SILVIO SANO: Eleição, um caso sério…

Cheguei a dar como título, “Eleição, um caso sério… nikkei”, mas em virtude de, apesar de sermos nikkeis, antes de tudo, estarmos no Brasil onde nascemos e tiramos nosso título eleitoral, irei-o para estendê-lo também à maioria dos eleitores brasileiros. Aliás, coisa rara começar uma Nipônica pelo título visto que, normalmente, costumo defini-lo só ao final ou, às vezes, até pouco antes de terminar a maioria delas. De qualquer forma, raramente antes! Mas tudo bem. Vamos ver no que vai dar essa iniciativa.

Pois é, não é de hoje que nosso eleitor (maioria, bem entendido) não leva a sério as eleições… se bem que nem a própria vida… rsrs. Mas retomando o tema, por isso já tivemos até um rinoceronte (Cacáreco), muito popular na época, eleito pelo voto; um cacique indígena (Juruna); um “o meu nome é Enéas!” (cuja discípula ainda usa a expressão, veja só!); um “palhaço” que afirmava, com razão, não entender nada de política (Tiririca); e assim por diante. E pior que, todos, por legislação recente, tendo votação expressiva, já que de partidos pequenos (nem tanto nanicos), acabaram por elegerem juntos candidatos quase sem votos… e sem nenhum preparo. Daí, depois, essa mesma população que os elegeram vem reclamar da qualidade dos nossos políticos e da situação do país! Pode?

Sou favorável a que muita coisa deva ser levada na brincadeira, mas o contrário, quando a expressão muda para “não levar a sério”, há que se refletir antes de agir. Né, não?!

Pois é… senão, como é o caso das eleições, o tiro acaba saindo pela culatra, como tem ocorrido ao longo dos anos e parecendo que nunca aprendemos. Não foi à toa que surgiu a expressão “brasileiro não tem jeito mesmo!” E deve ser por isso, também, que muitos países aprenderam que a solução está na Educação, conforme exemplo recente da Coréia do Sul.

A essa questão da Educação, quando se fala de Brasil, até por essa postura citada, não há muito o que esperar a curto prazo, mas assim como não generalizei acima ao afirmar maioria, também nessa questão temos muitos cidadãos com boa formação portando-se de forma igual. Daí porque trouxe o tema aqui, a pessoas que sabem ler e refletir e que, quem sabe formando uma enorme corrente possamos levar uma mensagem de que, ao menos, as Eleições devam ser levadas a sério, visto que não se trata apenas do destino de uma Nação, mas de si próprios. Né, não?!

A preocupação em se aproveitar ao máximo o sol na praia, nesse dia, é louvável, mas como o ato de clicar na urna eletrônica se trata de uma ação rápida… e que deverá ser feita, queira ou não, ao menos que, no dia, os nomes dos candidatos já cheguem “seriamente” definidos, depois de muito bem investigado.

 

Vote seriamente!

Seja um eleitor bom!

Seja cidadão!

 

 

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Silvio Sano

é arquiteto, jornalista e escritor. E-mail: silvio.sano@yahoo.com

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