REGISTRO/ESPECIAL: Exibição de sumô acontece no domingo com a presença de cerca de 100 lutadores

No domingo (2), por volta das 10 horas, acontece o Torneio de Exibição de Sumô no dohyo montado em Registro, no Vale do Ribeira, como parte da programação do 60º Tooro Nagashi (leia mais à página 8). Trata-se de uma tentativa da Federação Paulista de Sumô e da Confederação Brasileira para atrair novos praticantes.

 

Exibição e sumô no Tooro Nagashi é uma tradção em Registro (foto: arquivo pessoal)

Exibição e sumô no Tooro Nagashi é uma tradção em Registro (foto: arquivo pessoal)

 

O dohyo, a arena do sumô, começou ser montado na quarta-feira e exigiu  a presença de um especialista.  São poucas pessoas no Brasil que dominam a técnica. Um deles é o mestre Saburo Hozono, de Ibiúna, responsável pela montagem do dohyo no Tooro Nagashi  desde que a milenar arte marcial japonesa foi introduzida na cerimônia religiosa.

Quem também costuma aparecer por lá para dar uma mãozinha é o praticante de MMA (do inglês: mixed martial arts), João Takeshita, de 43 anos, que há nove anos mantém o mesmo ritual.

“Faço questão de ajudar  sempre que posso”, acrescen tando que “fiz uma promessa de não faltar em nenhum evento realizado em Registro por conta das amizades que fiz no sumô”.

A ligação de Takeshita com o sumô surgiu quase que por acaso. “Comecei a praticar em 2007, a convite de dirigentes da Uces (União Cultural e Esportiva Sudoeste)”, diz o lutador, afirmando que até então não conhecia o esporte. “Já lutava no Pride antes que ele fosse vendido para o UFC”,  explica ele, referindo-se ao evento internacional de artes marciais mistas que era presidido pelo japonês Nobuyuki Sakakibara e que no Brasil era conhecido como “vale tudo”.

“O sumô não é só força, o lutador precisa ter também técnica e agilidade”, conta ele, que em seu recente giro pela Europa – foi em 2013 e retornou em agosto deste ano – fez 36 lutas, com cartel de 26 vitórias, cinco empates e cinco derrotas. “Fora o clima, me adaptei muito bem”, diz Takeshita, explicando que, “por causa da febre que virou no Brasil, tem muitos lutadores estrangeiros vindo para cá se aperfeiçoar na luta de solo”. “E a contrapartida também. Os brasileiros são bastante valorizados lá fora”, conta o lutador, afirmando que durante sua experiência na Itália teve oportunidade de treinar em Hamamatsu, no Japão, país que já conhecia por conta das lutas.

 

Torneio – Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Sumô, Issao Kagohara, a competição deve reunir cerca de 100 lutadores de várias faixas etárias de Osasco, Santo Amaro, Nova Central, Capão Bonito, Itapetininga e Ibiúna. “Qualquer forma de incentivo vale a pena, até porque Registro não conta com um instrutor”, explica Kagohara, destacando que recentemente o Brasil conquistou três medalhas de bronze no Campeonato Mundial realizado em Kaohsiung, em Taiwan, com os juvenis Anne Pires e Matheus Cruz, e a leve Luciana Watanabe.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

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