SILVIO SANO > NIPÔNICA: Casamento sem direito a divórcio… por 4 anos!

Ouvi essa expressão, acima, de uma jornalista e resolvi adotá-la porque explica bem o ato do votar e suas consequências. Ou seja, ao clicar na urna eletrônica o eleitor estará dizendo “sim” ao candidato que escolheu, casando-se com ele, e será seu parceiro… ou cúmplice, “na alegria ou na tristeza”, por 4 anos!

Lógico que há possibilidade do encurtamento dessa relação. Mas não pelo divórcio! E nem pelo impeachment, o que seria tornar-se cúmplice! Separação, só por problema de saúde… “até que a morte nos separe”. Fora isso, não há como! Por isso, caro eleitor, é bom pensar direitinho antes de dar seu voto, domingo!

Não adianta apelar ao voto de protesto (branco, nulo… ou deboche), pois não leva a nada. Ao contrário, é uma das razões de o Brasil, mesmo com todo esse potencial que a Mãe-Natureza o contemplou, ser ainda o que é! Li um comentário que afirmava “preferir votar em palhaços verdadeiros que em políticos que nos fazem de palhaços”. Péssimo raciocínio! Por isso o Congresso está mesmo mais para circo! Usam o clicar como desabafo momentâneo, sem perceber as consequências. 1,3 milhão de pessoas colocaram Tiririca lá! O que ele fez ao seu, meu, nosso Brasil, nesse período?!

Também não adianta generalizar para se justificar. Existem, sim, bons candidatos, honestos, verdadeiros e abnegados cidadãos brasileiros! Há apenas de achá-los! É certo que ainda temos de escolher dentre os menos piores, mas se nos exercitarmos assim, continuamente, um dia, poderemos reverter a situação. Sem contar que essa postura faz bem. Né, não?!!

Se ainda não está satisfeito, então faça uso do voto útil que como o próprio adjetivo indica não é condenável. Como no caso dos cargos ao executivo (presidente e governadores) em alguém terá de ser eleito e considera um deles incontestavelmente inaceitável. Ao Brasil, pois, escolha o “menos pior”!

O mesmo vale aos dos legislativos (deputados federais, estaduais e vereadores), mas com outra conotação, já que numerosos. Não se trata de gostar ou não de certos candidatos, mas de ver suas possibilidades e contrapartidas… além de, claro, aprovar suas idoneidades. De que adianta votar em um sem nenhuma possibilidade evidente? No máximo, melhorará-lhe o ego!!

A propósito disso, vou tomar uma atitude que, sei, me custará ter de dar explicações à frente, mas arriscarei porque acho que é o que as principais entidades comunitárias nipo-brasileiras deveriam ter feito, de fechar com alguns candidatos potenciais, em virtude de suas dependentes realizações e, principalmente, para mostrar à sociedade brasileira e aos governantes o potencial de contribuição à Nação que tem. Já imaginaram um nikkei chegando ao Congresso (ou à ALESP) com uma votação estrondosa?! Pois é, vou sugerir nomes!

Conheço vários dentre os 70 candidatos nikkeis, sou até muito amigo de alguns que excluirei e nem tanto dos que incluirei, mas o farei pelas razões citadas acima. Pela ordem alfabética, a deputado estadual: Hélio Nishimoto, Jooji Hato, Kowa Iha e Massao Ito; a deputado federal: Junji Abe, Keiko Ota, Walter Ihoshi e William Woo. Fui!

 

 

Voto é coisa séria!

Use-o para algum bem!

Não o desperdice!

 

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silvio-nippak

Silvio Sano

é arquiteto, jornalista e escritor. E-mail: silvio.sano@yahoo.com

www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano

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One Comment

  1. O voto – como bem avalia Silvio Sano san – não deve ser desperdiçado.
    Desejo que as melhores pessoas sejam eleitas, e cumpram bem suas gestões!!

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