SÃO PAULO: PEDRO KAKÁ ASSUME VAGA NA ASSEMBLEIA PAULISTA

Pedro Massami Kikudome (PTN), mais conhecido como Pedro Kaká, tomou posse como deputado estadual no último domingo (1º/1). Ele assume a vaga deixada pelo parlamentar Igor Soares (PTN), que tomou posse como prefeito de Itapevi. Além dele, Gilmar Gimenes (PSDB), Jose Roberto Aprillanti Junior (PSB) e Marco Antonio Vinholi (PSDB) também assumiram uma cadeira na Alesp. Ulysses Tassinari (PV), que assumiu a vaga deixada por Marcos Neves (PV) – foi empossado nesta terça-feira, 3/1.

Pedro Kaká. Foto: divulgação

Pedro Kaká, que obteve 32.971 votos na última eleição, participa pela primeira vez de um cargo eletivo. Formado em Direito, Pedro Kaká disse ao Jornal Nippak que, depois das eleições de 2014, fez uma reflexão e chegou à conclusão que “seria melhor tocar a minha particular, de homem do empreendedorismo que sou”. “Sem, porém, deixar de ser um político”, afirmou, acrescentando que a vitória de Igor Soares à Prefeitura de Itapevi “não estava no meu contexto”.

“Fiquei em dúvida, pois dois anos se passaram e muitas coisas aconteceram”, disse o parlamentar, que apontou três causas para uma reflexão “mais alongada”.

A primeira, explicou, foi por motivo de saúde. A segunda, pelo período de recessão que o país atravessa e, em terceiro lugar “porque quero fazer as coisas bem feitas”. Pesando os prós e os contras, o parlamentar revelou ao Nippak que tomou uma decisão no dia 19 de novembro e no início de dezembro anunciou publicamente que assumiria o cargo.

Para se familiarizar com a rotina da Casa, frequentou os últimos 18 dias de funcionamento da Alesp no final do ano passado, mesmo sem ainda ter tomado posse. “A ideia foi para começar bem 2017 porque nunca exerci um cargo eletivo, já que sou da iniciativa privada”, explicou Pedro Kaká, afirmando que é a favor de políticas que gerem empregos, renda e produção. Parafraseando uma expressão dita na década de 60 pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, Kaká disse que “o bolo precisa crescer, para depois reparti-lo”.

Direto, o parlamentar disse ainda que a crise está apenas começando. “Deus nos proteja de 2017”, afirmou Kaká, destacando ainda que a era do assistencialismo está com os dias contados porque “os caixas estão vazios”. Natural de Nova Esperança (PR), Pedro Kaká veio para a capital paulista na década de 70. Inicialmente, a família fixou residência em São Mateus (zona Leste). Disse que não chegou a frequentar muito os kaikans porque, entre meados e o final da década de 80, o movimento dekassegui esvaziou muitos deles, principalmente os poucos que tinham no extremo Leste da Capital.

“Gradativamente os kaikans foram perdendo sua força. Até hoje, poucos kaikans de São Paulo  tem a mesma pujança de Maringá e vivem uma situação bastante difícil”, explicou ele, que atualmente mora na região do Tatuapé. Apesar de admitir que a maioria de seus votos vem das “mais diversas etnias do modo brasileiro de ser”, Pedro Kaká revelou que recebeu muitos “apelos da comunidade” para que assumisse o cargo. “Sei da importância e da contribuição dos ensinamentos japoneses para a cultura brasileira”, afirmou.

 

ALDO SHIGUTI

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