PAULISTÃO: Veteranos e estreantes falam sobre a alegria de cantar no Paulistão

 

Não fosse pelo inesperado da natureza, período já confirmado como o mais quente da história no Estado, o 20º Concurso de Karaokê do Estado de São Paulo, mais conhecido como Paulistão, realizado nos dias 7, 8 e 9, na Associação Cultural e Desportiva Nipo-Brasileira de Jacareí, poderia ser considerado, incontestavelmente, como coroado de pleno sucesso, pelo excepcional trabalho da Comissão Organizadora, que ainda foi contemplada pela excelente qualidade da média dos cantores. “Antigamente, assistíamos a muitos cantores de péssima qualidade, hoje, contamos nos dedos os que destoam demais dos demais”, afirmou um veterano cantor que participou de todas as edições do Paulistão desde 1995.

 

Grand Prix – final (foto: Silvio Sano)

 

Cantores da categoria POP (foto: Silvio Sano)

 

Apresentadores (foto: Silvio Sano)

 

 

Logo na sexta-feira, primeiro dia do concurso, com a reunião pré-início em que participam representantes regionais, jurados e apresentadores, começando no horário, a Comissão Organizadora, “presidida por um japonês (Akira Ikawa)”, conforme afirmou Toshio Yamao, presidente da UPK, mostrou a que veio. E o Concurso começou exatamente no horário marcado e transcorreu sem transtornos ao longo do dia.

 

Reunião pré-inicio (foto: Silvio Sano)

 

Reunião pré-inicio (foto: Silvio Sano)

 

O inesperado citado tem a ver exatamente com a altíssima temperatura que afeta as condições dos alimentos e da própria saúde dependendo da pessoa devido à desidratação. Por isso, do primeiro ao terceiro dia, o evento foi marcado por mais de cem pessoas afetadas por desintoxicação alimentar ou por alteração de pressão.

 

Reunião pré-inicio (foto: Silvio Sano)

 

Reunião pré-inicio (foto: Silvio Sano)

 

Afora isso, mas que não abalou a qualidade do trabalho dos organizadores foi o atraso de uma hora no início do concurso, no segundo dia, devido à demora da chegada do gerador por falha de comunicação e que acabou atrasando também a cerimônia de abertura. Assim, o segundo dia foi marcado apenas por esse fato, mas sem abalar o ânimo da platéia, sempre muito animada. Aliás, outro fato curioso foi perceber a permanência de muitos participantes que não se colocaram bem em suas categorias.

 

Jurados (foto: Silvio Sano)

 

 

Sayuri Kohatsu, campeã Adulto A (foto: Silvio Sano)

 

 

E veio o terceiro dia, da apresentação das crianças no período da manhã e, à tarde começando pelas finais das, sempre, fortíssimas categorias Adulto B e A e a recém criada Super Star, de onde costumam sair o campeão do Grand Prix, conforme ocorreu para finalizar com as premiações gerais. Na apresentação das crianças quem fazem a festa são os pais e como a premiação delas foi logo em seguida, fechamento de gala para elas, mas não para alguns pais.

 

Emilia Miyamura – cantora nº 1 (foto: Silvio Sano)

 

E de gala também foi o fechamento do dia, dentro do horário, com todo o período da tarde desfilando apenas cantores de ótima qualidade e coroando com a apresentação dos 17 cantores selecionados para o Grand Prix, dando Alexandre Hayafuji, pela quinta vez.

 

Akira Iamaguti, melhor pontuação (foto: Silvio Sano)

 

Akira Iamaguti – campeão Infantil D (foto: Silvio Sano)

 

Um verdadeiro campeão – Hayafuji,que já havia conquistado esse prêmio em 2003, 2004, 2006 e 2008, tem também a conquista de um do Brasileirão pelo júri tecnico e 4 pelos populares, assim como já ganhou também um Zenkara (2007) e um NAK do Brasil (2001), além de um internacional, Prêmio Soori Daiji (Primeiro Ministro) no Nippon Taishu (2004),em Tóquio. Um verdadeiro campeão.

 

Momento da entrega do prêmio Grand Prix a Alexandre Hayafuji (foto: Silvio Sano)

 

Mas apesar de toda essa experiência, para ele, o deste teve um sabor especial porque sabia que teria, antes, de passar pelos cinco fortíssimos adversários da categoria “Super Star”. “Me fez esforçar cinco vezes mais que os outros, que somado ao susto que levei, semanas atrás, ao perder para o Atsushi Abe, que voltou em grande estilo, serviu para rever melhor meu lado cantor, em conflito com o, agora, lado professor. E como sabia que os demais cantores eram tao bons quanto o Atsushi, todos, detentores de Grand Prix, resolvi dar meu máximo em todas as fases”, explicou o campeão, bastante emocionado.

