SILVIO SANO > NIPÔNICA: Como vai a relação Bunkyô – associados?

Conforme já me defendi em relação às “brincadeiras” de leitores e amigos, de que costumo “pegar no pé” da principal entidade da comunidade (Bunkyô), em primeiro lugar, “não costumo” porque se contarmos o quanto já escrevi sobre a mesma, em vinte anos, não dá nem 0,5% do total; e, em segundo, nunca “peguei no pé”, porque quando o fiz, fi-lo “provocado” por usuários da mesma, ou por eu mesmo tê-lo constatado (como o ar-condicionado no auditório)… e mesmo assim, sugerindo solução, ou seja, na forma de crítica construtiva.

Esse rodeio, se não o faço, com certeza, só pelo título, já ouviria: “Lá vem ele, outra vez, falar do Bunkyô”… rsrs. Né, não?!

Pois bem, nesta semana, participei de uma reunião entre duas comissões representantes do karaokê da comunidade (UPK e ABRAC), com a presidente do Bunkyô, Harumi Goya e assessores. Na pauta estava a negociação do valor de locação do auditório e dependências para a realização dos próximos Paulistão (UPK-2017) e Internacional (ABRAC-2016), até porque devido à crise econômica criada pelos desgovernos recentes, os recursos que adviriam de emendas parlamentares “desapareceram” e as despesas para realizações desses eventos são enormes para organizações sem fins lucrativos.

Para locação desses espaços, como é de praxe em instituições que as tenham, o Bunkyô também tem sua tabela de preços para associados e não associados. Normal. No caso dessas comissões, por terem associações que pagam anuidades ao Bunkyô, teriam de se submeter à tabela de associados. Também normal. Mas nem tanto!!

Ainda assim, alegaram, era muito para eles! Até tinham dois outros lugares, na Capital, suficientemente adequados para essas realizações que implicam em grande auditório, espaços para bazaristas, refeitórios e estacionamento, mas como aos associados do interior do estado e até de outros (caso da ABRAC), se em São Paulo, o Bunkyô era a referência à comunidade, solicitaram audiência diretamente com a presidente.

A negociação começou pela alegação de que se tratava de eventos itinerantes com possibilidade de repetição média de dez anos, ou seja, de que traziam uma reivindicação esporádica e talvez, até, a primeira de seus associados que já pagam anuidades ao Bunkyô há dezenas de anos. Por isso, trouxeram um ofício chancelado por representantes de todo estado de São Paulo, formatado no Encontro das Entidades Nikkeis (JN, 19 a 25/05/2016), realizado em Botucatu (07/05/2016), solicitando compreensão do Bunkyô nesse sentido.

Após ouvir a todos pacientemente, mas também expor a situação atual da entidade, a presidente Goya prometeu-lhes passar o caso à diretoria na reunião que teria ainda nesta mesma semana e lhes responder o mais breve possível.

De minha parte, assim como no caso do ar-condicionado, lembrando de que hoje em dia, a esse tipo de realizações, tudo é feito em parceria, sugeri que o desconto fosse dado na forma de patrocínio, a fim de atender ambos os lados… somado àquele “kimochi” da parte do Bunkyô, ansiosamente aguardado pelos associados do interior.

 

Os nikkeis sabem

Kimochi, palavra mágica

Da agregação.

 

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano
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