OPINIÃO: Seminário Intercâmbio Brasil – Japão em Perspectiva, ‘um grande feito do professor Shozo Motoyama’

Não é hábito da comunidade nipo-brasileira expressar elogios a uma personalidade. Mas, com a realização do Seminário Intercâmbio Brasil- Japão em Perspectiva, realizado no dia 22 de fevereiro pelo Centro de Estudos Nipo-Brasileiros – em parceria com a Fiesp e Consulado Geral do Japão em São Paulo – o professor Shozo Motoyama, presidente do Jinmonken, demonstrou o seu mérito e o respeito dos seus pares do mundo acadêmico, político e empresarial, com a presença  neste seminário de ex-ministros, ex reitores, cônsul geral do Japão em São Paulo, conselheiro do TCM, empresários, acadêmicos , pesquisadores. Sem a presença dessas personalidades, com certeza, a Fiesp não teria co-patrocinado esse evento.

 

Seminário Brasil-Japão reuniu especialistas de peso na Fiesp (Ayrton Vignola-Fiesp)

Seminário Brasil-Japão reuniu especialistas de peso na Fiesp (Foto: Ayrton Vignola-Fiesp)

 

Foi importante a presença de dois nikkeis, pouco conhecidos da comunidade nikkei de São Paulo: o cientista Akira Honma, presidente da Bio-Manguinhos, e o ex-reitor da Universidade Federal de Viçosa, Carlos Sediyama, que trouxeram informações preciosas e perspectiva de aprimorar o intercâmbio Brasil-Japão.

A abertura, pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) Thomaz Zanoto; pelo cônsul Takahiro Nakamae e pelo professor Shozo Motoyama, pelo CENB; a conferência magna do professor José Godemberg – como as duas mesas redondas subsequentes – decorreram em altíssimo nível.

A terceira mesa redonda, no entanto, destoou do conjunto, pois se todos ao anterior esestavam olhando para o Brasil e Japão, esta se resumiu em enxergar apenas o seu umbigo, apenas a “colônia japonesa”; não analisou o passado, nem a expectativa com o Japão. Pois tenho certeza que os debatedores poderiam ter atendido ao título do evento pelos profundos conhecimento que possuem em relação ao Japão e Brasil. Pode ser que tenha sido tratado dessa forma, para não cansar mais os espectadores, já que tinham se passado mais de 8 horas desde o início do evento. É certo também que o público mais riu, nesta última apresentação.

A surpresa foi a presença do prof. Adolpho José Melfi, ex-reitor da USP, e uma equipe de professores de diversas universidades que assistiram ao evento e que apresentarão uma análise crítica em anais que serão publicado.

No mais, uma decisão acertada do professor Shozo Motoyama, que está de parabéns pelo grande mérito e sucesso desta realização.

(Luis Hanada, especial para o Jornal Nippak)

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One Comment

  1. Elza Yoshie Shigeno says:

    Gostaria de contatar o Sr. Shozo Motoyama, para oferecer alguns livros antigos 1940, 1950 que meu pai e avós trouxeram do Japão na época da imigração . Soube do último livro ” Do Conflito à Integração – uma História da Imigração Japonesa no Brasil” e acredito que possa ser de interesse pois meu pai fez parte dessa história, vindo a falecer com 94 anos em 2015.

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