SILVIO SANO > NIPÔNICA: 2015, ano de carneiro… outra vez?!

Três reportagens em edições seguidas, deste JN, chamaram-me a atenção para escrever esta Nipônica: a da entrevista de Kihatiro Kita, presidente do Bunkyo; a da recondução do deputado Ihoshi à Câmara; e a de William Woo por também assumir uma cadeira na Câmara. Na verdade, pelas duas primeiras já tinha sentido a “coceirinha” para escrever, mas como ocorrera a tragédia da Charlie Hebdo somada à minha implicância com a alienação e passividade nikkei em assuntos polêmicos, decidi optar por ela. Só que fui impedido! Não por Alá, mas por um apagão de mais de 36 horas em meu bairro pela queima em um transformador na avenida. Pode? Neste nosso país…

Daí, restou-me apenas ler a última edição do JN, no qual fui contemplado com a terceira das razões citadas acima. Assim, apesar de ainda quente na mídia mundial, desisti da CH para ficar com a relativa à comunidade, até porque as três remeteram-me à Nipônica na qual culpei o Bunkyo e as associações comunitárias (Jornal Nippak, 9 a 15/10/2014 ou http://www.portalnikkei.com.br/silvio-sano-niponica-outro-vexame-cade-o-bunkyo-e-as-associacoes-comunitarias/) por MAIS OUTRO! vexame nas eleições.

Antes, porém, preciso esclarecer aos que não a leram… e aos que insistem em não perceber o óbvio, que sempre afirmei não achar prioritário o eleitor nikkei votar em candidatos idem, mas que as associações, principalmente o Bunkyo, por seu papel (só no papel?) perante a comunidade, que sempre “pegam no pé” deles para obterem recursos aos seus eventos, deveriam, sim, e de forma ostensiva, trabalharem para que o maior número deles fossem eleitos. Foi o que escrevi, e ainda acrescentei que até perdem a chance de explorarem essa relação no aspecto não só da dependência mútua, mas principalmente da cobrança de posturas dos mesmos nas Casas Egrégias porque o que fazem lá acaba repercutindo na comunidade.

Pois é, na primeira, da do presidente do Bunkyo, o que ficou evidente foi uma atenção praticamente exclusiva ao patrimônio da sede (e subs), até bem resolvido… pelas palavras dele, mas afirmação final sobre o futuro da comunidade foi a que marcou a ponto de dar título à página da entrevista: “Da forma como está, a tendência é o desaparecimento da comunidade nipo-brasileira”. De que forma, presidente? E por que está assim? Não teria sido também pelas mesmas razões que têm levado os políticos nikkeis a terem de esperar até a contagem dos últimos votos para saberem se foram eleitos ou não?

O deputado Walter Ihoshi afirmou estar aliviado. Isso combina com os mais de 390 mil votos jogados fora na diluição aos demais candidatos nikkeis não eleitos? Ihoshi, Woo, Abe (não eleito) não mereciam passar por isso depois de tudo que fizeram e têm feito à comunidade, gostem uns não gostem outros, porque, afinal, são poucos à demanda gigantesca dessa comunidade que, nas horas do “bem bom” se acha idem!

A comunidade, um dia, acabará, sim, mas devido à miscigenação natural num país de mais de 60 nacionalidades imigrantes. A rapidez ou demora de como isso ocorrerá só depende de como suas lideranças se engajarem. Né, não?!

 

Com integração

Tudo fica mais fácil.

Até essa “busca”!

 

 

 

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Silvio Sano

é arquiteto, jornalista e escritor. E-mail: silvio.sano@yahoo.com

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