SILVIO SANO > NIPÔNICA: Brasileirão Internacional… um dia de músicas não japonesas!

Well… aquela penúltima Nipônica deu mesmo o que falar, um reboliço, conforme alguém me contou… e, depois, no tema, consolidada pela última… rsrs. Mas não será o que abordarei aqui, apesar de ainda sobre karaokê, ao qual, com isso, aumentarei a estatística dentre meus conteúdos nesses vinte anos para… 1% (?).

Uma das razões é devido a um post no Facebook de Atsushi Abe (Dai Pro), melhor sonoplasta do meio, em que afirmou na primeira frase… Um dia de músicas não japonesas!!! para se referir ao que foi o 3º Concurso Brasileiro da Canção Internacional, promovido pela ABRAC (Associação Brasileira da Canção), que também promove o de músicas japonesas, do qual participam cerca de 700 cantores de todo Brasil e cuja 32ª edição ocorrerá em Santa Catarina, em julho próximo.

A outra razão foi devido a um questionamento me feito, no dia, por um colaborador da própria comissão, de que… “se concurso de músicas internacionais por que não se poderia cantar em japonês?”. Confesso que, na hora, fiquei estupefato com a pergunta visto que o próprio costuma cantar nos concursos convencionais semanais que ocorrem na comunidade nipo-brasileira. Mesmo assim lhe respondi o que para mim, e para muitos, era óbvio: “Não se pode cantar em japonês porque se trata de concurso promovido por entidade que já promove o para músicas japonesas!” A resposta dele foi: “É verdade!”… ton yon yóiiin!… rsrs.

De qualquer forma, apesar da obviedade, retrata o quão certos nikkeis, mais do que ingênuos são introspectivos porque essa pergunta ele já poderia ter feito há muito tempo… à própria comissão.

Foi o que também me levou a comentar no próprio post do Atsushi sobre esse dia sem músicas japonesas… “Verdade! Tamaniwa iidesuneee… (de vez em quando é bom, né…) além de mais uma chance à versatilidade. Sem contar que a introspectiva “japonesada” se soltou e mandou bem. Valeu, gente!!”

Isso, porque também me causara estranheza ter visto algumas “feras” do karaokê apenas assistindo e não no palco, cantando, lugar natural deles. Responderam-me, de forma unânime, que não se sentiam bem cantando músicas que não fossem na língua japonesa, apesar de serem, todos… brasileiros!!

Se bem que, cá pra nós, alguns pareciam mesmo nihonjins cantando em português… rsrs. Mas a virtude deles foi terem cantado e sentido felizes com isso, conforme constatei neles!! Por isso já registrei aqui, várias vezes, o quanto o karaokê tem feito bem à introspectiva comunidade nikkei. Sem contar a emoção de ver crianças, desde três anos, cantando e estraçalhando em inglês, antes de se tornarem adultos introspectivos!

E nesse quesito do cantar não em japonês, o diferencial está não na incapacidade, mas na maneira bem menos recatada. Por isso, levaram vantagem… dessa vez, os que mais se soltaram, os mais extrovertidos. Afirmo dessa vez, porque o evento parece ter estimulado muitos a também se soltarem. Ao menos, ouvi de duas daquelas “feras” e de outros cantores que… “No próximo, cantarei!”

Bom sinal! Né, não?!!

 

Se na farra canta…

Cante, pois, assim, à vontade.

Daí para a glória!

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano
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