NIPPAK PESCA: Tubarões, raias e peixes podem sumir em poucos anos

 

Por Marcelo Szpilman

 

 

Um novo estudo afirma que 40 espécies marinhas que vivem no Mediterrâneo podem desaparecer dentro de poucos anos. Na lista dos que correm risco de extinção, devido à pesca irregular, poluição e perda de habitat, estão o tubarão e a raia e mais 12 tipos de peixes ósseos como atum-azul, robalo, pescada e garoupa. O relatório é assinado pela organização suíça IUCN (International Union for Conservation of Nature), que reúne ambientalistas de mil grupos espalhados em 160 países.

“As populações do atum-azul no Mediterrâneo e no Atlântico Leste são uma preocupação em especial”, diz o coordenador Kent Carpenter, da IUCN. Segundo ele, a capacidade de reprodução do atum-azul diminuiu ao longo das últimas quatro décadas de pesca intensiva por barcos japoneses. O Japão responde por 80% do consumo de peixes das duas regiões. O atum-azul, além de ser muito apreciado no preparo de sushi, é comercializado por preços elevados. Um com 342 kg já foi negociado por US$ 396 mil no mercado de Tsukiji, o maior leilão de peixes do país.

A pesca no Mediterrâneo é regulada por tratados das Nações Unidas, a União Europeia e leis individuais assinadas com 21 nações. Em novembro de 2010, a Comissão Internacional de Conservação de Atum do Atlântico votou pela redução anual de 4% da pesca —de 13.500 toneladas métricas para 12.900. Os ambientalistas, contudo, afirmam que a medida não é suficiente e defendem a suspensão total da pesca.

O atum verdadeiro é um dos maiores e mais belos peixes que se pode ver nadando. Seu corpo robusto e fusiforme pode atingir até quatro metros e meio e pesar 680 quilos. Migratório, ele se distribui pelas costas leste e oeste do Atlântico e se reproduz no Mediterrâneo.

Somente a proibição temporária da captura do atum no Atlântico e no Mediterrâneo, bem como a proibição de sua comercialização, poderia permitir a recuperação dessa espécie.

 

 

 

Espécies marinhas desconhecidas

 

 

Quando você ouvir alguém dizer que a lua é mais conhecida do que os oceanos, acredite.

Os biólogos marinhos estimam que até dois terços das espécies que habitam os oceanos ainda sejam totalmente desconhecidas por nós. E olha que nos últimos dez anos, mais espécies marinhas foram descobertas pela ciência do que em qualquer outra década da história.

O Registro Mundial de Espécies Marinhas, que faz constantemente o censo da vida marinha, já catalogou 215 mil espécies marinhas.

Mas os pesquisadores estimam que o número total de espécies que vivem nos oceanos pode chegar a 1 milhão.

Imagine então o extraordinário potencial de substâncias biodinâmicas que poderiam ser descobertas para obter tratamentos, aumentar o bem-estar e curar doenças.

 

 

 

Ecoturismo com tubarões

 

 

Um recente estudo comprovou que o ecoturismo com tubarões traz benefícios e deve ser incentivado.

E quando se fala em ecoturismo com tubarões, está-se falando em mergulhar com esses seres incríveis. Sempre houve um debate sobre se as atividades de mergulho para observação de tubarões poderiam prejudicar esses animais.

Mas agora, constatou-se o que muitos já sabiam. Inclusive eu. Já mergulhei com diversas espécies, inclusive aquelas mais temidas, e posso afirmar que não há nada melhor para se conhecer, estudar e identificar tubarões do que mergulhar com eles.

E diversas empresas sérias oferecem pacotes de mergulho. Como sugestão, acesse o site da azulprofundo.tur.br

 

 

 

Cientistas descobrem bactérias que digerem plástico no mar

 

Descoberta pode explicar por que a quantidade de detritos nos oceanos foi estabilizada nos últimos anos mesmo com o aumento da poluição. Já se conheciam bactérias que digeriam plástico em aterros e lixões. Agora, os cientistas observaram pela primeira vez bactérias marinhas realizando o mesmo trabalho no oceano. Com um microscópio eletrônico, o biólogo Tracy Mincer, do Instituto Oceanográfico Woods Hole, em Massachusetts, descobriu bactérias vivendo em buracos feitos no plástico.

O estudo, apresentado na 5ª Conferência Internacional sobre Lixo Marinho, no Havaí, Estados Unidos, analisou bactérias encontradas em sacos plásticos e pedaços de linhas de pesca no Mar dos Sargaços, na região do Atlântico Norte, onde correntes marinhas favorecem o acúmulo de detritos. Na região, estimam-se mais de 1.100 toneladas de plástico flutuando no mar.

As bactérias podem ser a chave para um recente mistério: mesmo com o aumento da poluição, a quantidade de detritos plásticos nos oceanos vem se mantendo estável. “Mas ainda é cedo para dizer que isso é uma coisa boa. Precisamos estudar mais”, afirmou Mincer à revistaNature.

O problema são as toxinas presentes nos plásticos. Ainda não se sabe se as bactérias que digerem o plástico estão limpando os oceanos ou apenas colocando as toxinas dentro da cadeia alimentar marinha. O próximo passo da pesquisa é descobrir os subprodutos da digestão das bactérias e estudar mais amostras de plástico dos oceanos.

O estudo também chama atenção para o fato de que as bactérias que estão comendo o plástico são vibriões, mesmo grupo que causa a cólera. Ainda não se sabe se estas bactérias podem causar doenças.

*Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com Pós-graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros Guia Aqualung de Peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres Marinhos Perigosos (1998), Peixes Marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004). Atualmente, é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, diretor do Projeto Tubarões no Brasil, membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro (área de Meio Ambiente e Sustentabilidade), membro e diretor do Sub Comitê do Sistema Lagunar da Lagoa Rodrigo de Freitas e colunista da Rádio SulAmérica Paradiso FM 95,7 com o boletim ECO PARADISO, em duas edições diárias sobre meio ambiente e sustentabilidade.

 

 

NIPPAK PESCA
Texto:  Mauro Yoshiaki Novalo
Revisão: Aldo Shiguti
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Tel.   (11) 3208-4863

 

 

 

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