SHIGUEYUKI YOSHIKUNI: Curiosidade do karaokê

 

Ainda não se escreveu tudo a respeito dessa atividade artística. Não se sabe quantos a praticam – só se sabe que são milhares – nem o montante do dinheiro envolvido. Quem canta seus males espanta, diz o sábio provérbio. Mas não é só isso. Ponha vaidade nisso. Nos concursos, desfiles de modas é praxe. Cada cantora querendo mostrar ser a mais fascinante, aquela de deixar as outras mortas de inveja. Aposto que nenhuma aceita calçar a sandália da humildade, nesse meio. Ganhar um troféu é a coroação de muitos anos de atividade, muitos exercícios, muitas aulas com professores especializados.

Não sou aficionado. Canto  somente nas festinhas. Para não fazer feio, tomo algumas aulas com a professora Mary Hassunuma, de Bauru. Outro dia, querendo iniciar uma música nova, disse-lhe que não iria conseguir cantá-la.  O karaokê – o acompanhamento musical – além de ser diferente da parte cantada, só tinha acompanhamento, sem a linha melódica. Para quem não tem o ouvido apurado, como eu , é difícil saber onde se deve começar a cantar. Disse-me não ser tão difícil, assim. E enfatizou que aquela com a linha melódica só parece ser mais fácil. É onde muitos caem. Por que é fácil para o jurado saber ser o cantor atravessa ou não. Por isso, essas músicas são chamadas de DEDO DURO( delator, acusador).  Era a primeira vez que ouvia essa palavra ligada à música. Mas cabe como uma luva. Desde 1970 há dedurar, segundo Houaiss.

Assim ,estou tentando cantar só com acompanhamento. Vamos ver o que vai dar.

A gente se encontra por aí.

 

 

(Shigueyuki Yoshikuni é jornalista e reside em Lins, também colunista do jornal Correio de Lins, colaborador do Jornal da Colônia de Araçatuba e do Jornal das Nações de Àguas de Prata, e diretor de comunicação do Bunkyo de Lins)

 

 

 

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One Comment

  1. Será que poderia me ajudar? estou à procura de um karaokê sem linha melódica, como foi citado.Poderia me informar onde posso conseguir. Muito Grata!!!

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