SILVIO SANO: AH!. OS ROLEZINHOS… E NÓS!

 

Pois é caro leitor, demorei, mas não me esqueci, não, até porque os rolezinhos, assim como a farra geral neste país continuará firme e forte, ainda mais enquanto for possível “tirar uma casquinha” em proveito próprio. Né, não?! País da lei de Gerson, do “tirar vantagem em tudo, certo?” é muito fácil de ser levado quando alguns movimentos sociais são usados de forma política, não em prol da Nação, mas… da “vantagem” própria.

Assim sendo, como levantar a bandeira da cidadania neste país? Como fazer com que o povo “Bolsa-Família sem contrapartida” entenda que futuro melhor viria isso, sim, do investimento na Educação? Quem acessa a internet sabe que muitas dessas pessoas, conseguindo, depois, um emprego, ou larga-o em seguida para não perder aquele benefício ou, simplesmente não informa que não mais a necessita. Sem contar que pessoas empregadas, Brasil à fora, também a solicitaram e a recebem descaradamente. Mas isso é… não!, faz parte da nossa história.

E que tem o rolezinho com isso? Tudo! Inclusive na forma de discussão política, ideológica, etc., que tenho ouvido. Proveito, neste país, tira-se de todas as formas. Até intelectualmente. Por isso, subintelectuais, até da própria imprensa, fazem jorrar seus “conceitos” a respeito. Não vou fazer o mesmo porque não sou de “invadir praia alheia”, apesar de dar meus pitacos em tudo… rsrs, mas não tecnicamente, por não ser especialista, por não ser minha praia. Baseio apenas em meu senso que ainda considero… equilibrado.

Sobre o assunto, o que tenho a dizer é que não nasceu no Brasil e nem é recente… mesmo no Brasil. Uns cinco anos atrás, fui surpreendido por um. Estava com minha esposa em uma loja do Plaza Sul quando apareceram… correndo pelos corredores! Primeira reação nossa: incêndio! O vendedor nos tranquilizou: “Já fizeram isso antes. Logo irão embora”. E foram… pacificamente.

Mas quando, recentemente, comentei o fato a um amigo revoltado, inclusive com isso e afirmei que o rolezinho atual era mais uma vítima de manipulação, ele ficou bravo comigo alegando que estava defendendo essa manifestação. Não é verdade! O que queria dizer é que a entendia como uma simples manifestação de jovens, na origem. Mas foi o suficiente para mim, para perceber a força de massificação da mídia quando direcionada com veemência. Meu amigo ficou bravo mesmo.

Que bom seria se essa força fosse verdadeiramente usada, em todas as áreas e pensamentos, em prol da Nação. Né, não?!

 

 

Conjecturar é fácil

Ainda mais sobre pressão

Hora da reação!

 

 

 

Silvio Sano

é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

 

 

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