NIPPAK PESCA: Procedimentos para quem pratica o pesque e solte

 

A pesca esportiva caiu definitivamente no gosto dos pescadores tupiniquins, basta ver o número de praticantes – numa curva ascendente – em represas, mares, rios e pesque-pagues.

Mauro Novalo

 

Embora muitos já tenham aderido ao ato de soltar o peixe, ainda se observa muitos casos onde esta ação compromete a sobrevivência do espécime, então seguem algumas sugestões para melhorar o máximo possível estas condições.

 

Tralha utilizada

Observar que o equipamento utilizado seja condizente com o peixe pretendido. Uma linha muito fina pode fazer com que a briga demore demais, cansando o peixe além de capacidade de resistência e, isso pode ocasionar sua morte.

 

Anzol sem farpa

A utilização deste tipo de anzol machuca menos o peixe, principalmente na hora da retirada. A sensação de que o peixe escapa com facilidade por não farpa não corresponde à realidade. Mesmo no caso de peixes saltadores, cabe ao pescador manter a linha esticada.

No caso de acidente com o pescador, fica bem mais fácil e menos dolorido retirar o anzol do corpo.

Pescarias específicas, como a oceânica, o procedimento é cortar a linha com uma pequena sobra na liberação do peixe. Mas não se deve cortar a linha próxima ao anzol. Um pequeno pedaço de linha é pouco flexível e poderá perfurar o intestino do peixe se ele vier a engolir o anzol,50 cmsão suficientes para manter a flexibilidade da linha).

Outro detalhe é a utilizar anzol feito com material de rápida corrosão, que em poucos dias, se solta da boca do peixe.

O anzol tem farpa? Amasse-a com um alicate.

 

Manuseio

O ideal é não usar nenhum equipamento para retirar o peixe da água. Se fosse possível só manusear os peixes com as mãos – de preferência molhadas – esse seria o meio mais recomendável. Como existem situações (ex: peixes com dentição) onde é necessário usar o recurso de um equipamento específico, é melhor conhecer os métodos tradicionais, suas vantagens e desvantagens.

 

 

Passaguá

Prático e eficiente dá bastante segurança ao pescador. Por outro lado, o contato do peixe com a rede é prejudicial, retirando boa parte de seu muco protetor e até algumas escamas, o que diminui a resistência e facilita infecções. Existem no mercado, redes sem nós que ajuda bastante neste caso.

 

 

Alicate de bico

Para retirar o anzol da boca do peixe com segurança.

 

 

 

 

 

 

Alicate de contenção

Desenvolvido especificamente para este fim, é fácil de usar e proporciona um bom domínio sobre o peixe. Como só prende pela boca não causa nenhum prejuízo às demais partes do animal. Vários modelos e marcas sendo o mais comum hoje, o tipo boga grip (alguns equipados com balança).Tomar cuidado com o seu manuseio pois pode lesionar espécies com bocas frágeis.

 

 

 

Bicheiro:

Preferencialmente para a contenção de peixes de grande porte e comumente utilizado nas pescarias em mar aberto.

 

Tempo fora da água

Quanto menor o tempo de permanência fora da água, maior será a garantia de sua sobrevivência. Não há regra básica, pois depende de vários fatores, como tempo de briga e estado de cada peixe. Pode-se se dizer que espécies de escama possuem bem menos resistência que as espécies de couro. E os que vivem em águas mais rápidas e oxigenadas, normalmente possuem menor resistência fora da água que os de outros ambientes. No entanto, o tempo que se pode manter um peixe fora da água é aquele suficiente para tirar o anzol, admirá-lo e fotografá-lo, antes da soltura.

 

Queda do peixe

Esse é um dos fatores mais prejudiciais à saúde do peixe. Cair das mãos, batendo no barco ou em pedras é bastante comprometedor, não sendo raro o peixe morrer com o baque. A queda pode provocar lesões nos órgãos internos e, também, o rompimento da córnea.

 

Guelras

Sob nenhuma condição deve-se colocar a mão nas guelras dos peixes. Por ser uma zona de grande irrigação sanguínea, é uma porta aberta para infecções.

