MÚSICA: MELODIAS IMORTAIS… um show que deve continuar!

 

O assunto mais comentado do dia no 14º Melodias Imortais (Nippon no Kokoro no Uta), realizado em 17/07, foi que mesmo perdendo patrocinador, ainda assim, manteve a excepcional qualidade, razão do contínuo sucesso e que faz com que o público retorne no ano seguinte. “Viemos pela primeira vez no ano passado, após conhecermos o casal Michi, no Japão, e o casal Horimi, em Maceió, e adoramos, mas o deste, mesmo nessas condições, foi ainda 50% melhor!”, afirmou o casal Teruyuki e Emília Hamada. “Por isso, a comissão e os participantes estão de parabéns e no ano que vem, voltaremos!”, finalizou.

 

Devido à ausência do cantor Muneyoshi Hada, por doença, Kazuyoshi Kitagawa o substituiu (foto: Silvio Sano)

Devido à ausência do cantor Muneyoshi Hada, por doença, Kazuyoshi Kitagawa o substituiu (foto: Silvio Sano)

 

Logo na abertura, com o auditório inferior já quase tomado, o apresentador do evento, Koji Michi, expôs o fato ao público, pedindo-lhe a compreensão e agradecendo-lhes pelo prestígio da presença, razão do esforço de toda a comissão para “manter a chama acesa”. Depois, sem delongas, deu início a uma programação que se encerrou quase que precisamente às 17 horas, com o auditório ainda lotado.

 

Meia hora antes do início um números público já se apresentava na entrada (foto: Silvio Sano)

Meia hora antes do início um números público já se apresentava na entrada (foto: Silvio Sano)

 

“Tenho 95 anos, mas venho todos os anos e me sento logo na frente porque adoro o show”, afirmou Yasuyoshi Tsutiya, morador da Cidade Ademar. “Até contribui com um valor razoável porque falei para Dona Midori que UM SHOW COMO ESTE NÃO PODE PARAR”, fez questão de frisar um dos cantores que pediu à reportagem para que não o identificasse. “É sempre muito gratificante participar de eventos como este!”, afirmou Miriam Hasegawa do Kodomo no Kai de São Carlos que, todos os anos, traz suas alunas para ajudar nas apresentações de alguns cantores (Pedro Mizutani, Akemi Okamoto e Angelaisa Toyota), com suas coreografias. “Pelo Michi-san faço de tudo, até geki (teatrinho), como hoje que substitui o Hada-san, que ficou doente. Sem ensaio e sem saber a letra, cantei lendo”, sorrindo e feliz, afirmou Kazuyoshi Kitagawa, por sua contribuição. E foi assim, com o esforço de simpatizantes, abnegados cantores e comissão, por respeito aberto ao casal Michi, idealizadores do evento, que mais uma edição foi coroada de pleno sucesso.

 

1ª Grupo The Utague; 2ª Alice Mitida; 3ª à 6ª Japanese Dance Company (foto: Silvio Sano)

1ª Grupo The Utague; 2ª Alice Mitida; 3ª à 6ª Japanese Dance Company (foto: Silvio Sano)

 

Ao final, aliviada, mas feliz, Midori não resistiu: “O que me deixou triste foi saber que disseram que a perda do patrocinador foi porque eu é que o recusava. Imagine? Por contar com ele é que convidamos 57 cantores, neste ano. Além disso, sempre preferimos que a escolha de nossas músicas fosse baseada na enquete com seus leitores, conforme realizadas todos os anos!” Depois, fez questão de frisar que outra razão, para ela, de a batalha continuar é também pelas pessoas que vem de longe, como Rio de Janeiro, Franca, Fernandópolis, etc., e estendendo, “agradeço imensamente à laboriosa Lúcia Ikawa que, sozinha, obteve outros patrocínios mais, como da Fundação Kunito Miyasaka e Bistrô Kazu; e bem como a alguns cantores que também contribuíram, mas me pediram para não cita-los”, concluiu, como que compensada e acreditando que a 15ª edição ocorrerá e será ainda melhor.

“E o encerramento com a Lina Nagayama e todos os cantores cantando o Hanawa Saku, foi demais. Não achou?”, finalizou, sorrindo à reportagem.

 

 

(Por Silvio Sano)

 

 

 

 

 

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