SILVIO SANO > NIPÔNICA: Debate no Bunkyô? Não! Melodias Mais do que Imortais!

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Pois é, alguns amigos e leitores acharam que, nesta Nipônica, abordaria o debate marcado para 20 de setembro! Magina! Como escrevo semanalmente, sempre me defino por importância e/ou momento. Assim, no desta, não abro mão daquele que considero como o melhor show do ano dentre os realizados no Bunkyô, cuja tradução literal, em português, de seu título, em japonês, Nihonjin no Kokoro no Uta, seria Músicas da Alma Japonesa, mas considero o adotado, Melodias Imortais, como mais adequado mesmo, pela característica e forma de como as músicas são selecionadas, por enquete cujo público predominante é de faixa etária avançada e, por isso, escolhe aquelas que estão imortalizadas em suas almas. No deste, na 14ª edição, excepcionalmente, foram escolhidas as mais solicitadas dentre as 13 anteriores, mais duas em homenagem à cantora Tyoko Shimakura, falecida no ano passado, e mais aquela que se tornou representativa da tragédia do tsunami (Hanawa Saku) no Japão.

O “Mais”, que acresci ao título é por minha conta, visto que desde que o assisti pela primeira vez, há sete anos, sem nunca mais faltar, é como tem sido, cada vez mais, minha impressão. Não sou de fazer média e ouso afirmar isso não apenas pela qualidade da produção, mas principalmente pela forma como sensibiliza e cativa essa platéia especial. Sentei na primeira fila, pela incumbência das fotos, mas de quando em quando me virava para a platéia emocionada, testemunhando obatyanzinhas… e odityanzinhos também, chorando. Quer mais?

Desde que o acompanho, sempre vi aquele auditório lotado, mas… estranho, pela idade média alta do público, a tendência natural seria a de se reduzir com os anos. No entanto, isso não ocorre! Como explicar? Simples. O público está se renovando! Uma explicação está na própria média etária “original”, por pressupor que uma parcela vinha, e vem, acompanhada de filhos ou netos e que, por também gostarem, acabam retornando mesmo não contando mais com aqueles. Outra, é que no meio musical, coisas boas relativas se alastram. Por isso, já é evidente também um número cada vez maior de cantores e simpatizantes do karaokê em meio à platéia, alguns dos quais até sonhando em fazer parte desse plantel, conforme me confessaram.

Ou seja, um evento de sucesso garantido para muitos anos, ainda! No entanto, para o deste, a comissão organizadora, a muito custo, conseguiu patrocínio para viabilizá-lo. Como? Não dá para entender visto que o que alavanca o mercado patrocinador é a garantia de retorno. E esse, pelo visto, garante! Né, não?!

 

Preciosidade?

Bom negócio é mantê-lo

Não é verdade?

 

 

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Silvio Sano

é arquiteto, jornalista e escritor. E-mail: silvio.sano@yahoo.com

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