 

Soltura

É importante não jogar o peixe na água, pois cansado e desorientado se torna uma presa fácil para outras espécies predadoras. Colocar o peixe na água, apoiando-o com as mãos por baixo do corpo (pelo ventre) para que se recupere lentamente e só saia quando estiver em condições e por conta própria é o recomendado.

Procurar soltar o peixe na mesma região de sua captura e, em águas rápidas, se possível, procurar um remanso para não obrigá-lo a nadar na correnteza quando ainda estiver cansado.

 

Posição

 

 

Fora da água, procure manter o peixe sempre na posição horizontal, pois há espécies que podem ter seus órgãos internos comprimidos quando segurados pela boca ou pela cauda.

 

Oxigenação

Os peixes consomem muita energia e oxigênios durante a briga e, depois ainda são retirados da água para fotos e filmagens. Assim, quando recolocados na água, geralmente estão fracos e com pouco oxigênio. Procure não soltar antes que ele esteja totalmente recuperado. Libere-o em um remanso, segurando-o firmemente pela cauda com uma das mãos e colocando a outra mão no ventre, posicionando-o contra a corrente. Dessa forma, as chances de sobrevivência aumentam muito.

 

Lembretes

 

  1. Utilizar tralha de pesca compatível com a espécie e o tamanho de peixe que se pretende capturar
  2. Deixar toda a tralha necessária para o pesque-e-solte ao alcance, pois isso é fundamental para devolver o peixe rapidamente para a água e, reduzir o estresse de captura
  3. Pescar com anzol sem farpa, para facilitar a soltura do peixe
  4. Utilizar o alicate de contenção facilita a retirada do anzol da boca do peixe, o que reduz o tempo de sua devolução para a água, diminuindo o estresse e evitando acidentes
  5. De preferência, retire o anzol da boca do peixe mantendo-o na água
  6. Molhe as mãos quando for segurar o peixe. Mãos secas, panos, toalhas e papel retiram o muco, que é a primeira barreira contra doenças
  7. Não toques nas brânquias (guelras) dos peixes, pois esse órgão faz parte do sistema respiratório e, devido a sua fragilidade, pode ter filamentos das lamelas que compõem os arcos branquiais rompidos, favorecendo a manifestação de agentes patogênicos
  8. No caso do peixe engolir o anzol, não tente retirá-lo puxando pela linha ou enfiando o dedo na sua garganta, corte a linha perto da boca do peixe e solte-o
  9. Se retirar o peixe da água, devolva-o o mais rápido possível, não passando de um minuto entre a retirada da água e a sua devolução
  10. Não jogue o peixe de volta à água. Segure-o suavemente na posição horizontal pela nadadeira dorsal ou apoiando pelo ventre, sempre no sentido da boca voltada contra a correnteza, até que saia nadando normalmente
  11. Evite segurar o peixe somente pela cauda, procure apoiar o ventre com a mão e levante-o semre na horizontal
  12. O peixe somente deve ser solto quando completamente recuperado. Caso esteja sem reflexo ou com o equilíbrio abalado, poderá tornar-se alvo fácil de predadores ou se deixar levar por correntezas, chocando-se contra pedras, galhos ou outros obstáculos.

 

Em caso de torneios de pesca, quando os peixes são acondicionados por um curto período de tempo para pesagem e posterior soltura, não utilize produtos químicos como profilaxia, a não ser que seja prescrito por um profissional competente. E observe bem o local de guarda, mantendo-o sempre aerado.

 

Cuidado ao manusear peixes com dentição e de grande porte, pois podem causar acidentes sérios. E sempre que possível conserve o peixe na água para retirar o anzol e liberar.

 

Ótimas pescarias!!!

 

 

NIPPAK PESCA
Roberto Shirata
Texto: Mauro Yoshiaki Novalo
Revisão: Aldo Shiguti
Publicidade: shirata@nippak.com.br
Tel. (11) 3208-3977

 

 

Apoio:

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