SILVIO SANO > NIPÔNICA: Eleições 2014… e a história, vai se repetir?

 

A campanha eleitoral já foi liberada a partir de 5 de julho… apesar de alguns “peixes graúdos” a terem iniciado muito antes. Mas isto é outra história. O fato é que os candidatos, sem perda de tempo, começaram a correr atrás de seus eleitorados por afinidades de todos os tipos, religiosas, étnicas, culturais, sociais, esportivas, etc. Alguns, até as extrapolando para se obter cadeira tão “preciosa”. Por patriotismo?…

De qualquer forma, já se passaram mais de duas semanas desde que liberada, mas algumas comunidades intere$$adas em certos candidatos não se mexeram, mesmo tendo passado por certos “riscos” em eleições anteriores, exatamente por essa mesma passividade. Quando se fala em comunidade, a referência é às lideranças ou associações líderes, teoricamente, determinantes dos rumos que garantam a preservação de seus pilares culturais e sociais e bem como a uma continuidade, ao menos, confortável. Algumas justificam essa postura com a desculpa do cunho democrático que devam ter nessas épocas. Entendo.

Já escrevi várias vezes, e repito o óbvio, que a escolha de um candidato deva ser feita a partir do conhecimento de seu perfil e priorizando, antes de tudo, a questão da honestidade, transparência e até abnegação, visto que se pressupõe a cidadania como algo inerente (?) aos que buscam esse caminho. Até por isso, não entendo… e nunca entenderei, o tamanho do recesso a que têm direito. Mas isto também é outra história.

Retomando, recordo-me de que, certa vez, considerei injustiça alguns políticos nikkeis não terem sido eleitos devido àquela postura do tal cunho democrático. Dentre eles, um nem tinha minha simpatia, mas sabia do quanto “con$eguido” a algumas associações, daí por que o inclui. Ou seja, pela forma citada de escolha candidatos o fato de ser descendente… religioso… etc., não é prioritário, mas se certas comunidades nece$$itam mesmo de políticos para sobreviverem há que se trabalhar, sim, por eles… o que não significa estarem contrariando aquele cunho democrático. Apoiar alguns não é antidemocrático. Proibir candidaturas dos que poderiam atrapalhá-los, é que sim.

E há várias maneiras de se mostrar democráticos a esse fim, nessas épocas. Como pela realização de debates ou, ao menos, pela apresentação de todos aqueles vinculados de alguma forma à comunidade. Mas isso há que se fazer no início das campanhas. E já se perderam mais de duas semanas! Às vésperas da eleição, nesse país de cidadãos pouco preocupados com os rumos da nação, ainda mais no caso de “peixes miúdos”, é o mesmo que dar tiro no escuro. Além de ficar clara a postura da “média”… de que fora apenas uma realização sem serventia, mas para se mostrar atuante (?) à comunidade.

Se bem que esse tipo de atraso pode ocorrer também por “distração” deles próprios. Né, não?!

 

Foi dada a partida!

Quero fazer boas escolhas

Mas… em quem votar?

 

 

 

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Silvio Sano

é arquiteto, jornalista e escritor. E-mail: silvio.sano@yahoo.com

www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano

 

 

 

 

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