SILVIO SANO: NIPÔNICA: ATENÇÃO UPK, ABRAC E… REGIONAIS!

 

Conforme abordado em todas as três partes das Nipônicas de título O Futuro do Karaokê, o tema fora aberto com o fito de se discutir a debandada de certa faixa etária dos taikais (concursos) comuns a partir de uma insinuada razão vinculada a uma possível desandada do karaokê hobby, mesmo que competitivo, para o de interesses particulares… tanto de jurados, como de cantores e até de próprias associações realizadoras. E taikais comuns porque ocorrem o ano inteiro e são os que mantém o karaokê vivo. Paulistão e Brasileirão são apenas consequências… boas, mas que também devem ser regidos por regulamento afim, abrangente e o mais satisfatório possível, além de uma vigilância a posturas viciadas advindas daqueles… como, aliás, já ocorre.

Como a questão, que parece inevitável, do jurado… parcial, que confunde amizade com a obrigação de se fazer agrados, além do regionalista. Já a abordei na 1ª parte do tema aos taikais comuns, mas é inegável que alguns transportam essa postura para lá, como se endêmico fosse. A esse respeito um representante da entidade me contou que, mesmo entre os jurados, quando a nota de um destoa muito das dos demais, é chamado a se justificar. Mas é inevitável. Eu mesmo testemunhei, muitos anos atrás, uma situação em que uma, hoje, professora, cantou muito mal na fase de yosen (eliminatória), mas beneficiado por aqueles ‘imperceptíveis meios pontinhos amigos”, que somado ao todo, ainda a levou à maior nota daquela fase. Depois, no keshô, não ganhou, mas até mostrou que merecia estar lá… mas não devia. E houve queixa também sobre a escolha de jurados desconhecidos em detrimento de alguns… conhecidos que ficaram de fora. Razões deve haver, mas satisfações não custam nada… pelo contrário.

E no próprio Paulistão, ainda em Jacareí, ouvi queixas até do tipo de que, certas pessoas de relevância da Comissão Organizadora não devesse participar do mesmo, no que contestei no ato alegando que, diferentemente de taikais comuns, suas participações foram conquistadas em eliminatórias regionais ou até mesmo em eventos anteriores, como no caso dos kashosho.

Há também questões ligadas ao regulamento, óbvio, o que indica que há de ser revisto ou, ao menos, debatidas com mais profundidade. Uma delas foi a questão da faixa etária da categoria  Adulto A, por exemplo, de 18 a 31 anos de idade, com uma sugestão para se criar um juvenil B, até 21 anos… para a UPK discutir.

Mas na questão do regulamento, em relação ao Paulistão, a que causou polêmica foi a da pergunta deixada no ar: “Por que o campeão do Super Star disputou o Grand Prix?” Houve opiniões prós e contras, mas também sugestões como a de retornar aos moldes antigos, ou até de premiações diferenciadas.

Enfim, como a discussão vai longe, ficando evidente que as entidades reguladoras já passaram da hora de convocar as regionais… e/ou cantores para discutirem de forma conclusiva e oficial essas questões, mantenho aqui meu último parágrafo da Nipônica anterior:

UPK, ABRAC e Regionais… um presente Ouvidor é o que costuma garantir um futuro promissor. Né, não?!!

 

 

A orelha esquenta

Se falarem mal de mim…

Não lhes darei razão

 

 

Silvio Sano

é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

 

 

 

 

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