD é uma releitura das músicas tradicionais okinawanas, foi nossa base. Conseguimos colocar a influência do Rock, trouxemos da capoeira o berimbau, pandeiro, atabaque e o agogô e juntamos tudo, fizemos um mix que deu muito certo”, garante Kakazu.

(Luci Júdice Yizima)

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One Comment

  1. Muito interessante a proposta da banda!

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