NIPPAK PESCA: DOURADO – Coryphaena hippurus

Por Marcelo Szpilman*

 

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Coloração: Dorso azul-brilhante a verde-esverdeado, flancos dourados, azulados e/ou prateados, e ventre branco, prateado e/ou amarelado. Apresentam diversas pintas escuras que formam séries longitudinais no corpo. Dorsal e anal escurecidas. Esta última possui a margem clara. Caudal amarelada.

Características: Corpo alongado e comprimido lateralmente. Apresentam um evidente diformismo sexual: nas fêmeas e machos jovens o perfil da cabeça é arredondado, enquanto nos machos adultos (maiores do que 50 cm) este perfil é reto, quase vertical. A língua apresenta uma mancha de dentes pequena e ovalada no dorso (uma das diferenças para o doutadopalombeta – C. equiselis -, cuja mancha de dentes é grande e retangular).

Ocorrência: Em todos os mares tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, ocorrem por toda a costa.

Habitat: Pelágicos oceânicos e altamente migratórios, vivem e nadam perto da superfície nas águas de alto-mar, mas podem aproximar-se da costa. Podem chegar a 40 kg, mas o tamanho médio de captura varia de 5 a 12 kg.

Hábitos: São encontrados em pequenos grupos e gostam de nadar ao redor de objetos flutuantes e de acompanhar os navios. Alimentam-se de peixes, crustáceos e lulas. Quando está perseguindo sua presa favorita, o peixe-voador, ou sendo perseguido por algum predador, o dourado é capaz de nadar a grande velocidade, atingindo até 80km/h. Nessas perseguições, costumam dar saltos para fora da água. Há evidências de mais de uma desova realizada em alto-mar na época da reprodução.

Captura: Sua carne é considerada excelente, sendo comercializada fresca  ou congelada. Embora sua pesca comercial no Brasil não seja intensa, possuem bom valor comercial e são muito requisitados. São capturados com espinhel, rede de cerco e corrico. Têm grande importância para a pesca oceânica, que utiliza iscas vivas e mortas (voadores, sardinhas, lulas e filé de peixe) e iscas artificiais. Quando fisgados, dão grandes saltos para fora da água e oferecem muita resistência até serem embarcados. Além disso, costumam “encachorrar”, ou seja, quando o primeiro exemplar capturado é mantido dentro da água, o restante do grupo tenderá a ficar por perto e poderá também ser capturado.

Outros nomes vulgares: Dalfinho, dourado-de-alto-mar, dourado-do-mar, grassapé e macaco.

*Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com Pós-graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros Guia Aqualung de Peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres Marinhos Perigosos (1998), Peixes Marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004). Indicado à personalidade 2015 na categoria Sociedade/Sustentabilidade do Prêmio Faz Diferença do Globo, atualmente, é diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio de Janeiro, membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro (área de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e colunista do site Green Nation.

 

MARCELO SZPILMAN

MARCELO SZPILMAN

*Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com Pós-graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros Guia Aqualung de Peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres Marinhos Perigosos (1998), Peixes Marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004). Indicado à personalidade 2015 na categoria Sociedade/Sustentabilidade do Prêmio Faz Diferença do Globo, atualmente, é diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio de Janeiro, diretor-executivo do Instituto Ecológico Aqualung, diretor do Projeto Tubarões no Brasil, membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro (área de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e colunista do site Green Nation.
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    O artesanato em forma de queijo

     

    Atenção e dedicação na produção deste alimento tão saboroso, respeitando os cuidados básicos e ao mesmo tempo respeitando e preservando a natureza

     

     

    Por Mauro Yoshiaki  Novalo & Mariana Resende

     

     

     

    O pescador tem como hobby a pesca e como dito na edição pp mais algumas coisas que gosta, alguns apreciam gastronomia e, pensando no friozinho do outono, uma bebidinha…citamos a Serra Pantaneira www.serrapantaneira.com.br, com um bom queijo para petiscar não é uma boa idéia?

     

     

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    Vamos falar um pouco deste alimento que introduzido no Brasil Colônia, desde então vem tendo várias adaptações e desenvolvimento de processos para elevar o patamar que tem hoje, considerado um dos melhores do mundo. Enfatizamos que isto é resultado de muita abnegação, dedicação e trabalho duro que persiste até hoje para trazer até você, disponibilizar na prateleira daquela lojinha perto sua casa, um produto de qualidade internacional. Um pouco mais da história do queijo da Mantiqueira.

     

    Artesanal

    O queijo é artesanal, produzido a partir do leite cru de vacas Gersey e inspirado na escola francesa (total controle sanitário do rebanho leiteiro) o processo de produção é moderno mas com um pé na tradição. Mariana junto com o pai divulga o produto no cenário nacional sem esquecer seus vínculos ecológicos e políticos. Vice Presidente da Câmara Tecnica do Queijo Minas (Comissão formada por produtores que trabalham com o leite cru) ela promove degustações e eventos culturais em São João Del Rey o que conduziu o Catauá para ser utilizado por chefs dos principais restaurantes de cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro.

