NIPPAK PESCA: O que é pesca esportiva? Qual a relação entre a palavra e o que se pratica?

 

Praticada e com regras específicas em muitos países, o catch and release ( no Brasil = pesca esportiva) gera divisas com o turismo da pesca.

Mauro Novalo

 

 

 

 

A pergunta: onde está a esportividade num anzol espetado na boca do peixe, que o faz pular para tentar se soltar?

Eco defensores do meio ambiente sempre tem esta pergunta na ponta da língua e, querem saber que esporte é este, quando um dos participantes é premiado com um ferimento (indolor ou não) na boca ou às vezes em outras partes do corpo?

O conceito pesca esportiva é sabidamente mais amplo. Para melhor explicar vamos pensar na origem do ser humano, onde teremos 3 versões do homo sapiens: caçador, pescador e o agricultor. Instintivamente poderíamos dizer que isto está gravado no DNA e, queira ou não um ou mais destes afloram à personalidade e, podem desencadear num hobby praticado com vontade e alegria.

A versão pescador seguindo a tendência atual (respeito a natureza) introduz o ato de pescar e soltar, respeitando o peixe como parceiro e, a preocupação de devolvê-lo à água, em perfeitas condições de sobrevivência.

 

 

Embora não se tenha dados oficiais no Brasil, provando que o pesque solte é positivo para sobrevida do animal, não é raro capturarmos espécies com o anzol cravado na boca ou com marcas de terem sido capturadas anteriormente e, ainda assim se alimentando.

Quem freqüenta os pesque-pagues que permitem o pesque solte, percebe isso claramente. Em termos de negócio, o dono do empreendimento fatura mais quando o peixe é devolvido, pois contente com a captura, fatalmente o freqüentador retorna ao local para tentar novamente, e o ciclo continua. O detalhe é que estes locais foram criados no primeiro momento pensando em ser local de pesca e abate (tanto que antes eram denominados pague e pesque).

Países do cone Sul como a Argentina, já caminham nesta trilha a tempos e, enxergam com clareza o valor do “peixe vivo”. Isto atrai pescadores de muitos países atrás das suas trutas, que precisam de hospedagem, serviços de apoio, roupas, acessórios, guias e etc. Dá para imaginar o quanto abre o leque de negócios em volta do “simples” ato de pescar. E nem começamos a falar sobre desenvolvimento de equipamentos.

É preciso de informações, do peixe e o seu habitat, condições do tempo, geografia do local e outras coisas mais para direcionar para uma boa escolha de iscas, equipamentos e, escolher todo o material necessário para a pescaria. Ah, não pense que pesca esportiva só cabe a quem usa iscas artificiais, pois pescar com isca natural e ter a consciência de devolver o peixe corretamente, também se encaixa plenamente no tema.

 

 

Isto só não basta, é preciso se envolver politicamente quando o tema é proteção ao meio ambiente e isso desencadeia processos, como organizações, associações de pescadores e etc. A viagem passa da parte digamos boa, para a realidade onde o indivíduo percebe que precisa ser cidadão e participar mais de outros assuntos que antes não lhe parecia interessante, e se assim não for, tem a consciência que o seu ato vai ser meramente simbólico e não ter efeito nenhum. É necessário mostrar o que é a atividade em si e, o quanto representa em números de pessoas e cifras para em seguida adequa legislação em todas as esferas: Federal, Estadual e Municipal para atender adequadamente a área. Para isso é preciso muito mais do que apenas gostar e saber pescar. É preciso desenvolver consciência política e trabalhar fortemente a toque de caixa, para mostrar que pesca esportiva nada tem a ver com pesca comercial e, tem muito mais para oferecer e gerar divisas ao país.

Os adeptos da pesca esportiva acreditam nisso e, trabalham para disseminar este estilo. Hoje vemos menos daqueles grupos que chegavam com grandes isopores para preservar o pescado. Claro que ainda tem gente que imagina poder abater parte das despesas das pescarias desta forma. Comer peixe fresco é saudável e recomendável. Separar um ou mais para degustar na beira do rio, não faz mal a ninguém. O caldo começa a engrossar quando se traz para casa para mostrar o quão grande pescador se é e, no fim lá fica o freezer lotado de peixes congelados.

A tecnologia trabalha a favor do pescador e, para guardar para posteridade, câmeras digitais podem facilmente capturar ótimas imagens. Mais que isso, as informações voam na internet, assim a comunicação e a integração fica muito mais fácil e rápido, facilitando ao internauta pescador o acesso as informações que, antes além da dificuldade em obter, eram guardadas a sete chaves. Hoje, isso é instantâneo, num simples clic do mouse.

Podemos dizer que o mercado de pesca no Brasil ainda está engatinhando mas os recursos pesqueiros precisam ser estudados e estruturados rapidamente. Temos a responsabilidade de aprender a lidar com isso, visualizar a necessidade e urgência de providências, para não ver escoar este nicho. O peixe vivo no seu habitat natural, e tudo ao seu redor, pode se transformar se direcionado e planejado, em excelente fonte de renda, encaixando turismo e pesca num mesmo pacote. Isto sem falar nos fabricantes e lojas de barcos, equipamentos, iscas, roupas, calçados e etc alusivo e necessário para a prática da pesca.

Então, você é um pescador esportivo?

 

 

 

NIPPAK PESCA
Texto:  Mauro Yoshiaki Novalo
Revisão: Aldo Shiguti
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Tel.   (11) 3208-4863

 

 

 

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