NIPPAK PESCA: Alguém Especial

O dia amanheceu belíssimo, e como de costume, saí para dar uma voltinha matinal. Pude sentir que aquele dia prometia muito, pois teríamos muito calor e diversão, principalmente porque estávamos em dezembro, época de “temporada”e de férias escolares.

 

No meio do caminho tive uma grata surpresa: deparei-me com um velho amigo que há muito tempo não via, pois ele se mudara já havia anos. Bons tempos! Quantas travessuras e aventuras vivenciamos juntos.

Meu amigo parecia apreciar o local, trazendo em seus olhos um ar de nostalgia. Observei-o por algum tempo antes de me aproximar, e lhe disse:
- Meu velho e bom amigo, o que o traz por estas águas?
Olhou-me e respondeu:
- Não acredito no que seu estou vendo!! Compadre Jonas, há quanto não te vejo!!
- Eu é que lhe digo isso!! Desde quando você está por aqui? Por que não me visitou até agora?
- Calma, compadre…cheguei ontem para passar uns dias com meus parentes e rever meus amigos. Mas, e você? O que me conta de novo? Quero saber tudo que tem acontecido por aqui.
- Ah, eu estou bem, levando a vidinha de sempre. Que tal se nós aproveitássemos aquela sombrinha ali na frente, para iniciar nosso papo? Hoje está muito quente, aliás, este verão promete…

divulgação

Fomos para um lugar tranquilo, onde havia muitas árvores.
- Compadre, antes de me aproximar, estava te observando de longe e me pareceu que estavas recordando velhos tempos. Estou certo?
- Você acertou compadre. Tudo isso aqui me faz lembrar um montão de coisa boa…
- Compadre que barulho é este?
Pudemos sentir o barulho costumeiro dos fins de semana. Juntosolhamos para cima e pudemos vê-los chegando. Ao todo eram três e traziam consigo toda aquela “parafernália” costumeira. Traziam também em suas faces uma alegria incontida, e estavam – como sempre – “animados”.
- Compadre, não me diga que esses aí…
- Acertou! As coisas não mudaram tanto assim por aqui, pelo menos neste aspecto.
- Você sabe que eu nunca consegui entender o porquê deles largarem o conforto de seus lares para virem para cá?
- Ë verdade… Eles normalmente levantam de madrugada, dirigem por ruas escuras, adquirem por vezes dívidas na compra daqueles equipamentos estranhos, e ainda ficam um tempão debaixo deste calorão, vestidos com um montão de roupa, tentando driblar as mutucas. Levam horas até que retornem à terra firme, e quando retornam estão tão cansados que mal param em pé. Na verdade só há uma explicação: o prazer do contato com a natureza.
Durante um bom tempo ficamos observando aqueles três. Até que num determinado momento, um deles arremessou algo próximo ao local onde estávamos.
- Compadre, que tal se nós relembrássemos os velhos tempos?
- Hummm! Não sei, não… Apesar de que eu já estou com fome, pois ainda não saboreei o café da manhã. Está certo, vamos lá…
Partimos os dois para o ataque. Eu, como sempre, fui mais esperto, cheguei logo abocanhando, sem dó nem piedade, aquilo que nós achávamos ser o nosso delicioso café da manhã. Só que tive uma grande surpresa quando fechei a boca…fui enganado!! Tive a sensação de estar mordendo um pedaço de pau!! Não me conformei…logo eu…com tantos anos de janela! Caí nesta cilada! Olhei para trás e percebi um monte de borbulhinhas. Era meu amigo, que estava morrendo de rir. Fiquei furioso e iniciei minha vingança. Puxei com toda a minha força aquele que parecia ser um suculento “xingó”e comecei a saltar e mergulhar.
Observei o comportamento do homem que havia me surpreendido. Ele parecia Ter ficado “doidão”, pulava mais do que eu, e gritava desesperado: “peguei, peguei”. Por pouco, seu barco não virou com todos dentro. Continuei puxando até onde aguentei.
Foi graças a uma galhada de árvore, que finalmente consegui me safar. Prendi aquela armadilha na tranqueira, e só então parti satisfeito e com a sensação de Ter dado mais um “olé”- se é que posso me vangloriar! Já que muitas vezes senti aquele objeto estranho me incomodando, o que durou vários dias…
Mas desta vez eu saíra vencedor. Olhei para cima e pude sentir o desapontamento deles, que tentavam desenroscar o que eu tinha feito.
Voltei para perto do meu amigo, e lá estava ele”numa boa”, belo e folgado debaixo da sombrinha.
- Compadre Jonas, você continua firme e forte! Que olé, hein??
- Estou acostumado a estas peripécias….aliás, eu já te contei aquele caso?
- Que caso compadre?
- Estava eu sossegado em casa, num final de semana, quando senti a presença de pessoas estranhas em meu habitat. Apesar de jovem, borbulhei com minhas escamas: “lá vem dor de cabeça”. Dito e feito: eles começaram a arremessar bem próximo de onde eu estava. Infelizmente por um descuido, fui pego por aquela armadilha. Imediatamente fiquei apavorado, senti que nada poderia fazer a não ser brigar muito para escapar… Não consegui.
Quando pensei que estava tudo perdido, qual não foi minha surpresa ao perceber que fui solto!! Recuperei as energias e observei o grande pescador, que dizia: “Não se deve pegar um filhote, pois deles depende a nossa sobrevivência para o futuro”. Não pude acreditar. Estava livre.
A partir daquele dia compreendi como somos importantes, e nunca mais me revoltei com a perda de amigos, parentes ou colegas. Percebi nossa real missão: alimentar e levar boa saúde à humanidade.
É uma pena que muitos deles não sejam tão conscientes, e às vezes nos peguem em grande quantidade com aquelas enormes armadilhas.
- É compadre, não sei se vai chegar o dia em que todo mundo vai tentar preservar a natureza e nossas vidas. Sabe,lá pelas bandas de casa, nós já não estamos respirando direito. Aliás, borbulha-se por lá que a cada dia se constrói mais paredes no meio dos rios, impedindo a passagem de nossos parentes, amigos, colegas…acho que para alguns o fim está próximo.
- Ah, mas não vamos ser pessimistas…eu sei também, através de borbulhas, que existem aqueles que estão lutando pela preservação da natureza e de nosso bem estar. Sinceramente, espero que eles se unam e vençam.
- É mesmo compadre, sabe que você tem razão? Não vamos desanimar.
- O que você acha da gente sair por aí para continuar nossa diversão?
Saímos os dois, felizes e contentes, sentido algumas vibrações que diziam:
- Ei pessoal!! Olha só o tamanho daqueles robalos!! Hoje a pescaria vai ser boa!!
É isso aí gente. Quando vocês quiserem se divertir, basta me chamar. E não esqueçam: meu nome é JONAS.

Priscila dos Santos e 
Pires Godoy Abate

 

NIPPAK PESCA: Roberto Shirata
Texto: Mauro Yoshiaki Novalo
Revisão: Aldo Shiguti
Publicidade: shirata@nippak.com.br
Tel. (11) 3208-3977

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