    O trabalho é dividido também com seu pai João Dutra na fazenda, que fica em Coronel Xavier Chaves, no Campo das Vertentes em Minas Gerais. Tradição queijeira que vem de várias gerações, pois já avô do bisavô dele vendia queijos na região.

     

     

    resized_03_jerseyProcesso produtivo e Ecologia

    O gado escolhido é o que menos causa estrago na natureza em comparação a outras raças mais pesadas, com peso em torno de 350kg comparado aos que passam de 700kg é uma diferença de  impacto expressivo principalmente no período das chuvas.

    Queijos sem agrotóxicos, sem conservantes e sem doenças transmissíveis ao ser humano. Para isto, as vacas são ordenhadas mecanicamente e tratadas com capins e silagens produzidos com cultivo mecânico (sem o uso de herbicidas). Controle de parasitas com medicamentos fitoterápicos e homeopáticos, o que resulta num leite puro.

     

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    Cultivo do solo em curvas de nível, fartas e constantes adubações orgânicas, absoluto respeito às matas ciliares e áreas de preservação ambiental e adequação da carga animal à capacidade de suporte das pastagens nativas.

    “A gente sofria, e ainda sofre, uma influência psicológica muito grande da vigilância sanitária, temos muito medo. Eu entregava meus queijos há vinte anos atrás no mercado de São João del Rey, o comerciante colocava todos os queijos misturados, dessorando juntos naquele calor, então eu resolvi que queria vender os meus separados, para respeitar a legislação, pois vender queijo de leite de vacas doentes é tão grave quanto assorear nascentes” João Dutra

    Sugere “nós estamos numa região subtropical, a temperatura pode subir acima de 35 graus, manter queijo fresco com soro dentro de um saco plástico, como exige a legislação, cria todas as condições para que haja contaminação. O queijo tem uma microbiota que se estabiliza até o queijo curar, mas fresco é bem delicado de transportar”.

     

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    Da sua produção o mais vendido é o curado entre 21 e 30 dias, enviados para vários pontos são apreciados em várias cidades do Brasil. Os mais novos podem ser comprados diretamente na queijaria. Sempre que tem disponibilidade tentam reservar uma boa quantidade para maturar por mais de 100 dias (alcançam assim zero lactose) destinados a comemorações e datas especiais. O nome Catauá, aproveitando para atender exigência da vigilância sanitária, teve a intenção explícita de homenagear os índios da região. Mariana conta que o avô (Linguista) pesquisava idiomas e o tupi-guarani estava entre os 12 estudados. Segundo ele Catauá era o nome da tribo e o plural era Cataguá, mas quando os portugueses chegaram fizeram o plural do plural, chamando os índios de Cataguases.

    Registro: segundo Francisco Silveira Bueno (Vocabulário Tupi-Guarani-Português, Editora Gráfica Nagy Ltda, 2ª edição em 1993) Professor Emérito da USP, Cataguá quer dizer caá = mato/árvore ,  tã = duro e guá= vale. Sendo que o plural é Cataguás ou Cataguazes.

    A renda que é acrescentada no final, junto com o rótulo, sinaliza o jeito português de fazer queijo – confidencia João “foi inspiração da Mariana”. O produto final preserva o sabor acentuado das antigas queijarias, ligeiramente ácido, sal no ponto exato e uma casca macia com furos na massa que permitem a oxigenação e proliferação de bactérias benéficas na maturação. Confira mais informações no site www.cataua.com.br

     

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    Mariana conta que embora seja um só queijo, os três estágios diferentes de cura refletem em sabores únicos para cada fase. “O muito curado fica próximo do parmesão, um sabor muito acentuado, isso com uma cachacinha é maravilhoso”

     

     

     

    Futuro

     

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    Transferência da tecnologia utilizada para pequenos produtores rurais da região, visando reduzir a pressão dos cartéis do leite bovino e dos insumos agropecuários sobre as famílias que ainda buscam uma sobrevivência digna nos minifúndios da Região das Vertentes da Mantiqueira é um dos objetivos e, João Dutra fica feliz em ver a firmeza da filha em expandir o programa social do queijo Minas artesanal para as pequenas famílias que praticam a agricultura familiar. “Espero que a gente possa continuar sendo uma inspiração para os queijeiros mineiros, com responsabilidade social e preservação” ressalta.

    ”A tradição do queijo não vai acabar, são milhares de famílias no Brasil, independente do cartel dos grandes laticínios e das políticas sanitaristas atuais, o projeto do queijo artesanal é muito importante, é meu projeto pessoal, vamos lutar por ele !” diz Mariana e, completa: “Tudo na mesa do mineiro tem queijo, de manhã de tarde e de noite, a gente não vive sem queijo”.

    Fonte: www.sertaobras.org.br  – Debora Pereira

     

     

    Ótimas Pescarias!!!