 

Satiko Terahashi – Veterano E (foto: Silvio Sano)

 

“E queria aproveitar para agradecer à minha esposa e filhos pelo o carinho e apoio, a meus professores Kikuchi Etsuko e Roberto Maeda, aos meus alunos que mais do que isso, são verdadeiros parceiros de treino, com os quais onde aprendo muito com eles também, aos jurados que semanalmente trabalham sem cansar e nos ajudam com suas criticas e elogios para que possamos nos preparar para esse tipo de grandes eventos”, concluiu, feliz.

 

Kawane Nagamatsu – campeã Tibikko C (foto: Silvio Sano)

 

Yasmin Yamashita – campeã Tibikko B (foto: Silvio Sano)

 

Outro grande campeão que falou à reportagem foi, Atsushi Abe, de volta ao evento como cantor porque nunca se ausentou de nenhum Paulistão, pois cantou de 1995 a 2005 e iniciou sua prestação de serviço de sonorização de 2006 a 2013, razão que o levou a parar de cantar. Mas, retornando como cantor, ele pode comemorar 20 anos de convívio. Como era muito conhecido como cantor, a expectativa do público também era grande por seu retorno, por isso foi muito ovacionado logo na subida ao palco, e mais ainda ao sair após com sua performance confirmar o que dele já se esperava.

 

Naruto Kuroki – campeão Juvenil – maior pontuação (foto: Silvio Sano)

 

O currículo é intenso e de qualidade tanto no canto como sonorizador, “tive o prazer de participar das 11 primeiras edições do Paulistão, ganhar 1 Grand Prix (1995), 11 troféus e o prazer de acompanhar as demais últimas 8 edições com meus serviços profissionais”, falou Abe. E não media palavras ao retorno, “após tanto tempo ausente, estar novamente junto a grandes nomes dessa nova categoria denominada Super Star, só tenho a agradecer pela calorosa acolhida dos amigos cantores e pelo carinho e incentivo dessa grande platéia durante minha apresentação. Platéia esta, dividida entre os que não sabiam que eu cantava e os que já me conheciam, criando certa expectativa. Espero não tê-los decepcionado”, afirmou, aliviado.

 

(foto: Silvio Sano)

 

Enzo Yamashita, campeão infantil E (foto: Silvio Sano)

 

Estreante – Mitie Tamada, grande companheira de Abe, da mesma forma participou de todos os Paulistões até 2005 e pelas mesmas razões também o interrompeu já que é também a grande companheira no serviço de sonorização, ficando, portanto, mesmo período ausente. E o retorno foi em grande estilo já que, além de também tão ovacionada quanto Abe, em sua apresentação faturou o prêmio máximo de sua categoria POP e até deixando os demais pretendentes ao Grand Prix um pouco preocupados. “Para mim foi tudo ótimo. Fiquei muito emocionada, feliz com a acolhida e incentivo dos amigos, e também pelas novas amizades que fizemos! Hontoni ureshii deshitaaaa!”, ainda emocionada pela conquista.

 

Mitie Tamada – campeã POP (foto: Silvio Sano)

 

“E foi engraçado porque, por estar quase 10 anos longe como cantora, tinha muita gente que nem imaginava que eu cantava. Assim espero também não tê-los decepcionados com minha apresentação”, completou também humildemente.

 

Tonny Yokuda – campeão coreografia POP (foto: Silvio Sano)

 

Ao contrário dos excepcionais e veteranos cantores acima, Paulino Takahara, participou pela primeira vez de um Paulistão. “A oportunidade de participar de um, pela primeira vez, foi de uma experiência única para mim. Só por conhecer e presenciar uma realidade diferente da que estou acostumado nos taikais da regional, pela grandeza do palco, qualidade do som e a quantidade de jurados me surpreendeu. Senti-me pequeno diante de tantos cantores renomados que estavam em minha categoria veterano B. Ouvindo esses melhores cantores, só tenho a dizer que tenho ainda muito a aprender. A experiência foi ótima, quem sabe, este ano, já participo do Yosen (Eliminatórias) para o de2015”, completou entusiasmado.

 

O estreante Paulino Takahara da categoria Veterano B (foto: Silvio Sano)

 

(Silvio Sano, especial para o Jornal Nippak)

 

 

 

 

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