POLÍTICA: Deputados nikkeis lamentam morte do candidato à Presidência da República, Eduardo Campos

 

O candidato à Presidência da República pela coligação Unidos para o Brasil, Eduardo Campos, 49 anos, faleceu ontem (13) depois que o avião em que viajava caiu em Santos (SP). De acordo com o Comando da Aeronáutica, o Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá (SP). O avião estava com o certificado de aeronavegabilidade e a inspeção anual de manutenção em dia. Quando se preparava para pouso, a aeronave arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o avião.

 

Acompanhado de Marina Silva, Eduardo Campos visitou o 17º Festival do Japão (foto: Issao Hoshino)

Acompanhado de Marina Silva, Eduardo Campos visitou o 17º Festival do Japão (foto: Issao Hoshino)

 

Além de Campos, morreram os assessores Pedro Valadares, assessor direto;  Carlos Augusto Percol, assessor de imprensa; Marcelo Lira, cinegrafista; e Alexandre Severo, fotógrafo oficial, além dos pilotos da aeronave, Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

Os deputados nikkeis ouvidos pelo Jornal Nippak lamentaram a tragédia. Bastante abalada, Keiko Ota (PSB-SP) disse que “ele estava com planos mudar o Brasil e eu estava orgulhosa em poder ajudar nesta construção”. “Ele realmente queria melhorar o país”, lamentou a deputada, lembrando que esteve reunida com assessores de Campo na noite desta terça-feira para discutir detalhes da campanha.

“Ele representava a esperança. Costumava dizer que ‘o que é bom vai continuar, o que é ruim temos que mudar’. Ou seja, ele não criticava ninguém, queria apenas mudança”, enfatizou a deputada.

Apesar do pouco tempo de convivência, Keiko Ota disse que teve oportunidade de “criar laços fortes” com o ex-governador de Pernambuco. “Conheci a esposa, que é uma pessoa muito simples, assim como seus familiares”, explicou a deputada, afirmando que o PSB precisará “fazer de tudo para ter mais força e superar essa tragédia”.

Para Junji Abe (PSD-SP), “é difícil avaliar com palavras a perda de um homem público de tamanha envergadura”. “Era um jovem talentoso e bem avaliado nacionalmente. Foi uma perda lamentável às vésperas da eleição”, explicou Junji Abe, afirmando que Eduardo Campos era um político “extremamente sensível”.

Segundo ele, uma das marcas do ex-governador de Pernambuco era sua “competência” e sua dedicação “às demandas da sociedade”. “Ele será lembrando como uma pessoa muito sensível às causas dos menos favorecidos”, disse Junji Abe.

Para Walter Ihoshi (PSD-SP), a morte de Eduardo Campos representa “uma perda para a política nacional”. “Lamento profundamente a morte de Eduardo Campos. Com a tragédia,o Brasil perde um jovem líder e político promissor para o futuro de nosso país”, disse Ihoshi, lembrando que foi colega da mãe de Eduardo Campos, Ana Arraes, então deputada federal e atualmente ministra do Tribunal de Contas da União.

“Externo meus sentimentos de pesar e solidariedade à família de Campos e das outras vítimas do acidente”, disse Ihoshi.

Em julho, em um de seus primeiros atos de campanha, Eduardo Campos esteve no 17º Festival do Japão, realizado nos dias 4,5 e 6 de julho, no Imigrantes Exhibition & Convention Center (ex-Centro de Exposição Imigrantes),em São Paulo.

 

Trajetória – Pernambucano, o candidato era neto de Miguel Arraes, que governou o estado três vezes e, coincidentemente, faleceu há nove anos, também no dia 13 de agosto. Eduardo Campos era filho de Maximiliano Arraes e da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes. Duas vezes governador de Pernambuco, ele também foi deputado estadual, três vezes deputado federal, secretário estadual de Governo e de Fazenda e ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Formado em economia na Universidade Federal de Pernambuco, Campos concorria pela primeira vez ao cargo mais importante da política brasileira.

Com grande popularidade em Pernambuco e bom trânsito entre todas as correntes políticas, Campos começou a carreira política ainda na universidade, como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco.

Era casado com Renata Campos e tinha cinco filhos.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

 

 

 

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