     

     

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    Texto:Mauro Yoshiaki Novalo
    Revisão: Aldo Shiguti
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      Apoio:

      Cachaça Serra Pantaneira    www.serrapantaneira.com.br

      Catauá Queijos     www.cataua.com.br

      EBF Pesca    www.ebfpesca.com.br

      Gafanhotos Team   www.gafanhotosteam.com.br

      Karandá     www.karanda.com.br

      Maré Iscas    www.mareiscas.com.br

      Moro e Deconto   www.morodeconto.com.br

      Mustad    www.mustad.com.br

      OCA    www.ocaprodutos.com

       


      CURTAS

      PANTANEIRAUma tradição pantaneira – Cachaça Serra Pantaneira

      Há mais de uma década surgiu a ideia de produzir uma cachaça artesanal na região de morraria no Pantanal mato-grossense com características próprias dessa peculiar natureza centro-oestina do Brasil. No início as dificuldades foram muitas, principalmente porque o clima de Mato Grosso é bastante diferente do Estado de Minas Gerais, o que foi preciso algum tempo para revelar o ponto exato de fermentação da cana. Todo o processo de produção, alambicagem, é feita com mão de obra familiar, assim nada é desperdiçado. Elaborado dentro de uma comunidade quilombola, o produto tem selo de registro do P.A.B (Programa SERRA-PANTANEIRAde Artesanato Brasileiro). Serra Pantaneira é uma cachaça selecionada feita em quantidades anuais limitadas e sem fermentação química a fim de manter as tradições históricas da região. Para não alterar o sabor da cachaça, a destilação é processada em alambiques de cobre e não se faz uso da técnica de queimada para colheita de cana. Todo corte é feito de maneira manual. Após o processo de alambicagem, ocorre a separação para qual espécie de madeira a cachaça irá descansar, bálsamo ou amburana. Informações: Murilo Giovaneli (11)98246 0246 e Mateus Stecca (11)98154 5086 site www.serrapantaneira.com.br email: contato@serra pantaneira.com.br Instagram serra_pantaneira

       

       


      cataua-qCatauá – queijo da Mantiqueira

      logoMais que um produto artesanal com denominação de origem, saudável e saboroso, o Queijo CATAUÁ resgata hábitos seculares de uma civilização rural que ainda sobrevive nas encostas da Serra da Mantiqueira. Com personalidade, o Catauá preserva características das antigas fazendas mineiras. Uma pequena e rústica produção queijeira que, em sintonia com a natureza, em um processo totalmente manual, leva ao consumidor sabor e história. Um queijo único que acompanha o café, um bom vinho ou como ingrediente para os mais diversos quitutes. Informações no site: www.cataua.com.br e email: queijodamantiqueira@gmail.com e Instagram: @queijocataua

       

       


      CESTO PARA RECOLHIMENTO DE LINHA FLY EBF PESCA

      logoebf

      cestoflyUtilizado para acomodar a carabina articulada ou espingarda. Confeccionado em nylon super resistente, tem espaço interno com dois compartimentos, forrado e revestido com espuma flutuante. Possui bolso frontal e sistema para uso de cadeado. Tamanho de 80 cm. Preço sob consulta. EBF PESCA – Especialista em Acessórios de Pesca www.ebfpesca.com.br

       

       


      O.C.A –  Objetos Concreto Artesanais + Oficina Criativa

      OCA

      Arquitetura são criações feitas por uma arquiteta-mãe-pedreira.Todos os produtos são elaborados manualmente e recebem todo carinho para florear, iluminar ou decorar seu cantinho. Uma casa bonita é capaz de transformar o indivíduo, de trazer harmonia, personalidade e coragem. A  O.C.A está aqui pra te ajudar nessa missão! Informações www.ocaprodutos.com e email: contato@ocaprodutos.com  fone:(21)98023 7832 Instagram: oca_produtos

      O.C.A 

      Objetos Concreto Artesanais

       

       


      Camisas Gafanhotos Team

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      PARA JORNAL LOGOS COM LETRASQualidade, conforto, segurança, proteção, leveza e liberdade nos movimentos. Peças 100% sublimadas, 100% poliéster, confeccionadas com tecido de tecnologia TrueLife Dry (que simula a transpiração e transporta o suor para as camadas mais externas do tecido), TrueLife Bio (que simula o sistema imunológico a fim de prevenir o surgimento de bactérias que se proliferam na umidade e no calor) e TrueLife UV (que simula a ação da melanina, a fim de proteger a pele contra os raios UV. Tamanhos P, M, G, GG, XG, XGG, EGG, GG1, GG2 e GG3. Personalize e vista sua equipe de aventuras. Veja os produtos, modelos e cores no site www.gafanhotosteam.com.br contato no email contato@gafanhotosteam.com.br fone (47) 3395 0295 ou WhatsApp (47) 9166 8529

       

       


      pampo

      Camarão articulado – Maré Iscas

      mareO camarão articulado da Maré tem as seguintes características: não derrete ao sol, flexível e com imitação de ovas. Idealizado para capturas de peixes em água salgada, salobra (mangues) ou água doce como: robalo, corvina, pampo, xaréu, badejo, olho de cão, garoupa, guaivira, peixe-galo, dourado, pescada, linguado, pirauna, caranha, cioba, xerelete, tarpon, ubarana, tucunaré e outros. Em 22 cores diferentes e 3 tamanhos. Procure nas melhores lojas de pesca. Informações no site www.mareiscas.com.br e www.facebook.com/iscas.mare

       

       

       

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