PESCA: Anzóis – Parte II

Dimensionar o anzol a utilizar pode significar o sucesso da pescaria ou uma dificuldade a mais na hora de brigar com o peixe e sair na foto. Seguem a seguir, mais alguns tipos e modelos destes artefatos.

(Mauro Novalo)

 

– Haste curta

  . haste curta reforçado

Curto e robusto é o ideal para o uso de iscas como pitangas, acerolas ou massas no formato de    bolinhas. Recomendado para pesca de espécies com força na mordedura como pacus, tambaquis e etc ou com dentição similar. Conveniente utilizar de empates de aço e destinados para pescarias que com iscas naturais.

 

. shinu

Além de robusto tem gancho mais aberto o que faz sua cravada ser encaixada evitando os dentes. É um dos modelos mais comuns para pescarias dos chamados “redondos”.

 

– Maruseigo

De vários tamanhos, usados onde seja necessário uma reposta rápida e eficiente para fisgadas. Adotados para pescarias no mar, rios, represas e pesque-pagues, na captura de espécies como  pacús, bagres, tilápias, trutas, matrinxãs, betaras, robalos e badejos.

Introduzidos pelo mercado asiático, combina resistência com um gancho dimensionado para uma fisgada rápida e eficiente além de serem extremamente afiados, com ponta voltada ligeiramente para esquerda.

 

–          Akita Kitsune

Combinam tamanho menor, resistência e são afiadíssimos. Indicados para pescarias de praia direcionado para espumas das ondas ou de costões, onde se vai atrás dos peixes como pequenos pampos, marimbás, porquinhos, betaras e etc. Utilizada normalmente com pedaços de camarão e pequenos moluscos, suas fisgas permitem a fisgada no simples contato com a boca do peixe. Muito requisitado pelos competidores em torneios de pesca.

 

– Circular/Circle Hook:

Inicialmente desenvolvidos para pesca comercial, o modelo foi adotado pelos praticantes do pesque solte, pela sua característica principal, onde depois do peixe engolir a isca, com a  linha esticada, o formato do anzol faz com que este se desloque, acomodando-se e cravando  na maioria das vezes no “canivete” – canto  da boca. Com isso, o procedimento de retirada do anzol é facilitado, pois com o convencional a chance do anzol se fixar nos orgãos internos do peixe seriam grandes.

Atualmente também sendo utilizadas em algumas iscas no atado de fly.

Para fisgar, travar o equipamento e firmar a vara de forma que a tensão da linha aumente aos poucos, sem necessidade do tranco, tanto para fisgar como para confirmar.

Uso recomendado nas pescarias de espera, que utilizem iscas naturais, principalmente as direcionadas para peixes de couro (pintados, jaús) de água doce e diversas espécies de água salgada (chernes, pargos, sargos etc).

 

 

– Octopus

Seu formato é o ideal para pesca com iscas tipo massa e naturais como:  milho verde,  folhas de capim. Para pescarias de piaus, piauçus, piaparsa e tilápisa

Tamanhos maiores ideais para uso com iscas vivas  na pesca do dourado e outros saltadores

 

 

Kirby

Direcionado para pescarias com iscas vivas

 

Para isca plástica (minhoca artificial)

Com uma parte da haste dobrada, corpo resistente e flexível para facilitar a fixação de iscas como minhocas e iscas de silicone (imitando rãs e pequenos insetos). Desenvolvidos para pesca de black basses  tem os números de 1/0  a 5/0 como os mais utilizados.

O ideal é não passar totalmente a ponta, escondendo-a na isca, que funcionará como protetor, evitando o seu enrosco em pedras, para a isca ser trabalhada rente ao fundo e deslizando nas galhadas. Na batida do peixe, a fisgada faz o anzol varar a isca e cravar na boca do espécime.

 

Para pesca oceânica (pesca pesada)

São forjados e não dobrados, possuem elevada resistência, com argolas do tipo agulha, soldadas ao corpo.

Normalmente não tem cobertura de proteção e se construídos em aço carbono, este é polido ou escovado – para acelerar o processo de oxidação.

Logo após o peixe ter sido dado como capturado, corta-se a linha com distância suficiente para que esta não se aloje dentro do exemplar – que poderia causar ferimentos. Poucos dias depois, o anzol se decompõe.

 

– Round

Com gancho mais aberto que permite fisgadas profundas.

 

– Para isca viva – Wide gap

 

Sua constituição fina, leve, flexível e resistente, mantém a isca viva por mais tempo e com maior mobilidade. Ideais para iscar vivos: camarões, siris, pequenos peixes

Eficientes na pesca de robalos e pescadas. Encontrados facilmente nas lojas, muda-se a numeração de acordo com o tamanho do peixe a ser encontrado no local e o seu desenho proporciona precisão nas fisgadas, sem estourar as frágeis bocas destas espécies.

