MÚSICA: Mariana Suzuke prepara novos voos em 2018

Depois de uma bem-sucedida passagem por Portugal, a cantora Mariana Suzuke começa, aos poucos, retomar sua vida no Brasil. E o seu próximo compromisso será no dia 31 deste mês, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no evento “Valorizando a Arte” – Exposição Coletiva de Arte e Literatura & Outorga de Título.

 

Mariana Suzuke durante visita ao bairro da Liberdade. Foto: Aldo Shiguti

 

Acompanhada de Caio Máximo no violão – com quem acostuma se apresentar todas as quartas-feiras no Bar Santa Júlia, na Vila Olímpia – o repertório deve ser o mesmo que o duo apresenta, ou seja, muita MPB, samba e bossa nova. Já para a comunidade nipo-brasileira que está com saudades de ouvir a voz desta douradense, o jeito é esperar até o dia 10 de novembro, quando acontece o 14º Jantar Show Beneficente em prol da Associação Pró-Excepcionais Kodomo-no-Sono, Assistência Social Dom José Gaspar – Ikoi-no-Sono, Sociedade Beneficente Casa da Esperaça “Kibô-no-Iê” e Enkyo – Yassuragui Home. O evento, que este ano terá como tema “Harmonia”, reunirá no palco do Espaço de Eventos Hakka, no bairro da Liberdade, em São Paulo, pelo terceiro ano consecutivo, os cantores Mariana Suzuke, Joe Hirata, Karen Ito e Edson Saito.

O Jantar das 4 Entidades, aliás, será uma das poucas aparições da cantora em eventos da comunidade nipo-brasileira em 2017. Este ano ela também se apresentou no palco principal do 20º Festival do Japão, realizado em julho pelo Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), e no evento Mil Tsurus, do artista plástico Henrique Vieira Filho.

 

Trabalho autoral – Para Mariana, o “afastamento” é meio que natural. Explica-se. Apesar de ter começado sua carreira artística com apenas 8 anos de idade cantando músicas japonesas, Mariana optou seguir em outra direção. “É uma transição que já vem acontecendo há alguns anos mas que neste ano foi mais forte”, diz a cantora, afirmando, no entanto, que sempre encontrará um tempinho para se apresentar em eventos da comunidade.

Eclética – além de música japonesa gostava de ouvir desde Ella Fitzgerald até Stevie Wonder passando por  Beyoncé – Mariana Suzuke conta que o fato de ser nikkei e cantar música brasileira não chega a causar surpresa. “Acho até pelo fato de eu ser mestiça – Mariana traz no sangue a mistura de italianos (por parte de pai) com japoneses (pela parte da mãe). Acredito qaue a surpresa maior é quando ele me ouvem cantar”, diz a artista, dona de uma potente voz.

Para cantora, que entre os brasileiros elege Marisa Monte, Djavan, Chico Buarque, Seu Jorge e Lenini, entre outros, 2018 promete ser um ano de muito trabalho. Com projetos de voltar para Portugal, onde deixou e trouxe ótimas impressões, Mariana quer investir no trabalho autoral. Já tem umas 40 composições prontas.

“Compor traz mais segurança e ao mesmo tempo dá mais liberdade”, diz a cantora, explicando que seu ritmo era de uma música a cada três meses e que nos últimos meses passou a ser três músicas por semana. “O Beto (Silva, seu produtor), sempre me incentivou, mas no início relutava um pouco. Mas a partir de alguns escritos que eu já tinha isso começou a surgir”, diz Mariana, que espera que 2018, ano que comemora-se os 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, seja também um ano de grandes conquistas.

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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