SILVIO SANO > NIPÔNICA: Bagunça jurídica… geléia geral!

Uma reportagem chamou-me a atenção para tema desta Nipônica: Tragédia de Mariana – ‘Bagunça jurídica’ ameaça indenizações (Veja); que também, de imediato, remeteu-me ao que, de fato, acontece ao nosso país, principalmente às lembranças recentes relativas e que parece nos carimbar como marca indelével. Aliás, não sei como fui me esquecer de acrescentar o verbete ‘bagunça’ naquele artigo sobre os males do Brasil. Mas nunca é tarde, infelizmente.

Apenas pelo título da reportagem nem seria necessário me estender, já que está evidente que a corda se arrebentará do lado mais fraco devido às burocracias, infinitas apelações por parte dos infratores e, nesse caso ainda, prejudicado pela enorme quantidade de ações das próprias famílias, prefeituras, órgãos de proteção ambiental, etc… afetados pela tragédia. Alguém acredita, por culpa de nosso passado… e até mesmo do presente, que isso se resolverá logo?

Pois é, ao meu título acrescentei ainda “geléia geral”, ao que muitos podem ter associado à música de Gilberto Gil e Torquato Neto, mas não, e também sim, sendo ao meu caso devido à bagunça geral já ser algo tão banalizado “neste” nosso Brasil, varonil, atual, que até parece justificar a indiferença da população em relação aos causadores.

E como Nipônica é, esta seção, acabei sendo remetido também ao Japão, mais precisamente ao livro Teoria Z (1981) do economista nipo-americano, William Ouchi, ao se referir ao sistema trabalhista japonês em contraponto à Teoria Y, que os economistas entendem bem (não eu), na comparação com o do ocidente, de modo geral. É um livro de fácil leitura até para leigos como eu.

O que me chamou a atenção em relação, ao escopo desta, foi a referência ao quão difícil é negociar com empresas japonesas porque até o fechamento de qualquer negócio, tudo passa por várias mãos dentro da empresa até retornar ao negociador final. É preciso ter certeza da solidez e vantagem do negócio. Depois, a relação de confiança é infinita… ou quase… rsrs, igual à que me referi em relação à amizade com os mesmos.

No Brasil, é comum ouvir um “faz assim mesmo, depois a gente arruma”, ou um “logo, logo, o pessoal esquece”, que dos baixos escalões se estenderam aos dos altos para refletirem, agora, num rompimento de barragem, num surto de microcefalia, etc.. etc., etc., apenas um ano após gastos bilionários para a realização de uma Copa Mundial de futebol! E tem Olimpíadas no ano que vem!!

E o que está acontecendo em nosso governo, no Executivo, Legislativo e Superior Tribunal Federal, senão algo como uma bagunça… ou geléia generalizada?! Tudo por conta da passividade e mutismo da população, sim, e também dos nossos representantes no Congresso, a tal ponto que, tão logo encerrou a votação para a formação da comissão que analisará o pedido de Impeachment da presidente, postei em minha rede social: A verdade é que nem “#‎aliados” e nem “#‎opositores” estão pensando no ‎#Brasil, mas apenas na guerrinha entre eles… e nos seus “umbigos” (bolsos). Né, não?!!!!

 

Geléia geral

É retrato d’um país

De povo calado!

 

 

 

 

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