Atentar para atravessar a isca em área que não comprometam seus orgãos vitais. Ex: no camarão, fixar na cauda ou na parte superior da cabeça – perto do chifre

 

. De pata (sem olho)

Utilizado na pesca de praia e para a captura de peixes pequenos de água doce. São denominados chapinha ou pata e são identificados pela ausência da argola. Afiadíssimos, se corretamente atados ficam em pé, melhorando a apresentação da isca, aumentando a eficiência da fisgada. O nó desenvolvido para uso nestes foi adaptado para anzóis com olho, justamente para ficarem nesta posição. Recomendado seu uso para peixes como lambaris, acarás, tilápias, piaparas e outros manhosos. Maiores são utilizados na captura de peixes de grande porte em pescarias de água salgada (pampos, betaras, pargos, sargos, garoupas) e os pequenos pelos competidores de torneios de pesca, onde peças capturadas se traduzem em pontos.

– Sem farpa
Adeptos do pesque solte, utilizam destes pela facilidade da retirada na hora de devolver o peixe para água. E em caso de acidente com o pescador, é rápido sua retirada diminuindo o trauma e a dor.

Durante a pescaria, atenção para não afrouxar a linha, o que permitiria ao peixe ao saltar a chance de liberar o anzol.

Ecologicamente corretos, são fabricados com material que abreviam sua vida útil (caso aconteça do peixe escapar com o anzol, este irá se deteriorar rapidamente sem prejuízos maiores, dependendo claro de onde estiver cravado)

 

– Assist Hook

Conjunto de anzóis previamente montados de forma a melhorar e aumentar a eficiência da fisgada, usadas nas iscas artificiais e ideais para jumping jigs – por permitir trabalho junto ao fundo rochoso – pois sua colocação na isca artificial difículta enroscar nas pedras no trabalho de fundo.

 

TAMANHOS E CONSIDERAÇÕES

 

É determinado pelo desenho e abertura do anzol, mas varia conforme modelo ou fabricante, esta variação aumenta quando se compara modelos americanos, europeus e asiáticos.

Não existindo padrão, os asiáticos aumentam sua numeração conforme os anzóis são maiores, e os americanos e europeus adotaram que o tamanho do anzol é inversamente proporcional a numeração do mesmo, até o número 1. A partir deste, a razão é proporcional e a numeração é acrescida do /0. Assim o anzol 20 é menor que o 10 que é menor que e o 1/0 que é menor que o 4/0.

Para saber a numeração adequada para a pescaria, bom ter em mente as espécies desejadas e conhecer detalhes sobre as mesmas, como por exemplo: posição da boca, tamanho e hábitos alimentares. Um anzol grande dificulta determinado peixe de acomodá-lo na boca e, dependendo da espécie, será complicado sua captura.

-Anzóis pequenos podem causar muitos estragos no peixe, caso sejam engolidos.
-A espessura está diretamente relacionada à resistência do anzol. Anzóis finos são ótimos para pesca de peixes com a boca frágil ou lábios grossos de peixes como Carpas. Penetram mais e proporcionam melhor fisgada, ferindo menos.

-Peixes de grande porte necessitam de anzóis reforçados e em tamanhos maiores, recomendável também o uso de empates dimensionados para as brigas que irão proporcionar

-Fisga afiada é sinônimo de eficiência na captura, pela facilidade em penetrar na boca do peixe

– A cor é considerado como um fator que pode interferir na quantidade dos ataques. Algumas espécies podem ser capturadas utilizando o anzol como atrativo.

-Anzóis só devem ser expostos quando forem utilizados. Depois do uso devem ser guardados em separado, para não iniciar o processo de oxidação nos demais.

Usados em água salgada tendem a deteriorar rapidamente. Limpeza com água e sabão neutro mais talco para estes, podem ajudar na prolongação da vida útil dos mesmos.


Curiosidades

Para evitar que algum anzol seja aberto nas pedras, vegetação submersa ou mesmo na boca do peixe, na curvatura – gancho – é utilizado de arame mais grosso ou utilizando de mesmo diâmetro, este é achatado na curvatura (anzóis forjados). Finalizado com tratamento químico para enrijecê-los.

Grande número dos anzóis tem cobertura em níquel e são direcionadas para uso em água doce. Podem ser utilizados no mar mas o processo de corrosão é rápido. Cores diferentes tem a função de camuflagem, variando com as condições climáticas e dos locais, e estas cores nem sempre representam elementos da sua composição.

Muitos dos construídos especialmente para pesca em água salgada – utilização profissional – tem cobertura de estanho (cádmio) ou são moldados com aço inoxidável, permitindo resistência maior aos efeitos da maresia.

Apoio:

MTK Fishing Adventure Outdoor    www.mtkbrasil.com.br

Bem Bolado   www.bemboladome.com.br 

Produtos Petersen    www.pescabrasil.net/petersen.html

TenkaraBR      www.rodsbyjorge.com.br

Moro e Deconto    www.iscasartificiais.com.br

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