MÚSICA: Nipponjin no Kokoro no Uta = Melodias Imortais

Refletido na lotação do auditório do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultuira Japonesa e de Assistência Social –, no bairro da Liberdade, em São Paulo, onde foi realizada a 17ª edição do Nipponjin no Kokoro no Uta (Melodias Imortais – Canções que tocam na alma japonesa), no dia, chuvoso e frio, 20 de agosto; nos semblantes emocionados da plateia às vibrantes explanações dadas a cada canção pelo apresentador, Koji Michi, e, em seguida, ao ouvirem-nas; além de nos depoimentos, a impressão é a de que o título abrasileirado dado ao evento está literalmente correto: Melodias Imortais!

 

17ª edição do Nipponjin no kokoro no Uta reuniu mais de 70 cantores no palco do Bunkyo. Foto: Jiro Mochizuki

 

Os apresentadores koji Michi e Lúcia ikawa. Foto: Jiro Mochizuki

 

Outro detalhe é a presença do público, em sua maioria, já presente desde o início. “Isso ocorre porque, como as apresentações são realizadas por ordem cronológica dos lançamentos das músicas, as mais antigas, as que mais emocionam, são as primeiras”, explicou Tika Nishimura, recepcionista no mesmo.

 

Akemi Okamoto

 

Eiji Denda

 

 

 

Karen Taira

 

Kauan Yoshinari

 

Emocionar parece ser mesmo a marca do evento, conforme garante Elena Kanegae, vice-presidente da Associação Naguisa: “Depois que vim pela primeira vez, trazida por meu marido que gosta ainda mais, procuramos vir sempre. E como também me emociono, além de prevenida com uma caixa de lenços, nem pinto os olhos… pra evitar aquele borrão preto, depois”, justificou enquanto limpava os olhos umedecidos durante seu depoimento.

 

Pedro Mizutani

 

Sergio Tanigawa

 

Satiko Ono

 

Não foi diferente com Yataro Amino, presidente do Conselho Deliberativo da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade). “Frequento-o desde o primeiro porque nos traz lembranças do passado, de nossos pais, do tempo das guerras, da vida sofrida no passado. Por isso também fico emocionado. Hoje também cheguei cedo e assisti do primeiro ao último cantor”, afirmou orgulhoso. “Ao do ano que vem, devido aos 110 anos da imigração, pretendo colaborar e buscar patrocínios para que se equivalha à data comemorativa”, concluiu, criando expectativa.

 

 

 

 

A satisfação pelo sucesso alcançado estava também estampada nos semblantes dos realizadores, conforme Midori Michi, também tesoureira, foi incisiva: “Foi ótimo, ainda mais com um tempo como esse!”

 

Kodomokai São Carlos. Foto: Silvio Sano

 

Parte da comissão Organizadora do 17º Melodias imortais. Foto: Silvio Sano

 

“Atendendo a fortes apelos, o evento deste ano foi realizado, excepcionalmente, nos moldes do primeiro, de 17 anos atrás. Como no do ano passado o evento foi baseado em músicas apenas campeãs, tivemos também canções recentes. Foi o que gerou pedidos para músicas mais antigas. E pode ter sido a razão de o público deste ano ter sido maior do que o do ano passado, e mesmo com esse tempo ruim”, concluiu feliz, Koji Michi, vice-presidente da Comissão.

 

Homenagem às professoras que colaboraram com o evento

 

 

110 Anos – Tadao Ebihara, líder do Grupo The Friends e também vice-presidente da comissão, confirma esse perfil e já tem planos ao do ano que vem devido aos 110 anos da imigração. “Desde que passei a ajudar esse evento ‘imortal’, a primeira coisa que pensei foi em oferecer músicas que trouxessem lembranças do passado para emocionar dityáns e batyáns. Como tem dado certo, meu desejo é para que nunca se acabe. Dentro deste espírito, ao do ano que vem, pretendo sugerir algo além de só músicas. Aguardem!”, finalizou confiante.

 

Pais de Enju (Débora Shimada), Milton e Magda Shimada. Foto: Silvio Sano

 

No intervalo para almoço houve apresentações de danças (balé e nihon buyo) e um especial em referência ao lançamento do CD da cantora brasileira no Japão, Enju (Débora Shimada), cantada por Yuka Osawa, com transmissão ao vivo para aquele país. “O sensei de minha filha falou que ficaria acordado para assistir à transmissão”, contou orgulhosa, Magda Shimada, mãe de Enju.

 

Yuka Osawa . Foto: Angelica A. M. Ito

 

E encerrada as atividades, a comissão aproveitou para comemorar os aniversários de Tadao Ebihara e Susumu Taniguti, antigo colaborador.

 

Orquestra The Friends. Foto: Silvio Sano

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
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    (Silvio Sano, especial para o Jornal Nippak)

     

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