SILVIO SANO > NIPÔNICA: Às suas marcas… Pronto… Já!!

Bom, em clima de Olimpíadas, começo esta Nipônica para informar que foi dada a partida, oficialmente, nesta semana, para campanhas às eleições municipais (prefeitura e vereança) em todo Brasil, apesar de alguns candidatos, certos de que seriam aprovados nas convenções de seus partidos, já a terem iniciado muito antes. As redes sociais que o digam.

No caso dos nikkeis, principalmente aos do município de São Paulo, ainda têm a sorte (?) de terem, no mínimo, um grande evento por final de semana, o ano todo, para mostrarem suas caras, mesmo tendo de ouvir o: “Pronto! Começaram a aparecer!”. Concursos de karaokês chegam a ter, em média, três por domingo, e bailes, no mínimo, três por mês! Sem contar os grandiosos festivais.

Mesmo assim, em todas as eleições, seus candidatos penam para serem eleitos… isso, quando os são. Ainda não é possível saber quantos candidatos nikkeis essa cidade terá, mas considerando a eleição anterior (28), e informações prévias à deste ano, poucos não serão… novamente. Mal sinal.

Na anterior, apenas três deles foram eleitos, e um quarto, na condição de primeiro suplente, assumiu dois anos depois. Apenas um deles passou confortavelmente, mas claramente com votos de “fora”. Foram cerca de 220 mil votos dados aos 28 candidatos, dos quais 139 mil aos eleitos e, portanto, os restantes 81 mil distribuídos aos demais 24 não eleitos, média de 3.400 a cada destes!!

Por que fiz esse cálculo? Para mostrar que se a comunidade fosse mais agregada nesse aspecto, nunca teria dificuldade para eleger seus representantes, visto que esses números são dos votos dados a eles próprios, já que há uma corrente de irredutíveis que não votam de modo algum em nikkeis; e, de novo, que a postura da maioria que opta por nikkeis tem sido, pra variar, a da alienação e não da utilidade.

Já escrevi aqui… e não arredo pé, que todo eleitor deve cumprir seu papel de cidadão e clicar naquele que será realmente útil à comunidade e Nação e não naquele, simplesmente… por ser “amigo”, “irmão” ou “consanguíneo”. Ou seja, que a prioridade nunca deveria ser etnia ou religião.

Mas não as entidades e associações comunitárias, líderes… que dependem daquela “mãozinha” providencial para realizarem seus eventos culturais, principalmente em tempo de crise! Essas devem, sim, “batalhar” para terem seus representantes naquelas Casas Egrégias… como fazem, por exemplo, as igrejas evangélicas.

Como não se pode impedir candidaturas “inúteis” e nem apoio explícito de entidades, no “país do jeitinho” há sempre como atingir verdadeiramente esses objetivos. Pra começar, conforme tenho cobrado, já de há três ou quatro eleições, se debate há de se fazer para mostrar neutralidade, pois que o façam imediatamente!!… e não a uma semana do fato, como tem ocorrido.

Depois, cá pra nós, aproveitando a ocasião, ser convincente o suficiente e exortar a plateia a, realmente, levar mensagens a seus redutos para “fecharem” com apenas alguns desses nomes. Sem contar o forte e mútuo vínculo pós-eleitos. Né, não?!

 

Pelas contas dão.

Mas também sempre deram.

Falta dar as mãos!!

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano
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