SILVIO SANO > NIPÔNICA: Brasileirão Internacional e Paulistão de karaokê… com isenção?

Alguns leitores da comunidade acham que costumo “pegar nos pés” de pessoas ou instituições. Não concordo. Aliás, já provei estatisticamente que não é verdade, visto que escrevo há vinte anos e essas abordagens não atingem 1% de meus conteúdos.

Como escrevo sem medo de ser feliz… e, talvez, por ser contundente, já que sempre embasado, ao nikkei não acostumado fica-lhe gravado na cabeça por mais tempo e lhe parecendo aquilo que alega acima.

Já expliquei que quando se trata de crítica, só o faço “provocado” (por outrem), ou eu mesmo testemunhando, mas acompanhado de sugestão para contorna-la… ou seja, crítica construtiva. É também a razão desta.

Pois bem, prestes a ocorrer esses dois grandes eventos, chega a mim a informação (“provocação”… rsrs) de que um dos cantores, que participou das eliminatórias ao Paulistão-2017, teve suas notas alteradas pouco depois de ter cantado. Nada demais porque podem mesmo ocorrer, ou por melhor reflexão de algum jurado ou por acordo entre eles. Mas não da forma como ocorreu, segundo testemunhos.

Como fiquei sabendo? Bom, se até segredos das delações de uma Lava Jato, ou mesmo processos do STF, vazam…

A forma foi por iniciativa da presidência do júri, segundo a própria e os testemunhos. A alegação foi de que, como o cantor é pessoa muito conhecida no meio, por coordenar vários concursos, poderia ter sido “ajudado” por alguns dos sete jurados que compunham a comissão. Teoricamente não deveria ocorrer, jurados… verdadeiros que são, de modo que a presidência não necessitaria agir. “Mesmo assim ocorre!”, foi a resposta. E afirmou que não pediu para mudarem suas notas. Mas mudaram! E os sete, exatamente… para mesma nota! Incrível coincidência… apesar de cabeças diferentes! Até porque, alguns, ou todos, poderiam manter suas notas cientes de não se enquadrarem naquele perfil alegado pela presidência.

E isso, ainda em fase eliminatória, ou seja, mesmo que classificado seria apenas mais um dentre seiscentos no Paulistão!! Sem contar que, naquele momento, com as notas ainda inalteradas, nem se sabia se estaria entre os classificados. Talvez nem estivesse e, daí, essa ação teria sido em vão. Por isso, e também por culpa do passado, trouxe esta reflexão como alerta ao karaokê que desejamos.

Não sou tão ingênuo a respeito. Há mais de dez anos, organizei três concursos. Já naquela época, exatamente para minimizar esse tipo de postura, porque não dá para evita-la plenamente, nossos jurados foram, sempre, um de cada região geográfica da Capital, além de nunca os repetirmos. E ainda recomendávamos aos da comissão para que não cantassem. Nunca quebraram a recomendação.

Ou seja, sei que alguns jurados se portam assim, iguais até a alguns ministros do STF… rsrs, por interesse próprio, no caso aqui, com “agrado” a cantores, como o citado, para serem “chamados” aos seus concursos; ou por “pressão superior”, no caso aqui, pela “boquinha” aos grandes eventos. Mas não deviam… e no caso aqui, pelo que o karaokê tem representado a eles próprios e à comunidade que a pratica. Né, não?!

 

Como julgar “amigos”,

Ainda mais com isenção?

Simples: como AMIGOS!

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano
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